Nadador mogimiriano entre os melhores do planeta

Nesta semana, a FINA (Federação Internacional de Natação) divulgou o ranking atualizado das várias provas da modalidade. Nos 100 metros medley nadados em piscina curta, o atleta Conrado Coradi Lino, da Free Play/Sejel, aparece entre os 10 nadadores mais velozes. Com a marca de 53 segundos e 89 centésimos, registrada no Troféu José Finkel, o Campeonato Brasileiro de Natação Absoluto de Inverno, apenas outros nove atletas no planeta possuem um tempo inferior ao de Conrado em 2018.

Neste Top 10, sete são brasileiros, mostrando a força da natação nacional na prova. “Eu acredito que o segredo seja trabalho. Aliás, acredito não. Eu tenho certeza. Todos os dias acordo focado em melhorar cada vez mais. Sei do meu potencial, sei que posso ir cada vez mais longe e que posso conquistar isso aqui. Tenho uma equipe super estruturada, multidisciplinar e todas as condições de trabalho. A força para ir além está dentro de mim”, exclamou o nadador de 24 anos.

Conrado ainda é o 14º colocado no ranking mundial nos 400 metros medley. O tempo de 4 minutos, 14 segundos e 39 centésimos também foi registrado durante o José Finkel, realizado entre 24 e 28 de agosto, em São Paulo.

Este foi o melhor tempo da vida de Conrado nos 400 medley, uma de suas especialidades. O desempenho rendeu a ele a quarta posição, ficando a menos de dois segundos do pódio e da medalha de bronze em nível absoluto nacional. No total, são cinco brasileiros entre os 20 melhores do planeta e lá está o nadador da Free Play/Sejel. E tem muito mais. Conrado é o 21º colocado nos 200 metros medley, com o tempo de 1 minuto, 58 segundos e 18 centésimos obtidos também no Finkel deste ano, assim como nos 100 metros borboleta, em que ele aparece na 35ª posição, com 52 segundos e 64 centésimos.

“Por uma fração de segundo, a ficha até pode não cair. Mas, passa rápido. Eu sei do meu trabalho, do quanto me dedico, do quanto acordo mais cedo para correr até nas férias. Eu não considero como abrir mão de coisas boas. Eu quero estar entre os melhores e os resultados me mostram que estou no caminho certo”.

Conrado, mais uma vez, vive um ciclo olímpico. Já concorreu às vagas em Londres, em 2012 e esteve perto de representar o país na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Hoje, o foco está em Tóquio, em 2020, mas também nos mundiais, sobretudo, os de piscina curta. A ida à China, em dezembro, ficou por uma batida de mão. Nada que crie desanimo, pelo contrário. A análise de que o caminho correto é compartilhado pelo mentor, Ricardo Antônio Martiniano, coordenador da Free Play e que, há anos, acompanha os passos de Conrado.

É através da metodologia de trabalho de Martiniano, que o atleta alcança os resultados na água. A disciplina para executar cada detalhe apresentado pelo treinador, é fundamental para que, hoje, a região tenha um atleta entre os 15 melhores do mundo.

“O feito é enorme. Estamos falando de uma das modalidades mais disputadas do planeta e, entre milhares de atletas, um nadador daqui, de Mogi, está entre os 10, 15 ou 25 melhores. Se uma Copa do Mundo, tem 32 seleções e, em tese, ali estão os mais competentes, então, estamos falando que Mogi Mirim faz parte da Copa do Mundo da natação quando falamos de 100, 200 e 400 medley. Isso é absurdamente enorme e fruto da nossa estrutura, mas, sobretudo, da dedicação e capacidade técnica do Conrado”, destacou Martiniano.

O treinador também frisou o orgulho em ter outro atleta na listagem da FINA. Nos 50 metros costas, Tomas Coradi Lino, irmão mais novo de Conrado, ocupa a 119ª posição no ranking mundial. “É um feito importantíssimo e que serve de motivação não só a ele, mas a todos nós. Temos um material humano de muita qualidade, atletas que se dedicam de verdade. A Free Play é, cada vez mais, uma equipe de alto nível no cenário da natação nacional”, concluiu o treinador.

O trabalho da Free Play é desenvolvido com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Mogi Mirim, através da Secretaria de Esporte Juventude e Lazer (Sejel), Colégio Conectado, Gonçalves Avenida Society, Ótica Líder, Sucos Alvorada e VSwim e apoio do Laboratório 22 de Outubro e da Clínica Vitallis.

Conrado Coradi Lino


Editoria: ,

Interior registra mais casos de suicídio

Flávio Magalhães

O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre o tema. O assunto, que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta dificuldades para ser debatido, o que interfere na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.

A questão se mostra cada vez mais relevante, principalmente se considerando dados atuais. Durante o ano passado, a vizinha Itapira registrou 19 ocorrências de suicídio, número bem acima da média nacional: 5,7 casos para cada 100 mil habitantes. O município itapirense possui aproximadamente 74 mil pessoas.

Para um grupo de psicólogas ouvidas pela reportagem de A COMARCA, a estatística vem ao encontro de estudos recentes que apontam o interior como local de maior incidência de suicídios, em comparação com as capitais. Mariana Valério, Thaisa Tótollo e Roseli Silva são unânimes ao afirmar que a prevenção para esses casos passa obrigatoriamente pelo diálogo e pela quebra de barreiras para o tratamento.

“Hoje em dia estamos falando mais sobre suicídio e suas formas de prevenção, mas ao mesmo tempo há um isolamento pessoal mais frequente do que antes”, aponta Mariana. “Já atendi um caso de um jovem recém-chegado em outra cidade que tinha como única rede de apoio uma amiga que conheceu através do Tinder [aplicativo de relacionamentos], e foi justamente essa pessoa que o acompanhou nas crises”, exemplifica Thaisa.

“Rede de apoio” é o termo usado para identificar pessoas de confiança do círculo social de quem está pensando em tirar a própria vida, que podem ajudar na prevenção ao suicídio. Nesse cenário, o diálogo se mostra fundamental. “É importante falar sobre, exteriorizar sentimentos”, destaca Roseli, lembrando que essa percepção precisa ser reforçada principalmente junto ao público masculino. “O homem geralmente não busca ajuda, até por uma questão cultural”, frisa a psicóloga.

E segundo o Ministério da Saúde, o suicídio é a terceira maior causa de óbitos entre homens de 15 a 29 anos. Quase 80% das mortes autoprovocadas são de pessoas do sexo masculino. Isso porque costumam utilizar métodos mais efetivos para tirar a própria vida. No entanto, a maioria das tentativas de suicídio é entre mulheres: quase 70%.

Fonte: Ministério da Saúde

Quando alguém atenta contra a própria vida, é porque já está no estado mais avançado de risco e precisa de acompanhamento profissional. Outros estágios menos graves também necessitam de tratamento. Antes disso, é fundamental o apoio de pessoas próximas, como família e amigos. Entre as orientações, não julgar ou demonizar os sentimentos de quem pensa em tirar a própria vida é muito importante, assim como falar abertamente sobre assunto e não menosprezar a pessoa.

“A família e as pessoas próximas precisam entender os sinais, pois essas pessoas vão dando sinais, geralmente apresentam algum outro tipo de transtorno”, alerta Thaisa. Um desses transtornos é a depressão. Contudo, é um equívoco atribuir o comportamento suicida a apenas uma causa. “O suicídio é uma forma de projetar na morte uma solução, a última solução para acabar com a dor”, explica a psicóloga.

E o número de pessoas que buscam soluções através do suicídio vem crescendo no Brasil. Segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, são mais de 11 mil suicídios por ano. Mais de 800 mil tiram a própria vida ao redor do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. O equivalente a um caso de suicídio a cada 45 segundos.

Movimentos como o Setembro Amarelo buscam frear o avanço dos casos de suicídio e vencer o preconceito que envolve o tema. “Falar de morte na nossa sociedade já é muito difícil. Suicídio é tabu em dobro”, comenta Thaisa. Mas a ideia é incentivar o tratamento para quem precisa. Em Mogi Mirim, recomenda-se procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para o acompanhamento com um profissional.

EVENTOS
Mariana, Thaisa e Roseli, juntamente com o também psicólogo Hugo Almeida, formam o grupo Tabus, que se formou na cidade no ano passado e tem como proposta jogar luz sobre temas pouco debatidos na sociedade. Foi assim quando decidiram fazer um documentário sobre suicídio, no primeiro semestre do ano.

E a partir do Setembro Amarelo, o grupo promoverá a Caminhada de Prevenção ao Suicídio, no próximo dia 30, a partir das 8h30, no Teatro de Arena. “Há um sentido simbólico, do caminhar junto, além de ser um espaço de lazer e socialização”, explicou Thaisa. Outro ponto importante é que os exercícios físicos aumentam as substâncias do prazer - a seratonina, a dopamina e a noradrenalina -, que ficam em níveis baixos em pessoas deprimidas.

No dia 26, das 9h ao meio-dia, a Prefeitura de Mogi Mirim realiza o evento “Suicídio: Prevenção e Posvenção”, voltado para profissionais da Saúde, da Educação, da Assistência Social e do Judiciário. As inscrições se darão pela internet até quarta-feira, 19. Mais informações pelo número 3806-3765 ou 3804-1352.

PREVENÇÃO
O suicídio acomete pessoas de todas as idades e classes sociais. O Centro de Valorização da Vida (CVV) dá apoio emocional e preventivo ao suicídio. Se você está em busca de ajuda, ligue para 188 (número gratuito) ou acesse www.cvv.org.br.

População de Mogi Mirim chega a quase 93 mil pessoas

Mogi Mirim possui 92.715 habitantes, segundo a mais recente estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números foram apresentados no último dia 29 e revelam que o Brasil tem uma população de 208,5 milhões de pessoas e uma taxa de crescimento populacional de 0,82% em comparação a 2017.

Entre 2017 e 2018, Mogi Mirim apresentou um crescimento de 0,53%, segundo o IBGE. No entanto, o próprio instituto anunciou uma mudança na fórmula de cálculos, lembrando que a estimativa do ano passado teve como base a revisão de 2013. Os novos números têm como base a revisão de 2018.

No último censo demográfico promovido pelo IBGE, em 2010, a população de Mogi Mirim era de 86.505 habitantes. Os números colocam o município como o 326º mais populoso do Brasil e o 81º mais habitado no Estado de São Paulo. Na região, perde para Mogi Guaçu, que tem uma população estimada em 150.713 habitantes, de acordo com os cálculos recentes.

A revisão de 2018 apontou que a vizinha Itapira possui 74.299 habitantes. O título de município menos populoso da microrregião está com Estiva Gerbi, com seus 11.198 habitantes. Também foram atualizados os números de Artur Nogueira (53.450), Santo Antonio da Posse (23.085), Espírito Santo do Pinhal (44.186), Conchal (27.820), Engenheiro Coelho (20.284) e Holambra (14.579). Os dois últimos foram os que apresentaram maior taxa de crescimento na região: 2,53%.

O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,2 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes), Brasília e Salvador (cerca de 3 milhões de habitantes cada). Serra da Saudade (MG) é o município brasileiro de menor população, 786 habitantes, seguido de Borá (SP), com 836 habitantes, e Araguainha (MT), com 956 habitantes.

No ranking dos estados, os três mais populosos estão na região Sudeste, enquanto os cinco menos populosos estão na região Norte. O líder é São Paulo, com 45,5 milhões de habitantes, concentrando 21,8% da população do país. Roraima é o estado menos populoso, com 576,6 mil habitantes (0,3% da população total).

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. Esta divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.

As populações dos municípios foram estimadas por um procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010).


Editoria: ,

Idosa é assaltada dentro de casa, no Centro

Uma idosa de 84 anos foi vítima de assalto em sua própria residência, localizada na Rua Maestro Alberto Brito, região central de Mogi Mirim, após a casa ter sido invadida por três homens. O crime aconteceu na quarta-feira, 12, por volta das 19h.

A idosa estava sozinha no momento em que os criminosos invadiram o interior da moradia, após escalarem o muro. Eles anunciaram o roubo e passaram a vasculhar o local atrás de objetos de valor.

Após se apoderarem de joias, um Ipad, telefone, chaves e cerca de R$ 1.000,00 em dinheiro, eles fugiram. O crime foi relatado pela filha da vítima, que ficou emocionalmente abalada.


Editoria: ,

Projeto transforma geladeiras em bibliotecas

Fomentar na comunidade o incentivo à leitura e ao compartilhamento de livros, através de uma estante, confeccionada por meio de uma geladeira desativada. Essa é a proposta do projeto social “PraTiCidade”, idealizado pela administradora Tanyra de Fátima Ferreira do Amaral, Bacharel em administração de empresas, e que já está presente em cinco pontos diferentes de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Limeira.

Tanyra idealizou o projeto
A ideia do projeto social surgiu a partir de pesquisas para sugestão de ações de responsabilidade social proposta a algumas das empresas que participaram até novembro do ano passado do Programa Agente Local de Inovação, em Mogi Mirim, e acompanhadas por Tanyra, então agente bolsista EXP-SB do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, hoje, atuante no treinamento em desenvolvimento gerencial na Mudi9 Consultoria.

Através de pesquisas realizadas para sugestões de ações aos empresários, chamou a atenção de Tanyra as iniciativas similares encontradas em diversas cidades do Brasil. O nome escolhido por ela para o projeto foi PraTiCidade, tanto por ser algo prático de ser implantado (praticidade), quanto para ser para a cidade onde houver o interesse em ter uma ou mais unidades (PraTiCidade).

A proposta é simples e prática. É constituída de uma geladeira que seria descartada por não ter mais condições de uso, sendo que as grades são aproveitadas como estantes para acondicionar os livros. E a parte externa é coberta por adesivos com o visual do projeto, com logotipos das empresas que participam da ação social.

Já o acervo é fruto da doação espontânea de cada pessoa. “Toda a população é estimulada a praticá-la, para que o conhecimento possa circular livremente, e a troca de livros incentivada. Na estante, constarão, em local a ser definido, as empresas definidas participantes do projeto, em suas respectivas geladeiras, como uma forma de estímulo a novas ações de responsabilidade social”, ressaltou.

O projeto iniciou com a inclusão de três empresas interessadas na participação: -A D’pil Estética Mogi Mirim, que doou a geladeira; a Gráfica Super Cópias, que ficou responsável pela adesivagem da geladeira, com os Logotipos das empresas participantes; e do Colégio Delta Nobre, através de ações específicas promovidas pelos alunos para buscar doações (literatura infanto-juvenil, autoajuda, ficção, comédia) e recolher os livros. Essa iniciativa incentivou a população a realizar a doação dos livros.

Assim, a primeira geladeira-biblioteca foi instalada no dia 11 de agosto do ano passado, na Santa Casa de Mogi Mirim. No mesmo ano, houve a segunda instalação na Faculdade Santa Lúcia. Em 2018, foram mais três novas geladeiras-bibliotecas inauguradas: na loja Jet Comp, em Mogi Mirim; no Hospital Medical, em Limeira/SP; e na Fimi (Faculdade Integrada Maria Imaculada), em Mogi Guaçu.

As geladeiras-bibliotecas ficam em pontos fixos e cada uma conta com cerca de 200 a 400 exemplares. A ideia é que as pessoas desfrutem da leitura quando estiverem nos locais. “Caso as pessoas decidam levar os livros para casa, não haverá impeditivo para isto, visto que o objetivo do projeto é justamente o incentivo à leitura, não mantendo, obrigatoriamente, essa leitura exclusiva ao local onde estará localizada a estante”, frisou.

A perspectiva é que o projeto seja replicado entre demais empresas parceiras que manifestem interesse em aderir a tal ação social, e serem colocadas outras geladeiras estantes em diferentes pontos, tanto em hospitais, quanto em outros estabelecimentos de fácil acesso ao público. “Há pessoas que têm me procurado para implantar em mais lugares”, comentou.

DIMENSÃO
A idealizadora do projeto argumentou que a essência do projeto surgiu como leitura humanizada em ambiente hospitalar, que recebe centenas de pessoas diariamente que necessitam de cuidados com sua saúde. “De modo a oferecer aos colaboradores um ambiente mais humanizado e com um espaço de leitura, é apresentada este projeto ‘PraTiCidade’, para que tanto os pacientes que aguardam por atendimento, quanto também a todo colaborador do hospital, nos seus momentos de descanso, possam desfrutar da leitura”, apontou.

No entanto, a proposta ganhou tamanha dimensão que se tornou em espaço de leitura para outros ambientes. “O hábito da leitura é uma das mais importantes ferramentas para o desenvolvimento do intelecto e, também, o caminho mais curto para adquirir conhecimento. A leitura melhora o aprendizado, pois estimula o bom funcionamento da memória, aprimora a capacidade interpretativa e mantém o raciocínio ativo, além de proporcionar ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre diversos assuntos. Quem lê muito conversa sobre qualquer coisa, e consegue formar opiniões bem fundamentadas”, destacou.

“Durante a leitura, descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas. A leitura é um hábito que só traz benefícios para a nossa vida. Vale a pena adotá-la para o seu dia-a-dia. Disponibilizar acervos de livros deixando expostos e de fácil acesso para quem desejar pesquisar sobre o que quer ler incentiva ainda mais o hábito de leitura”, acrescentou.

A administradora destaca também o envolvimento da iniciativa privada no projeto social, já que as empresa participantes estendem-se à esfera social, mediante o envolvimento com ações que promovem o desenvolvimento da região onde estão inseridas, e à esfera organizacional, visto que fomentam nas equipes de colaboradores destas organizações o espírito participativo e engajamento em campanhas deste tipo.

Quem quiser levar o projeto social ‘PraTiCidade’ para sua empresa, associação ou organização, pode entrar em contato com Tanyra Amaral pelo telefone (19) 98167-8767 ou através do e-mail tanyra@mudi9.com.br.

Câmara rejeita contas de 2015 de Gustavo Stupp por unanimidade

Flávio Magalhães

Por unanimidade, a Câmara Municipal rejeitou as contas da Prefeitura de Mogi Mirim referentes a 2015, terceiro ano de mandato do ex-prefeito Gustavo Stupp (PDT). A decisão seguiu o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo, mas contrariou o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que havia recomendado a aprovação com ressalvas.

Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, Maria Helena Scudeler de Barros falou em “falhas gravíssimas” cometidas pela Administração Municipal no ano de 2015 para justificar a rejeição das contas. “Adotou-se um novo modo de governar em Mogi Mirim: a malandragem”, declarou, em referência a gestão de Gustavo Stupp.

O próprio parecer do TCE lista uma série de inconsistências e falhas na apuração dos procedimentos da Prefeitura de Mogi Mirim naquele ano, o que motivou críticas por parte do vereador Magalhães da Potencial (PSD), que compõe a comissão com Maria Helena. “Me causa perplexidade o TCE não rejeitar as contas de Gustavo Stupp”, resumiu.

Também membro integrante da Comissão de Finanças e Orçamento, o vereador Alexandre Cintra (PSDB) falou em “maquiagem” das contas públicas, ressaltando, dentre outros pontos, a falta de Controle Interno na Administração Municipal no ano de 2015. Maria Helena falou em “pedaladas fiscais” para explicar as manobras do governo Stupp. “Não é possível um cidadão desses querer voltar à vida pública”, completou.

Na análise técnica, há uma divergência entre o TCE e o Ministério Público de Contas, órgão de auxílio a fiscalização externa, que entendeu que as contas de 2015 deveriam ter sido rejeitadas. Por sua vez, a Comissão de Finanças e Orçamento entendeu que as irregularidades cometidas foram graves, pois já nas contas de 2013 e 2014 foram feitos os mesmos apontamentos, “colocando em risco a Administração do Município de forma geral e comprometendo as contas públicas”.

Entre as irregularidades apontadas estão o déficit orçamentário de 2015, que cresceu 17,5%; o endividamento do Município a longo prazo, que aumentou quase 50%; renúncia de receita sem atender as normas vigentes; não recolhimento de contribuição previdenciária referente aos meses de julho a novembro, além do 13º salário, reduzindo artificialmente os gastos com pessoal; aumento da dívida com o Saae para R$ 11,1 milhões; dentre outras inconsistências.

As contas de 2013 de Gustavo Stupp, julgadas ainda pela legislatura anterior, foram aprovadas. As de 2014, julgadas pela atual formação do Legislativo, foram rejeitadas por unanimidade. Tais rejeições podem frustrar eventuais pretensões políticas do ex-prefeito, uma vez que a Justiça Eleitoral pode declará-lo inelegível, de acordo com a legislação vigente.

O ex-prefeito Gustavo Stupp


Fatec será uma ‘Escola de Inovadores’

A Fatec (Faculdade de Tecnologia) "Arthur de Azevedo", de Mogi Mirim, foi uma das 16 unidades selecionadas para se tornar uma Escola de Inovadores. Trata-se de um programa criado pela Agência INOVA Paula Souza que visa disponibilizar a ferramenta básica para a formação empreendedora de alunos e ex-alunos, bem como, pessoas da comunidade. A implantação do programa tem o suporte da Agência Inova, responsável por programas institucionais de incentivo à cultura de inovação e ao empreendedorismo.

A Escola de Inovadores é voltada para alunos e ex-alunos de cursos técnicos e tecnológicos das instituições mantidas pelo Centro Paula Souza, como Fatecs e Etecs, ou de qualquer instituição de ensino público ou privado de nível médio ou superior, bem como empreendedores da região. O objetivo do programa é fornecer ferramentas básicas de empreendedorismo e Inovação, criando um ambiente criativo para que os participantes se capacitem a desenvolvam modelos de negócios sustentáveis, possíveis de serem viabilizados por meio de uma startup.

“A meta é aproximar as empresas desses empreendedores, para que sejam resolvidos os problemas junto às Fatecs e Etecs. Queremos, com isso, desenvolver o nosso aluno de forma que se adaptem melhor às exigências do mercado de trabalho e consigam entregar um produto melhor, tanto no capital humano, quanto nos produtos aplicáveis à empresa”, disse Alexei Barban do Patrocínio, coordenador regional do Inova Paula Souza.

Alexei esteve na unidade mogimiriana na segunda-feira, 10, onde apresentou à imprensa, ao lado do coordenador de projetos do Inova Paula Souza, Hermas Amaral Germek, as diretrizes do Escola de Inovadores. Em outras palavras, é necessário unir, de maneira multidisciplinar, diferentes temas e serviços para apoiar o desenvolvimento de projetos de negócios sustentáveis diante de uma economia atual que demanda cada vez mais soluções inovadoras.

O desenvolvimento da Escola de Inovadores é feito por fases. Uma delas diz respeito à inscrição de quem pretende empreender e apresentar algum projeto com potencial de inovação. Para isso, basta acessar o link http://www.inovapaulasouza.cps.sp.gov.br/structure/escola-mogi-mirim.jsp e fazer sua inscrição. O prazo expira na próxima sexta-feira, 21.

Dentro dessa proposta de fomentar a inovação, a Escola de Inovadores abre a possibilidade de se trabalhar em duas frentes, partindo de uma ideia apresentada por um grupo de pessoas, ou desenvolvendo a busca de uma solução para um problema externo. “Ou se apresenta uma ideia através de um grupo ou uma empresa traz uma dificuldade em seu processo produtivo ou gestão empresarial. Neste caso, a empresa pode tanto comprar a ideia da solução e agregar valor ao seu projeto, ou contratar quem apresentou essa ideia”, destacou Alexei.

Em seguida, haverá a fase de avaliação e seleção dos projetos. Serão levados em consideração alguns critérios, como conteúdo de inovação dos produtos ou serviços a serem ofertados; potencial mercadológico; potencial de geração de valor; viabilidade técnica/potencialidade de empreendedorismo. Os projetos classificados, de acordo com critérios preestabelecidos, serão publicados na página da web da respectiva unidade.

A partir da seleção, os projetos passam a ser trabalhados no formato de um curso de extensão com 40 horas gratuito, distribuídos em 10 encontros de quatro horas cada. O programa será realizado mediante encontros presenciais que podem ser organizados semanalmente ou quinzenalmente.

“Se houver interesse de que esse projeto seja colocado no mercado, podemos falar de modelo de receita, estrutura de custos, clientes chaves e viabilidade de financiamentos”, destacou Alexei. A última fase do programa é a exposição dos projetos e aproximação de Investidores. A intenção do Inova Paula Souza é trabalhar entre 25 a 30 projetos por semestre.


Scroll to top