"Ricardo Brandão não é o candidato do MDB", diz presidente do partido

Presidente do MDB de Mogi Mirim, o vereador Moacir Genuário foi à tribuna da Câmara Municipal para ressaltar que o partido ainda não tem candidato a prefeito para as eleições de 2020.

A fala foi uma reação a entrevista de Ricardo Brandão concedida à imprensa recentemente, oportunidade na qual o ex-prefeito se lançou candidato ao cargo mais alto do Executivo mogimiriano para o pleito do ano que vem.

O anúncio, feito sem o consentimento do MDB de Mogi Mirim, causou mal-estar na legenda, uma vez que há outros “prefeituráveis” dentro do partido. Moacir afirmou ainda que foi cobrado pelos membros de seu partido a dar essas declarações.

RELEMBRE
Em janeiro deste ano, Ricardo Brandão anunciou à imprensa sua candidatura. “Mogi Mirim precisa dessa mudança. Para pegar seu caminho novamente do desenvolvimento e do progresso”, frisou na ocasião. O empresário garantiu que essa manifestação – de postular novamente à cadeira de prefeito – não se trata de uma decisão de voltar ao cenário político. “Em momento algum deixei de ter essa opção desde a eleição passada. Eu até diria desde o dia seguinte ao resultado oficial da campanha de 2016”.

Embora tenha ficado longe dos holofotes desde a eleição, Brandão garante que, sempre que possível, se faz presente à sociedade. “No meio político eu até evito para não querer confrontar. Existe um monte de coisas acontecendo na administração atual e se eu for opinar, pode haver uma confrontação e isso não quero”.

Ricardo Brandão foi desautorizado pelo presidente do seu partido, o MDB

Barrado em porta de escola, vereador critica Prefeitura

Flávio Magalhães

O vereador André Mazon (PTB) foi impedido de entrar na Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) “Dona Sinhazinha” na manhã da última quinta-feira, 7. Segundo o parlamentar, que foi à unidade escolar com o objetivo de fiscalizar as obras de manutenção anunciadas pela Prefeitura, a ordem de barrá-lo não partiu da direção escolar. “Foi ordem superior, da Secretaria de Educação ou do Gabinete do prefeito”, destacou.

Mazon é um dos autores da denúncia que levou o Ministério Público (MP) a entrar na Justiça pedindo a reforma da “Dona Sinhazinha”, por considerar que a unidade “está em péssima situação estrutural e de segurança”. Além do vereador do PTB, Tiago Costa e Moacir Genuário (ambos do MDB) assinaram a representação levada ao conhecimento da promotora Paula Magalhães da Silva Rennó.

Segundo o vereador, o ato de impedi-lo de entrar na Emeb feriu o artigo 41 da Lei Orgânica Municipal, que garante livre acesso dos parlamentares a qualquer divisão da Administração Municipal, seja direta ou indireta. Mazon recorreu à Polícia Militar para poder entrar na escola.

“Fiscalizar é uma das prerrogativas do vereador. É um absurdo o que aconteceu em Mogi Mirim, é ditadura”, protestou o vereador. “Não sei se a ordem partiu da secretária Flávia Rossi ou do prefeito Carlos Nelson Bueno. Sei que estão infringindo a lei”, completou.

Após a chegada de uma viatura da Polícia Militar, Mazon conseguiu acesso ao interior da escola e apontou problemas na infraestrutura do prédio. Parte do forro apresentava infiltração e escorria água em algumas paredes. “Pintaram algumas salas antes de resolver o problema do telhado. É desperdício de dinheiro público”, destacou.

OUTRO LADO
A Secretaria de Educação informou em nota que “em nenhum momento negou a permissão” para a entrada do vereador André Mazon na unidade escolar. “Como o vereador chegou durante o período de aula e para não atrapalhar os alunos nas classes, foi solicitado que retornasse no horário do intervalo ou após o término do período. Diante da recusa do vereador e para não tumultuar o andamento das aulas, a diretora da unidade de ensino acompanhou André Mazon e a vistoria foi feita no local, como já aconteceu em outras ocasiões – sempre no período de férias, o que não prejudicava o desenvolvimento das atividades”, alegou a Secretaria de Educação.

“Muito embora o vereador tenha a prerrogativa de fiscalizar o Poder Executivo e a Lei Orgânica lhe garanta livre acesso às dependências da Administração Direta ou Indireta, isso deve acontecer sem que o serviço público seja prejudicado. A Secretaria de Educação tem, ainda, a obrigação de zelar pela imagem dos alunos que não podem ser filmados sem autorização dos responsáveis. A filmagem era uma das intenções admitidas pelo vereador. Durante a visita, o vereador conferiu que as obras de melhoria já foram iniciadas e a licitação para a realização dos serviços maiores de infraestrutura do prédio estão em andamento, com orçamento previsto e aprovado pela Câmara Municipal”, encerrou a Secretaria da Educação, em nota à imprensa.

Vereador André Mazon (PTB) solicitou a presença de uma viatura da Polícia Militar


Defesa Civil alerta para fortes chuvas nesta semana

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil divulgou boletim informando que áreas de instabilidade associadas com a aproximação de uma frente fria vinda do sul do País ajudam a organizar a umidade que vem da Amazônia e a causar pancadas de chuva dispersas no estado de São Paulo. O mau tempo teve início já na segunda-feira, 11, e deve seguir até sexta-feira, 15, atingindo várias áreas.

Haverá um acumulado de cinco dias com valores acima de 130mm na Região Metropolitana de Campinas. A partir de quinta, 14, as instabilidades perdem força de manhã, mas retornam na forma de pancadas de chuva forte de tarde e de noite, mantendo o tempo instável e chuvoso na sexta.

Por meio do alerta meteorológico, a Defesa Civil informa que a água mais aquecida na costa do Atlântico Sul favorece a formação de tempestades, com potencial para transtornos localizados em todo o Estado. Na faixa leste, em especial nas regiões litorâneas, são previstas chuvas fracas a moderadas de longa duração intermitentes e/ou persistentes, condição que eleva o risco de deslizamentos e o nível dos rios nessas áreas.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo recomenda observar a ocorrência de árvores inclinadas, bem como trincas em terrenos, paredes e pisos - e também "muros embarrigados" - pois são sinais da possibilidade de deslizamento antes mesmo do início da chuva. Em situações como essa, a Defesa Civil deve ser acionada para vistoria. Em casos de deslizamento ou alagamento, recomenda-se não ultrapassar a área atingida e aguardar pelo término da chuva abrigado em local que não ofereça risco.

Para manter a população informada sobre as condições climáticas, a Defesa Civil disponibiliza gratuitamente alertas via SMS. Basta enviar uma mensagem com o número do CEP (sem ponto ou hífen) para o número 40199.


Editoria: ,

Homem é morto a pauladas na Zona Leste enquanto assistia TV

Arnaldo de Oliveira Santos, de 47 anos, foi morto no início da madrugada do sábado, 2, quando estava sentado no sofá de sua residência, assistindo televisão. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.

Os policiais militares Montoni e Alexandre foram acionados para irem até a rua Colômbia, na Vila Dias, pois haveria um homem morto no local. Quando os policiais chegaram, a companheira de Arnaldo - uma mulher de 63 anos - relatou que ele era usuário de drogas e de bebidas e, que por volta das 23h de sexta-feira, 1º, ela teria ido dormir, enquanto que a vítima permaneceu na sala assistindo televisão.

Pouco tempo depois, ela despertou e foi até a sala, quando deparou com o companheiro ensanguentado. Segundo ela, quando tentava ajudá-lo, sua filha chegou, acionando a PM e o SAMU, que constatou o óbito.

Pelo que foi notado no local, a vítima teria sido vítima de pauladas, principalmente na região da cabeça e no rosto. Policiais civis e peritos criminais estiveram no local, colhendo dados que possam vir a esclarecer o crime.


Editoria: ,

Com salários atrasados, médicos da Santa Casa vivem dilema

A cada semana, surge um novo problema para a Santa Casa de Mogi Mirim tentar contornar. Desta vez, envolve os médicos que atendem na Irmandade. Com salários atrasados, eles vivem um dilema angustiante. Ao mesmo tempo em que demonstram a insatisfação pela situação que enfrentam, já que acarreta prejuízo e dificuldades para honrar seus compromissos, sabem que não podem parar de atender.

Pelo o que A COMARCA apurou, os médicos vêm enfrentando essa realidade há pelo menos cinco anos. Por conta de salários atrasados, há profissionais que simplesmente deixaram de receber para manter o atendimento. O cenário, no entanto, chegou a um ponto que muitos não sabem mais o que fazer.

Os salários de dezembro de 2018 e de janeiro de 2019 ainda não foram pagos. Para março, haveria uma possibilidade de a Santa Casa acertar os rendimentos dos médicos referente a dezembro. Sem receber, veem o prejuízo pessoal se acumular. A saída, neste caso, seria parar de atender ou deixar a Santa Casa,
Mas, o sentimento dos médicos é de incerteza. Principalmente, para a maioria dos profissionais que trabalham no hospital. É que eles têm vínculo com a cidade, seja como moradores ou como residentes em municípios próximos, como Mogi Guaçu e Itapira. Isso significa que há uma relação muito próxima com os pacientes, que extrapolam os limites da Irmandade.

Em muitos casos, a relação entre médico e paciente é de anos, e simplesmente deixar de atender neste momento poderia causar um prejuízo para essa população. Além disso, há profissionais que dependem exclusivamente do trabalho que prestam na Santa Casa de Mogi Mirim. Por isso, em cima desses dois cenários, eles vivem uma situação angustiante.

Os médicos têm ciência da crítica realidade da Santa Casa e temem pelo pior, que é a paralisação total das atividades. Se não chegar a esse ponto, tentam, ao expor essa situação, explicar para a população os motivos que a levam não ter um atendimento efetivo.

A assessoria de comunicação da Santa Casa informou que houve uma reunião na tarde de sexta-feira, 8, entre a direção do hospital e o corpo clínico. Neste encontro, dentre os assuntos tratados, estava a questão salarial dos médicos. De acordo com a assessoria, houve certa tolerância dos médicos em relação ao tema, por acreditarem na instituição, já que a administração está tomando as providências necessárias para quitar os salários.


Editoria: ,

Mulher é brutalmente assassinada na Vila Dias

A Polícia Civil está investigando as circunstâncias da morte de Bruna Aparecida Rodrigues Pediani, 30, que foi encontrada morta na casa que residia atualmente com seu companheiro, à rua Cuba, na Vila Dias, Zona Leste da cidade. Indícios apontam para o companheiro como o principal suspeito do autor do crime.
O corpo de Bruna foi encontrado pelos policiais militares Anderson e Alves, após a PM ter sido acionada por uma vizinha da vítima, que estava sentindo fortes odores vindo da moradia.

Após ouviram a vizinha, os policiais notaram que a casa estava trancada, sendo necessário arrombar a porta. Ao entrarem e seguirem até o quarto, depararam com a mulher morta, já em avançado estado de decomposição, e com uma faca de cozinha cravada entre os seios.

A Polícia Civil e Cientifica foram acionados. Foi feito o contato com familiares da vítima, que seria mãe de uma criança de 7 anos. A mãe de Bruna disse que não tinha notícias da filha desde a segunda-feira anterior. E contou que ela tinha uma união estável com o homem conhecido como “Gordo”.

Segundo apurado pelos investigadores, no dia 28 de janeiro - a segunda-feira a qual a mãe da vítima teve os últimos contatos com a filha – ‘Gordo’ teria vendido uma geladeira que seria da casa onde morava com Bruna e, posteriormente, deixado o local com uma mochila nas costas. A filha da vítima estava com o pai.


Editoria: ,

Presidente do MMEC admite que pode fechar o clube

Depois de uma longa ausência, o presidente do Mogi Mirim Esporte Clube, Luiz Henrique de Oliveira, reapareceu. Na quinta-feira, 7, ele esteve no Fórum, acompanhado do advogado André Lopes, para participar de uma audiência referente a uma ação civil impetrada contra o clube, na qual se questiona a legalidade do recadastramento dos associados do Sapo, conduzido por Luiz Henrique, em assembleia realizada no dia 24 de novembro de 2016.

Sentado na Sala do Júri, enquanto aguardava ser chamado, Luiz Henrique concedeu entrevista para A COMARCA. Primeiro, falou a respeito da ausência do Mogi Mirim do Campeonato Paulista Sub23 da 2ª Divisão. Sem ter renovado e apresentado os laudos que atestassem as condições de uso do estádio Vail Chaves, conseguindo, assim, a sua desinterdição, o clube não pode participar do Conselho Arbitral da competição e, por isso, está fora de qualquer campeonato oficial neste ano.

Para ele, era natural essa ausência, em razão dos altos valores para conseguir a liberação do estádio. “São perto de R$ 100 mil para renovar os laudos”, adiantou. Porém, o maior entrave foi o rompimento da diretoria com os arrendatários do futebol profissional do Mogi Mirim. A gestão está terceirizada, sob o comando de um grupo ligado ao empresário sul-coreano Mario Choi e ao jogador Diego Medeiros da Silva. No entanto, há uma disputa judicial entre os gestores e o presidente do Mogi Mirim, Luiz Henrique de Oliveira.

Em agosto de 2018, Oliveira impetrou com uma ação, pedindo a reintegração do clube que, através de contrato de arrendamento até o final de 2022, passou a ser gerenciado pelos empresários, sem mexer na configuração da mesa diretoria, com Luiz Henrique ainda mantido na presidência.

O contrato foi celebrado em 25 de maio do passado, mas, em agosto, Oliveira tentou rompê-lo de maneira unilateral, chegando a forçar a saída dos novos gestores do estádio, onde estavam alojados juntamente com atletas das categorias de base. Sem sucesso com essa atitude, o presidente acionou o Justiça. Oliveira chegou a conseguir uma liminar, que logo foi revogada. Mas, a ação prossegue em curso normal.

Quando moveu a ação, Luiz Henrique disse que os ‘parceiros’ não fizeram o pagamento dentro dos prazos estipulados em contrato e, por isso, entende que o acordo estava rompido por inadimplência. Pelo contrato, Diego e Mário teriam que pagar R$ 60 mil em 2018, divididos em cinco parcelas, a título de luvas, e mais R$ 400 mil, divididos em quatro parcelas anuais, até 2022. 

“Eles entraram no clube e dos R$ 60 mil que tinham que pagar, pagaram apenas R$ 9 mil da despesa do último jogo do Mogi pela Série D – contra o Prudentópolis, em Limeira”. Os gestores garantem que o pagamento estava em dia e que ainda tiveram que arcar com valores que não estavam previstos em contratos, como dívidas de contas de energia elétrica atrasadas e despesas para deixar o estádio em condições de uso.

Por essa razão, o próprio Luiz Henrique admitiu que não tem qualquer relação com os arrendatários e que essa situação inviabilizou, por exemplo, o interesse de outros parceiros em investir no clube. A briga judicial impede, também, que os gestores possam projetar qualquer participação do clube em competições, já que dependem, administrativa, do grupo de Luiz Henrique. E isso, ele deixou bem claro. “A caneta está na mão da nossa diretoria".

Por conta disso, Luiz Henrique não vislumbra um futuro nada agradável para o clube. “A tendência é encerrar as atividades, essa é a minha opinião, porque não vai disputar nada”, frisou. Quanto ao seu futuro no clube, o presidente ainda não tomou uma posição. Seu mandato termina no final do ano. Porém, deixou um recado aos opositores.

“Enquanto não me derem paz, eu vou continuar trabalhando. Não posso abandonar o clube neste momento. Até agora, só me defendi de acusações. Toda semana, é uma demanda que aparece, mas, nenhuma prospera”, destacou.


O presidente do Mogi Mirim Esporte Clube, Luiz Henrique de Oliveira


Editoria: ,
Scroll to top