Dengue chega a quase 200 casos; Zona Leste recebe fumacê

O mais recente boletim divulgado pela Vigilância em Saúde aponta que Mogi Mirim caminha para 200 casos positivos de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também causador da zica e da chikungunya. Já são 197 casos. Os registros podem ser ainda maiores, já que há exames, dentre as 1.562 notificações, aguardando resultado.

Nessa realidade do município, a Zona Leste segue como a região com maior índice da doença, com 103 casos positivos, seguida pela Zona Norte, com 48. A região central ocupa a terceira colocação na lista, com 21 casos. A Zona Sul registra 13, enquanto que a Zona Oeste tem 12 casos positivos. Seguindo a tendência das últimas semanas, as mulheres são as mais infectadas com a doença, com 108 casos, enquanto os homens possuem, até aqui, 89 confirmações.

Por idade, o maior número de casos corresponde à faixa etária entre os 16 e os 59 anos, com 127 registros, acompanhado da terceira idade, acima de 60 anos, com 48 casos. De 6 a 15 anos, há 14 casos, e de 0 a 5 anos, oito casos. Especificamente na faixa de maior incidência - 16 a 59 anos - a Vigilância em Saúde alerta para que as mulheres tenham atenção ao fluxo menstrual, ocorrido até perto dos 50 anos e que, muitas vezes, pode mascarar o contágio da doença.

“Nessa faixa etária, até os 50 anos, as mulheres ainda menstruam e é preciso ficar em alerta com o fluxo menstrual. Se aumentar, deve-se procurar atendimento médico, fazer exames, como o hemograma, para verificar a quantidade de plaquetas e poder prevenir contra alguma hemorragia”, aconselhou a coordenadora da Vigilância em Saúde, Joalice Penna Rocha Franco.

FUMACÊ
A Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, realiza a partir desta quarta-feira, 24, a nebulização veicular (pulverização de inseticida popularmente conhecida como fumacê), em bairros da Zona Leste, região com o maior número de casos positivos da dengue. A operação abrange o Mirante, Jardim Elite, parte do Jardim Brasília e Vila Dias, Vila Universitária e Jardim Sbeghen, em um total de 50 quarteirões. O fumacê segue até sexta-feira, com início às 18h e duração até perto de 22h30.

A operação já estava definida desde a última semana. A Vigilância em Saúde aguardava posicionamento da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), responsável pelo envio do inseticida, recebido via Ministério da Saúde, para confirmar os dias e horários da nebulização.

A escolha da Zona Leste leva em conta, além da maior incidência da doença, o acúmulo de sujeira e locais apropriados para a proliferação do mosquito espalhados por ruas, terrenos e nas próprias residências. Para conseguir a autorização do fumacê, o município precisar estar em consonância ao protocolo nacional de controle da dengue, responsável por, dentre várias regras, estabelecer normas técnicas para aplicação do veneno.

Um mapeamento a fim de verificar qual a região com maior necessidade para receber a operação é elaborado pela Sucen, antes da autorização do serviço.
O fumacê é visto como última alternativa, indicado após a realização do controle de criadouros, busca ativa do mosquito e nebulização costal, realizada por agentes em cada casa. De janeiro ao final de março, foram 1.200 nebulizações em todas as regiões da cidade.

A Vigilância em Saúde já solicitou à empresa terceirizada responsável pelo trabalho costal o aumento no número de funcionários, de seis para 12, de olho em alcançar um número ainda mais significativo de imóveis.



CRIADOUROS
Joalice destaca que a colaboração da população na limpeza e conservação das residências é de suma importância no combate à transmissão. “Temos que eliminar criadouros, a população precisa se conscientizar, se sensibilizar, olhar até debaixo da cama para ver se não tem nenhum criadouro desse mosquito. Uma tampinha de garrafa já é suficiente. Não podemos deixar esse mosquito nascer, porque está cheio, temos muitos criadouros”, alertou.

Procurar a assistência médica é outro ponto crucial. “Começou a sentir sintomas, a orientação é procurar atendimento médico. Todos os profissionais das UBSs (Unidades Básicas de Saúde), seja o enfermeiro ou o técnico de enfermagem, estão à disposição para acolher, notificar e fazer os exames. Não precisa ser só o médico”, destacou.
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Lei Amália Barros busca direitos para pessoas com visão monocular

Flávio Magalhães

Está tramitando no Senado Federal o projeto de lei 1516/19, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-PI), que busca classificar a visão monocular como deficiência, assegurando a pessoas portadoras dessa condição os mesmos direitos e benefícios previstos na legislação para a pessoa com deficiência. Inspirada na luta e na trajetória de uma mogimiriana, a lei recebeu nome de Amália Barros.

Amália é jornalista e influenciadora digital. E é justamente pelas redes sociais que vem mobilizando forças em prol de pessoas que, assim como ela, possuem visão monocular. O assunto sempre foi recorrente para os seus milhares de seguidores no Instagram, mas após participar do programa Encontro com Fátima Bernardes, na Rede Globo, percebeu que poderia ajudar ainda mais.

“Comecei fazendo campanhas para arrecadar dinheiro para pagar prótese para pessoas que não têm condições e viviam sem um olho. Eu sei como muda a vida da pessoa usar uma prótese. Sou a prova disso”, explicou a jornalista. No entanto, quanto mais pessoas eram ajudadas, mais apareciam precisando de auxílio. “Foi então que eu decidi arriscar algo maior e lutar por uma lei que ajude a todos de uma vez só. Usar minha força na internet para fazer diferença na vida das pessoas”, destacou.

Deu resultado. O senador Rogério Carvalho entrou em contato com Amália e abraçou a causa. No dia 19 de março, a jornalista esteve em Brasília acompanhada da mãe, a vereadora Maria Helena Scudeler de Barros (PSB), para acompanhar o projeto sendo protocolado. “Todos os senadores que conversei abraçaram o projeto de Lei”, garantiu. E isso inclui os senadores Romário (PODE-RJ), Jorge Kajuru (PSB-GO), José Serra (PSDB-SP), Wellington Fagundes (PR-MT), Confúcio Moura (MDB-RO), Rose de Freitas (PODE-ES), Jean Paul Prates (PT-RN), Jayme Campos (DEM-MT), Zenaide Maia (PROS-RN), Paulo Paim (PT-RS), autor da lei do Estatuto da Pessoa com Deficiência, e até mesmo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O projeto de lei Amália Barros – batizado assim por iniciativa do senador Rogério Carvalho – já está tramitando nas comissões do Senado. “O processo é longo, mas meus seguidores e eu ficaremos atentos. Vamos pegar no pé para ir o mais rápido possível”, frisou a jornalista. Se aprovado, segue para nova votação, dessa vez na Câmara dos Deputados. “Aí eu voltarei a Brasília para conversar com os deputados e pedir o apoio deles também”, explicou.

Amália acredita que, se aprovada, a nova lei tem o poder de transformar a vida das pessoas com visão monocular. “É desumano o governo pagar a retirada do olho quando a pessoa tem um problema sério e não pagar a prótese alegando ser estética”, justificou. “Vou dar um exemplo: o governo paga a prótese de silicone para quem teve câncer de mama. Está correto, tem que pagar. Mas por que a prótese de olho não? Hoje a prótese ocular custa, em média, R$ 1,5 mil. É a mais barata das próteses”, afirmou.

Ela também explicou a importância de as pessoas com visão monocular serem reconhecidas como deficientes. “Você sabia que o monocular não pode ser policial? Não pode ser bombeiro? Não pode dirigir profissionalmente? Não pode ser cirurgião? Alegam a visão monocular como deficiência, mas na hora dos benefícios não. É um absurdo”, lamentou. “Em 2008 já teve um projeto de lei que passou no Congresso e foi barrado pelo presidente Lula. Dessa vez a gente vai fazer barulho e vamos lutar pelo que nos é de direito”, garantiu.

‘Decidi arriscar algo maior e lutar por uma lei que ajude a todos’, diz Amália sobre projeto de lei que tramita em Brasília


‘Quando acordei, não enxergava mais’


A jornalista Amália Barros perdeu completamente a visão do olho esquerdo quando tinha 20 anos. “Da noite pro dia, literalmente”, recordou. A causa foi uma infecção por toxoplasmose. “Depois de uns meses de muito remédio para tentar melhorar, tomei um tombo num degrau pequenininho e descolei a retina. Do tombo até a última cirurgia para tirar o olho e conseguir colocar a prótese foram 12 cirurgias que tinham como objetivo colar a retina, tentar voltar a enxergar e corrigir a estética que ficava mais prejudicada a cada operação”, explicou.

Depois de várias tentativas e com todas as cirurgias terminando sem resultados, veio a decisão de retirar 100% do globo ocular. “Coloquei no lugar para preencher um pouco de gordura da minha barriga. Foram dois meses de pós-operatório chato até a ida ao protético Hugo Aguiar, em Campinas, para ele fazer minha prótese”, contou.

“O Hugo mudou minha vida. Ele é um artista. A prótese é feita a mão, desenhada, com pincel. Precisamos valorizar esse tipo de trabalho. Eles mudam a nossa vida. Trouxe minha autoestima de volta. Sempre fui feliz, mas com a prótese me sinto completa”, definiu Amália, que agora luta para que mais pessoas tenham acesso a uma prótese. “Hoje temos um grupo de monoculares que me ajudam e são essenciais pra tudo isso estar acontecendo. Eles fazem um trabalho de bastidores forte, me passando informações e mobilizando outros monoculares”, revelou.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a visão monocular como uma deficiência visual em razão da perda da visão binocular (nos dois olhos) no processo de formação da visão. Essas pessoas apresentam limitações médicas, psicossociais, educacionais e profissionais, além disso, são alvos de discriminação.

A mão sobre um dos olhos é o símbolo que representa as pessoas com deficiência visual que enxergam com apenas um olho. Os monoculares têm a sensação tridimensional limitada, portanto, essas pessoas apresentam noção de profundidade bastante limitada. O símbolo serve de orientação para que a população identifique os monoculares nas mais diversas situações.
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Em volta ao mundo, casal de ciclistas passa por Mogi Mirim

Nove meses de viagem e 15 mil quilômetros percorridos em cima de uma bicicleta. A viagem pelo mundo do casal inglês Ananda Sena e Rubina Soorty teve uma parada para descanso em Mogi Mirim, rota para o Rio de Janeiro, último destino dos aventureiros no Brasil antes de voltarem para a Europa. Eles chegaram no município no final da tarde de quarta-feira, 17, e voltaram para a estrada no sábado, 20.

Ananda e Rubina ficaram hospedados no apartamento de Felipe Antunes, que mora no Condomínio Residencial Elias Moysés, no Jardim Regina, Zona Sul. Foi lá que o casal recebeu a reportagem de A COMARCA na manhã de quinta-feira, 18, para contar um pouco sobre sua história. Eles chegaram até Felipe depois de se cadastrarem no site www.warmshowers.org, uma rede social criada por ciclistas para auxiliar quem viaja de bike a encontrar um lugar para estadia no decorrer de sua jornada.

Felipe, que se cadastrou no site couchsurfing.org, rede social para hospedagem grátis de mochileiros, também havia cadastrado seu apartamento no ‘warmshowers’. “Eles entraram em contato solicitando que podiam ficar por aqui e eu aceitei. Nesse processo de hospedagem a gente se baseia muito em referências. Pesquisei por onde eles passaram e as referências foram positivas”, disse Felipe.

Numa conversa descontraída, durante o café da manhã, o casal contou sobre a sua aventura. Usando o que sabem da língua portuguesa e contando com a ajuda de Felipe para interpretá-los, disseram que saíram de Londres, onde moram, em julho do ano passado. O primeiro destino da viagem foi o Canadá. Por cerca de dois meses, percorreram o país de bicicleta, de leste a oeste.

Depois, viajaram de avião até a Argentina, por onde iniciaram um tour sobre duas rodas pela América do Sul. “Na Argentina, passamos pela Patagônia. Depois estivemos no Chile, na Bolívia e no Paraguai”, comentou Ananda. Da Argentina, para onde retornaram, eles vieram para o Brasil, onde chegaram no final de março. Eles entraram no país por Foz do Iguaçu, onde puderam conhecer as Cataratas do Iguaçu.

Rubina disse ter se encantado com a atração turística. “Estivemos nas Cataratas do Niágara - destino bastante conhecido do Canadá, localizado na fronteira com os Estados Unidos. É muito lindo, mas, as cataratas de Foz do Iguaçu são muito mais belas. É muito mais natural”, destacou a inglesa. Foi em Foz do Iguaçu que eles viram pela primeira vez um quati, um dos animais símbolos da cidade paranaense, pela sua presença constante nas trilhas das Cataratas do Iguaçu.

No território brasileiro, o casal já esteve em cidades como Cascavel/PR, Assis/SP, Bauru/SP e Jaú/SP. E sua última parada antes de Mogi Mirim foi em Limeira. No sábado, Ananda e Rubina retomam o roteiro da viagem. Embora fosse uma pausa para descanso, Felipe os levou na quarta-feira à noite para conhecer a Feira Noturna de Estiva Gerbi, que já se tornou uma atração regional.

E os dois ingleses adoraram o que viram. “Tem muita música e muita comida”, contou Rubina. Como são vegetarianos, não puderam experimentar os famosos quitutes servidos na barraca onde tem baião de dois e feijão tropeiro. Mas, gostaram do suco de milho e do brigadeiro. Nos demais dias em Mogi Mirim, aproveitaram para descansar e costurar as barracas que usam para dormir.

Daqui eles irão passar pelas cidades mineiras de Jacutinga e Pouso Alegre. E ainda farão uma parada em Paraty antes do destino final no Brasil, que é a cidade do Rio de Janeiro. Em cada parada, eles ficam em média de dois a três dias. Mas, no Rio de Janeiro, ficarão pelo menos uma semana. “Queremos conhecer o Cristo Redentor e Copacabana. E aproveitar umas baladas”, brincou Rubina.
Depois, o casal retorna para a Europa. A viagem está programada para o dia 15 de maio. Descerão em Lisboa, em Portugal, de onde iniciam uma nova jornada, pedalando por cidades da Espanha e da França. De barco, atravessarão o Canal da Mancha até chegar na Inglaterra.

A Argentina foi o primeiro destino no tour pela América do Sul

“O que vimos foi um povo amável e gentil, de uma bondade incrível’


Em pouco mais de três semanas no Brasil, o casal Ananda Sena e Rubina Soorty disse ter conhecido um país totalmente diferente do que se ouve e vê na Europa. “Lá, a gente ouve falar que o Brasil é um país perigoso. Mas o que vimos foi um povo amável e gentil, de uma bondade incrível”, destacou Ananda. 

Rubina contou um episódio, já em solo brasileiro, em que procuraram por um padre para poderem dormir na igreja. “O padre, na verdade, pagou para que ficássemos num hotel. As pessoas no Brasil fazem as coisas de coração”, elogiou.

Foi a oportunidade de conhecer diferentes culturas e hábitos, e novos lugares pelo mundo que levaram Ananda e Rubina a deixar a vida que levavam em Londres para desfrutar dos desafios em conhecer o mundo afora. Quem deu o pontapé para viver uma vida de liberdade foi Rubina.

Formada em fisioterapia, ela trabalhou por cerca de seis a sete anos até que resolveu conhecer o mundo em uma bicicleta. Ela já tinha passado um ano viajando como mochileira. Mas, como ciclista, ficou três anos fora de casa. De 2013 a 2016, percorreu sozinha países da Europa, da Ásia, da Oceania, da América do Norte, da América Central e da América do Sul. O ponto final foi a Colômbia.

“Pedalar por todos esses lugares faz você sentir a natureza, é viver a liberdade, é como se você vivesse uma vida selvagem no meio da natureza”, confessou, garantindo que as dificuldades que enfrentam são mínimas diante dos desafios, como quedas, pneus furados, chuvas intensas, sol ardido e tendo que dormir em tendas em fazendas, bosques e até salões paroquias de igrejas quando não encontram hospedagem nas cidades por onde passam.
  
A experiência de Rubina contagiou Ananda. Mas, ele demorou dois anos para seguir o exemplo da namorada. Foi quando ele decidiu deixar o emprego de oculista numa ótica, onde estava há 12 anos, e partir com Rubina para essa viagem que já dura nove meses. “Foi como escapar da vida que a gente levava”, comentou.

Quando voltar para casa, o casal pensa em ‘dar um tempo’ nas aventuras, para que possam constituir uma família com a vinda dos filhos. Ambos estão com 34 anos de idade. E as viagens? “Vamos continuar, mas, por destinos mais próximos da Inglaterra”, frisou Ananda.

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Praça de pedágio é assaltada na rodovia SP-147

A praça de pedágio localizada na SP 147, rodovia que liga Mogi Mirim a Itapira, foi alvo de assaltantes na noite de domingo, 14. Dinheiro foi levado do local.

Segundo o relato de funcionários que estavam nas cabines de cobrança, dois homens que ocupavam uma moto preta, com detalhes em vermelho, chegaram ao local. De imediato, o garupa sacou uma arma e ordenou para que os funcionários entregassem o dinheiro que havia nos caixas de quatro cabines.

Após se apoderar do dinheiro, cujo valor não foi divulgado, os criminosos deixaram o local em alta velocidade, sentido a Mogi Mirim. Antes de fugirem, um dos bandidos chegou a efetuar um disparo, mas ninguém foi atingido.


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Após pressão, governo fornece merenda para Etec

A problemática enfrentada pela Escola Técnica (Etec) ‘Pedro Ferreira Alves’ em relação à merenda escolar foi solucionada, momentaneamente, com o envio de 60 quilos de carne e outros insumos e mantimentos por parte do Governo do Estado para a instituição de ensino. Com isso, uma manifestação alusiva ao tema, que estava sendo preparada pelo Grêmio Estudantil da Etec, foi cancelada.

Desde o ano passado, a escola vem enfrentando problemas quando ao volume e aos itens da merenda fornecidos pela Secretaria Estadual de Educação. De acordo com o diretor da unidade mogimiriana, André Luiz dos Santos, o envio dos itens tem como base a média de refeições consumidas pelos alunos. De 1 mil refeições, o Estado passou a fornecer itens para 500 refeições a partir de novembro.

“Quando tem sardinha na merenda, uns 200 comem. Quando tem estrogonofe, 800 comem. Eles tiraram a média e passaram a fornecer pela média. É pouco e a gente pediu para aumentar”, disse. Como o volume continuou baixo, a Etec teve que usar o estoque de reserva para suprir a demanda dos alunos. E o estoque da escola chegou ao final na quarta-feira, 10.

Com isso, não havia insumos para a merenda de quinta-feira, 11. “Só tinha arroz. Nós tivemos que comprar ovo e óleo com recursos da APM (Associação de Pais e Mestres) para garantir o almoço”, apontou o diretor. Na quinta-feira, a Etec serviu arroz, farofa e ovo como merenda para os alunos. “E já tínhamos programado com os alunos de que eles trariam marmita de casa para sexta-feira”, acrescentou.

Mesmo com a solução para o último dia útil da semana, André Luiz acionou o vereador Cristiano Gaiotto (PP), na tentativa de encontrar alternativas para o problema. Gaiotto estava a caminho de São Paulo e aproveitou sua passagem pela capital paulista para pedir ajuda ao deputado estadual Rafa Zimbaldi para a questão da merenda na Etec 'Pedro Ferreira Alves'.

Segundo Gaiotto, Zimbaldi atendeu a solicitação e intermediou conversas do vereador com a Secretaria Executiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com o Centro de Paula Souza e com a Secretaria Estadual de Educação. Como resultado, o governo enviou recursos na quinta-feira para que a Etec providenciasse a compra de ingredientes para a merenda de sexta-feira e preparou o fornecimento de mantimentos que servirão a escola por 15 dias.
“Hoje [sexta] chegaram 60 quilos de carne logo cedo, umas 6h30, e a tarde e amanhã [sábado], devem chegar mantimentos para a merenda”, informou o diretor. Com a chegada dos insumos, o Grêmio decidiu cancelar a manifestação. ‘Eles ponderaram e viram que o ato já não teria mais sentido”, disse André Luiz.

REQUERIMENTO
Gaiotto citou que o problema já era de conhecimento do Governo do Estado. Na segunda-feira, 8, após o Grêmio Estudantil pedir a ajuda dos vereadores para a questão da merenda, ele, Robertinho Tavares (Patriotas) e Sônia Módena (PP) elaboraram um requerimento, que foi aprovado ainda na sessão de segunda, pedindo ao Governo de Estado e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, melhorias na alimentação servida aos alunos da Etec.

“Quando estive quarta-feira em São Paulo, o requerimento já estava de posse dos representantes governamentais”, comentou. O vereador elogiou o comprometimento de Zambaldi com a Etec mogimiriana. “Desde que soube do problema, se dedicou para que houvesse uma solução. Inclusive, conseguiu a autorização para que, enfrentando novamente esse tipo de problema, a direção da Etec acione o governo para envio de recursos para compra da merenda”, destacou.

Para que não seja uma solução apenas pontual, Gaiotto agendou uma audiência com o deputado e também com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Ele estará acompanhado do diretor da Etec e de membros do Grêmio Estudantil para tratar não apenas de uma solução definitiva para a questão da merenda, mas, de outros assuntos da escola. “Já que a nossa escola está recebendo uma atenção especial, vamos reforçar alguns pedidos, principalmente, para a melhoria estrutural’, adiantou André.

O vereador ainda quer ir além. Ele pretende apresentar um requerimento na Câmara, pedindo ao prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB), que estude a possibilidade de firmar convênio com a Etec para que o município passe a fornecer a merenda para os alunos da instituição de ensino.

Segundo ele, a problemática da merenda não aconteceu apenas na unidade de Mogi Mirim. “Também atingiu as Etecs de Itapira e de São Sebastião de Grama, que são as que não tem convênio com os municípios para fornecimento da merenda. As unidades que possuem convênios, não tiveram esse tipo de problema”, justificou.

Estoque de merenda da Etec acabou na quarta-feira, dia 10

1º de Maio em Mogi terá show de Lauana Prado

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo divulgou na última terça-feira, 9, a programação para as comemorações do 1º de Maio, feriado do Dia do Trabalho. Desta vez, as atividades serão concentradas no Espaço Cidadão, que receberá apresentações musicais, artísticas e culturais ao longo de todo o dia.

A grande atração será o show da cantora sertaneja Lauana Prado, considerada a nova aposta no cenário musical brasileiro, e que somente com a faixa “Cobaia” possui mais de 100 mil visualizações de seu clipe no Youtube. Ela deve subir ao palco em Mogi Mirim por volta das 20h.

A Corrida do Trabalhador abre a programação, logo no início da manhã, com partida prevista às 8h30, do Teatro de Arena, percurso em direção ao Complexo Esportivo “José Geraldo Franco Ortiz”, o Zerão, e chegada ao Espaço Cidadão.

A apresentação da Banda Lyra Mojimiriana, com direito a performance na plataforma da Estação Educação, abre a agenda musical. Na sequência a Orquestra Municipal de Viola Caipira se apresenta ao público com seus acordes e entonações ligadas a clássicos sertanejos do passado.

A Banda Hitmia, formada por profissionais de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, leva ao público parte de suas músicas autorais e sucessos do cenário brasileiro, antecedendo o grupo Entre Amigos, sucesso no Domingo do Samba, organizado todo primeiro domingo de cada mês no Teatro de Arena.

Uma das duplas de maior tradição na música sertaneja local, Mogiano e Mogianinho, presentes na comemoração de 200 anos da cidade, voltam cinco décadas depois para levar seus sucessos e o melhor da moda caipira ao público presente.

Ainda na linha sertaneja, Roberty e Ruan se apresentam após Mogiano e Mogianinho. Com carreira consolidada no Estado de Minas Gerais, alçam voos mais altos pelo Estado de São Paulo e ganham destaque no ramo musical.

Lauana Prado encerra as festividades, com um show com até duas horas de duração. Além de obter destaque no Youtube e nas vendas de suas unidades musicais, Lauana viu sua música “Cobaia” integrar o Top 50 do Spotify Brasil e Deezer e fazer parte das principais playlists de músicas sertanejas em ambas as plataformas, com cerca de 50 milhões de streams.

O secretário de Cultura e Turismo, Marcos Antônio Dias dos Santos, o Marquinhos, celebrou a oportunidade de, mais uma vez, oferecer um dia de lazer aos mogimirianos. “É uma forma de homenagear o trabalhador, tão sofrido no dia a dia. Esperamos retribuir com a parte de lazer e entretenimento”, frisou.

LAZER
Junto à programação musical, a Prefeitura oferece ao público corte de cabelo gratuito, aferição de pressão, glicemia e apresentações circenses durante os intervalos de cada show. Brinquedos infláveis e passeio gratuito de trenzinho farão a diversão das crianças.

O Clube do Fusca de Mogi Mirim e o Grupo Excluídos, especialista em motocicletas clássicas, irão expor seus veículos ao longo de todo o dia. Haverá praça de alimentação e a realização da Feira Noturna na quarta-feira, dia do evento. A segurança fica a cargo da Guarda Civil Municipal (GCM).

Lauana Prado sobe ao palco às 20h no Espaço Cidadão

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Benefícios por tempo de serviço são estendidos a todos os servidores

Foi aprovado na última segunda-feira, 8, na Câmara Municipal um projeto de lei de autoria do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) que estende aos servidores públicos admitidos após 2006 os adicionais por tempo de serviço conhecidos como biênio, quinquênio e sexta parte. Os funcionários municipais contratados antes de 2006 já possuem tais benefícios.

Aproximadamente 1,1 mil servidores públicos terão direitos aos adicionais a partir da data da promulgação da lei, já que ela não terá efeito retroativo. Com isso, os funcionários admitidos depois de 2006 também terão um acréscimo de 4% incorporado ao valor do salário a cada dois anos, 5% a cada cinco anos e, ao chegar a 24 anos e seis meses de carreira pública, a sexta parte (remuneração dividida por seis).

Em todas as situações, o benefício é automático, desde que a prestação de serviço seja ininterrupta. A maioria dos servidores, cerca de 1.400, já são beneficiados pela iniciativa. Em 2006, o próprio prefeito Carlos Nelson – numa medida que ele hoje considera “extrema, porém necessária” – determinou a suspensão desses adicionais por tempo de serviço para os servidores que seriam admitidos dali em diante, o que acabou gerando discrepâncias de salários em funções idênticas.

A ideia inicial de Carlos Nelson para diminuir a diferença salarial entre os servidores municipais era propor o congelamento do biênio para os funcionários admitidos antes de 2006 e a concessão do quinquênio e da sexta parte aos funcionários que não tinham esse benefício. No entanto, após reuniões com vereadores da base aliada e com o setor de Finanças do Município, o prefeito voltou atrás e optou por estender os adicionais a todos.

SINSEP
O presidente do Sindicato do Servidores Públicos Municipais de Mogi Mirim (Sinsep), Luciano Ferreira de Mello, parabenizou os funcionários pela conquista. “Está se fazendo Justiça, igualando a categoria”, celebrou. Mello atribuiu a concessão dos benefícios a mobilização da classe, definida em assembleia realizada na semana passada.

“Graças a adesão e a participação dos servidores isso foi possível”, frisou. No último dia 1º, as galerias da Câmara Municipal registraram um grande número de funcionários públicos, que acompanharam a leitura do projeto de lei. “Isso prova que a categoria unida é mais forte”, concluiu Mello.

EQUIPARAÇÃO 
Outro projeto de lei enviado pelo prefeito Carlos Nelson e aprovado pela Câmara é sobre a alteração da referência salarial, para mais, em alguns cargos, como merendeiras, serventes, inspetores de alunos, porteiros, vigias, monitores, recepcionista, ajudante geral, dentre outros. O objetivo é efetivar um salário superior ao salário mínimo nacional vigente, atualmente em R$ 998,00. A equiparação salarial apresentada pelo Executivo permitirá que a remuneração mensal desses servidores passe a ser de, no mínimo, R$ 1.089,89. Os guardas civis municipais, por sua vez, tiveram seus salários equiparados aos agentes de trânsito, enquanto os auditores fiscais tiveram a remuneração equiparada aos advogados do Município.

Também foi aprovado pela Câmara Municipal o projeto de lei que institui o plano de carreira e salários da Guarda Civil Municipal. A demanda da categoria era antiga e a votação reuniu dezenas de membros da corporação nas galerias do Poder Legislativo. O texto da nova lei cria cinco categorias para os GCMs: Distinta, Especial, 1ª Classe, 2ª Classe e 3ª Classe. Essa divisão não se dará por hierarquia, já que não há distinção dentro da corporação, mas servirá como base para ascensão e progressão de carreira, com aumento de salário de um nível para o outro.

Paralelamente, também foi aprovada a proposta de reajuste salarial aos servidores municipais. Seguindo critérios orçamentários, em acordo com as finanças do município, será concedido aumento em 2% no salário, com efeito retroativo a 1º de março. A medida vale para servidores públicos municipais ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta.

Guardas municipais acompanharam votação do plano de carreira; no mesmo dia, outros benefícios foram aprovados na Câmara Municipal

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