Queimadas viram rotina em Mogi Mirim; Bombeiros registram 30 ocorrências em apenas um final de semana

Todos os anos, no período de estiagem, o Corpo de Bombeiros vive uma rotina cada vez mais comum: o combate a queimadas. A prática tem aumentado a cada ano, causando sérios riscos à fauna, a flora e, principalmente, para a população, que é obrigada a conviver com problemas respiratórios. A fumaça compromete a qualidade do ar, que já está prejudicada com a baixa umidade por conta da escassez de chuvas.

Causar incêndio é crime sujeito à reclusão, como prevê o Código Penal Brasileiro, inclusive, em lavouras, pastagens, matas ou florestas. Além disso, a legislação federal classifica como crime ambiental causar poluição que resulte em danos à saúde, a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, sob pena de reclusão e multa.

Em Mogi Mirim, a punição para a queimada em terrenos é regulamentada pela Lei 5223/2011, que veda o uso do fogo na limpeza de imóveis abertos e fechados, total ou parcialmente. Constatada a prática, sendo provocada ou não pelo proprietário do terreno, a Prefeitura aplica multa no valor de R$ 2,28 por metro quadrado do terreno onde ocorreu a queimada.

Caso o imóvel particular esteja notificado para realização da limpeza e ocorra a queimada, a multa é aplicada em dobro. Após o recebimento da multa, é possível protocolar recurso no prazo de até 30 dias. Para a autuação não é necessário que a fiscalização aplique a multa no momento do fogo, basta que o imóvel apresente indícios de queimada.

Mas, a possível penalidade não tem impedido a proliferação das queimadas pelo município. O comandante do Corpo de Bombeiros, Luis Roberto Di Martini, disse que os casos aumentarem esse ano, em relação à estiagem de 2016. “Só neste final de semana, foram 30 ocorrências. Estamos tendo uma média de três a quatro solicitações por dia, ao mesmo tempo, em pontos diferentes da cidade”, lamentou.


Um dos casos mais recentes aconteceu na semana passada. Um incêndio considerado por Di Martini como de grande proporção, atingiu uma área próxima ao Residencial do Bosque, às margens da rodovia SP-147 (Mogi Mirim – Itapira). Segundo ele, foi uma queimada que começou por volta das 14h00 e somente foi controlada perto das 20h00. O que demorou para controlar o fogo, segundo o comandante, é que havia acesso com o caminhão para jogar água. “O combate, como acontece na maioria das vezes, foi feito à mão, através de abafadores”, informou.

Além de destruir a vegetação e também causar danos ao solo, diminuindo sua fertilidade, as queimadas também atingem os animais, principalmente, na zona rural e em reservas ambientais, quando são encontrados gambás, ouricos e outros feridos ou até mortos pelo fogo. Já na área urbana, onde é mais difícil acontecer situações desta natureza, as cobras são as mais prejudicadas.

“Os feridos são levados ao Horto Florestal, quando aceitam recolher. Mas, temos contato também com o Instituto Chico Mendes, em Mogi Guaçu, e uma outra unidade de Campinas, onde conhecemos uma bióloga que nos ajuda”, adiantou. Os animais mortos são enterrados, na maioria das vezes, no Horto Florestal.
Para Di Martini, quase que a totalidade dos casos de queimadas é de origem criminosa. “A população não entende, as queimas são provocadas por pessoal mal-intencionadas”, frisou. Para evitar essa prática, o Corpo de Bombeiros realiza palestras de conscientização e conta com a divulgação nos meios de comunicação.

A população pode contribuir para combater as queimadas, apresentando denúncias ao Setor de Serviços pelo telefone 3805-2132. Recebida a denúncia, a equipe de fiscalização da Prefeitura verifica o local, fotografa e, caso haja indício de fogo, encaminha o formulário de multa à Secretaria de Finanças.

Durante a ocorrência do fogo em mato, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado, pelo telefone 193.O atendimento desse tipo de ocorrência é dificultado porque as queimadas são registradas em pontos pulverizados da cidade.

“A corporação tem condições de atender os casos de fogo concentrado com eficiência. Já as ocorrências de fogo em mato são espalhadas. Muitas vezes descarregamos um caminhão com água para controlar as queimadas, até intencionais, prejudicando o atendimento de uma ocorrência mais grave, que deve ser atendida imediatamente”, explicou o secretário de Segurança Pública, José Luiz da Silva.

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Justiça inocenta Gabriel Mazon e Jorginho

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) inocentou Gabriel Mazon Tóffoli e Jorge Vinícius dos Santos, o Jorginho, respectivamente ex-secretários de Governo e Extraordinário da gestão de  Gustavo Stupp (PDT), da denúncia do conhecido "caso Sigcorp", referente ao processo de improbidade administrativa movido pelo promotor de Justiça Rogério Filócomo Júnior.

O acórdão foi publicado no início deste mês, concluindo na inconsistência da acusação do MP e de indícios claros de que a não renovação de contrato com a empresa responsável pelo gerenciamento do recolhimento de imposto do Município se deu, principalmente, por falhas do sistema da Sigcorp e também por indícios de irregularidades no serviço, que não dava garantias da confiabilidade e sigilo dos dados registrados – e não pelo suposto pedido de propina o qual Gabriel e Jorge sempre negaram.

O diretor da Sigcorp denunciou para o jornal A COMARCA e posteriormente ao MP, em 2014, que Gabriel e Jorge exigiram pagamento de propina em troca da renovação de contrato, que acabou não ocorrendo. À época, promotor Rogério Filócomo entrou com ação e obteve êxito em primeira instância. Gabriel e Jorge recorreram e conquistaram, em voto unânime do Tribunal de Justiça, inocência na acusação.

O provimento do recurso de Gabriel e Jorge ocorreu pela 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, que sentenciou “ato de improbidade não caracterizado, falta de provas, depoimentos contraditórios, divergências que recaem sobre os reais motivos que levaram a Administração Pública a encerrar o contrato administrativo, alegação de falha no suporte prestado pela empresa e também no software”, entre outros pontos.

Gabriel Mazon e Jorge Vinícius dos Santos


RELEMBRE
O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar eventuais irregularidades durante a realização de processo licitatório para a contração de licenciamento de uso, por meio de locação, de sistema de ISSQN e Nota Fiscal Eletrônica. Em janeiro de 2014, o jornal A COMARCA trouxe com exclusividade entrevista de Fernando César Catib, proprietário da empresa Sigcorp, denunciando o suposto pedido de propina por parte dos secretários da gestão Stupp.

“Foram então produzidas provas nos autos do inquérito civil, que redundou no ajuizamento da ação civil pública por prática de atos de improbidade administrativa imputados a Gabriel Mazon Toffoli e Jorge Vinícius dos Santos, à época, agentes públicos”, cita o relatório do TJ, que entendeu que “não foram produzidas provas contundentes, demonstrativas de que houve pedido de vantagem ilícita efetuado pelos réus ao representante da referida empresa”.

Catib declarou à época da investigação que o contrato com a Prefeitura estava para vencer e que houve o pedido de pagamento de vantagens para que o acordo fosse renovado. A então secretária de Finanças, Elisanita Aparecida de Moraes, relatou os motivos da contratação emergencial: “solicitei da empresa Sigcorp a prorrogação do contrato por 60 dias, mas eles recursaram. Tinha contato com (o gerente) Douglas Severo como representante da empresa Sigcorp. Foram poucos os contatos. Duas vezes ele esteve comigo em minha sala. Cheguei a mencionar para ele as falhas e inconsistências do sistema. A empresa queria a prorrogação somente por 12 meses. Como não houve essa prorrogação, a empresa tirou o sistema do ar. A Prefeitura Municipal teve que ingressar com uma ação de obrigação”.

Foi necessária a contratação emergencial de outra empresa. Tal contratação se deu pela Secretaria de Suprimentos e Qualidades, responsável pela licitação. Além disso, por conta da referida recusa, segundo Elisanita, o Município foi obrigado a ajuizar ação contra a Sigcorp por violação ao contrato administrativo. Os pedidos foram julgados parcialmente procedentes para condenar a Sigcorp em garantir acesso à consulta e impressão dos Livros Fiscais Eletrônicos escriturados e dos documentos de arrecadação gerados no sistema pelo prazo contratado de 36 meses, a contar do término do contrato.

O relatório final do TJ aponta outra contradição de Fernando Catib. “Além de não ter apresentado documento formal por meio do qual noticiou as acusações ao membro do Ministério Público, verifica-se que, de forma diversa da que relatou, foi notificado para prestar declarações ao Promotor de Justiça após a publicação da matéria jornalística. Não houve denúncia espontânea como alegado no depoimento. As incongruências não param por aí”, aponta o TJ. Diante de todas as acusações, Jorge Vinicius dos Santos e Gabriel Mazon Toffoli negaram com veemência o pedido de pagamento de propina.

Em outra parte do despacho, o TJ relata que “embora Fernando e Douglas afirmem que a iniciativa para a reunião partiu dos agentes públicos, verifica-se que Jorge apresentou ao membro do Ministério Público mensagens de texto remetidas a ele por Douglas, nas quais solicitava o agendamento para realizarem reunião”. Em outro trecho, informa que “as declarações prestadas por Fernando Catib e Douglas Severo são discrepantes no que diz respeito à vantagem indevida”.

O TJ analisou todos os depoimentos e as provas coletadas e reconheceu que, “na contramão daquilo que foi alegado pelo Ministério Público, forçoso reconhecer que não foram produzidas provas contundentes que permitam associar o encerramento do contrato administrativo ao pedido de propina apresentado pelos agentes públicos, ora apelantes”. Em síntese, o MP não conseguiu provar que a ruptura do contrato administrativo foi por causa do não pagamento da suposta propina.

O relator Paulo Galizia sugeriu provimento ao recurso e por 3 votos a 0, o Tribunal de Justiça deu provimento ao pedido, inocentando Gabriel Mazon Toffoli e Jorge Vinícius dos Santos da acusação. Ao revés se condicionou pela inconsistência do próprio sistema e indícios da existência de irregularidades no sistema da Sigcorp.

Detran deve mudar atendimento para a Rodoviária

Um acordo de parceria deverá ser firmado entre a Prefeitura e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para que a unidade de atendimento de serviços de trânsito passe a funcionar em outro local da cidade. Um espaço está sendo preparado que o órgão estadual passe a atender a população na Estação Rodoviária. Atualmente, o atendimento é feito à rua Padre José, ao lado da Delegacia de Polícia.

A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que o processo para a disponibilização da área, que é administração pelo Poder Público municipal, já tramita pela Secretaria de Negócios Jurídicos. Uma análise jurídica irá determinar a viabilidade ou não do contrato a ser celebrado. Além do contrato, é preciso que o espaço seja adaptado para receber os equipamentos de trabalho que serão implementados pelo Detran.

A Secretaria de Transportes, Trânsito e Serviços já elaborou o projeto para readequação do local, de maneira que atenda aos requisitos do Detran. O investimento será de aproximadamente R$ 100 mil. Ainda não há data definida para o início das atividades. A assessoria de imprensa do Detran confirmou a negociação do acordo com a Prefeitura de Mogi Mirim, que faz parte do processo de reestruturação e modernização do serviço no município.

“A parceria visa juntar esforços para o projeto, que levará um melhor atendimento ao cidadão e melhores condições de trabalho para os funcionários. O Detran.SP vem passando, desde 2011, por um amplo processo de modernização de suas unidades, sendo que 179 delas já atendem em novo padrão”, destacou. Porém, não fez previsão quanto ao início do acordo.



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Câmara Municipal rejeita contas de Carlos Nelson

Flávio Magalhães

A Câmara Municipal de Mogi Mirim desaprovou a prestação de contas relativa ao ano de 2012 do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) em sessão realizada na última segunda-feira, 11. Foram 11 votos contra o parecer desfavorável do Tribunal de Contas (TCE) e 6 a favor, porém, eram precisos no mínimo 12 votos (dois terços do Legislativo) para que as contas fossem aprovadas.

Carlos Nelson assistiu da plateia toda a votação, acompanhado por praticamente todos os seus secretários municipais. Durante a debate, fez uso do direito de defesa e discursou por aproximadamente 15 minutos na tribuna da Câmara Municipal, pedindo que os vereadores votassem contra o parecer do TCE que julgou irregular a prestação de contas de 2012, principalmente por um déficit orçamentário de R$ 5 milhões no final daquele ano.

Entre outros pontos, o prefeito argumentou que o Tribunal de Contas foi vago em apontar as irregularidades no parecer desfavorável e culpou falhas contábeis e de transferências de recursos como as responsáveis pelo déficit de R$ 5 milhões. “Nosso governo teve tanto cuidado com as contas municipais que deixou de estoque em almoxarifado quase R$ 3 milhões”, lembrou.

O prefeito afirmou ainda que a Prefeitura, já sob a gestão de Gustavo Stupp (PDT), tinha R$ 20 milhões em superávit orçamentário ao final do segundo mês de 2013, o que, para Carlos Nelson, desmonta a ideia de que foi deixada uma “herança maldita” ao seu então sucessor. “Ora, um governo que foi excepcionalmente ágil para gastar recursos públicos, se assustou com tanto dinheiro disponível”, apontou.

O chefe do Executivo garantiu ainda que consideraria legítimo o resultado da votação e que isso em nada influenciaria a relação entre o Gabinete e o Legislativo. Carlos Nelson disse ainda que as conversas com os vereadores foram pautadas na ética. “Não houve promessas, não houve pedidos impossíveis de serem atendidos de lado a lado”, garantiu.

Em seguida, houve a manifestação dos vereadores. As mais contundentes foram da vereadora Maria Helena Scudeler de Barros (PSB) e do vereador Tiago Costa (PMDB). Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, Maria Helena assinou um relatório que concordava com o parecer do TCE, e recomendava a desaprovação das contas do prefeito. No entanto, ela votou contra o próprio relatório.

Justificando seu posicionamento, a vereadora afirmou que o fato determinante para seu voto foi a conversa que teve com o secretário de Finanças Roberto de Oliveira Júnior, após a produção do parecer. Roberto explicou, segundo relato de Maria Helena, que o ano de 2012 fechou no vermelho em R$ 5 milhões “por descuido” da Prefeitura, já que o feriado bancário atrasou o repasse de alguns créditos que a Prefeitura ainda tinha e que garantiriam um superávit de pelo menos R$ 600 mil.

“E a decisão de pagar as férias do professorado [elemento que pesou para o déficit de R$ 5 milhões] foi da prefeita em exercício”, lembrou Maria Helena. Naquele final de 2012, a então vice-prefeita Flávia Rossi governou a cidade após Carlos Nelson se licenciar. “Nesses 20 anos de vida pública deito e durmo tranquila toda segunda-feira. Não voto porque não gosto ou porque não quero bem, voto para ser correta”, concluiu.


Tiago Costa, por sua vez, apresentou uma linha de raciocínio oposta à de Maria Helena. Disse que não poderia relevar o “descuido” da Prefeitura. “Para mim, isso é descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma pedalada fiscal para deixar uma herança maldita ao próximo prefeito”, argumentou. “Se Flávia Rossi tivesse sido eleita, certamente o caixa seria outro”, completou.

O vereador lembrou que o Tribunal de Contas alertou por até oito vezes a Prefeitura local durante o mandato de Carlos Nelson e que as prestações de contas anteriores tiveram vários apontamentos. "Não dá para fechar os olhos para o que aconteceu em 2012, eu estou aqui para fazer cumprir a Carta Magna e minha função de vereador”, destacou.

A votação foi nominal e se posicionaram contra o parecer do TCE os vereadores Alexandre Cintra (PSDB), Cristiano Gaioto (PP), Geraldo Bertanha (SD), Gerson Rossi (PPS), Jorge Setoguchi (PSD), Luiz Roberto “Chupeta” (PSDB), Manoel Palomino (PPS), Maria Helena (PSB), Magalhães da Potencial (PSD), Samuel Cavalcante (PR) e Sônia Rodrigues (PP).

Os que votaram a favor do parecer e foram decisivos para a rejeição das contas de 2012 foram os vereadores André Mazon (PTB), Cinoê Duzo (PSB), Robertinho Tavares (PEN), Marcos Gaúcho (PSB), Moacir Genuário (PMDB) e Tiago Costa (PMDB).

Carlos Nelson preferiu não se manifestar logo após a votação. Em nota à imprensa, declarou que interesses eleitorais interferiram no resultado. “Foi possível ter uma visão mais límpida de como a atuação na Câmara pode ser deturpada quando há outros interesses envolvidos. Consegui 11 votos e jamais me submeteria a qualquer outra possibilidade que não fosse o completo entendimento sobre a defesa das minhas contas”, afirmou.

Passada a votação, o prefeito garantiu que continuará governando a cidade “ao caminho do desenvolvimento” e contará com seu bom relacionamento com a Câmara. “Esses 11 votos só dignificam e dão mais incentivo ao meu trabalho que seguirá incansável até o dia 31 de dezembro de 2020. O crescimento de Mogi Mirim e a volta da confiança é o que mais importa neste momento e cumprirei a função para a qual fui eleito”, finalizou.

GoodBom deve funcionar até o fim do ano

Com cerca de 50% das obras concluídas, a rede GoodBom pretende iniciar o funcionamento da unidade de Mogi Mirim até o final do ano. Por isso, a empresa já entrou na fase de captação de currículos visando o preenchimento das vagas de emprego que serão abertas com o empreendimento. Entre diretos e indiretos, serão disponibilizadas 350 vagas. Os interessados em trabalhar nos variados setores da unidade já podem deixar seus currículos no próprio canteiro de obras, à avenida Pedro Botesi, 2800, Jardim Aurora, ou enviar para o e-mail recrutamento@goodbom.com.br.

Anunciada em 2015, a edificação da unidade mogimiriana do GoodBom ganhou fôlego neste ano. A nona loja da rede terá cerca de 10 mil metros quadrados de área construída, de um total de 22 mil metros quadrados de área. O setor de marketing do grupo informou ontem que as obras estão em estágio avançado, com promessa de finalização e, consequentemente, início de funcionamento para o final do ano. O trabalho, no momento, está concentrado no acabamento e na chegada dos equipamentos.

A unidade de Mogi Mirim terá o conceito de hipermercado, com uma oferta maior e diversificada de produtos, principalmente os das linhas de eletroeletrônico e eletrodomésticos. Outro diferencial da loja será a instalação de um setor de peixaria fresca e de um mix de lojas agregadas, favorecendo a atração de um número maior de clientes. Por essa razão, a loja trabalha com a expectativa de gerar perto de 200 empregos diretos em seus diversos setores, e outros 150 indiretos para as vagas de promotoria e nas lojas agregadas.

Das demais lojas que o grupo mantém em funcionamento, igual a de Mogi Mirim somente a de Indaiatuba. Aa demais, incluindo a sede, em Sumaré, trabalham na linha de supermercados. Por essa razão, segundo acentuou o setor de marketing da rede,  a unidade mogimiriana do GoodBom promete ser uma das mais modernas do segmento.

A rede GoodBom começou em 1932, quando Hermenegildo Gigo, italiano de origem simples, residente no Brasil, abandonou a vida no campo para se dedicar ao seu recém-adquirido armazém. Com o auxílio de seus filhos, Pedro, João Rubens, Eduardo e de sua filha Edeolinde, deu início à construção do complexo Gigo. Era o começo de um sonho que, depois de 21 anos, começou a se tornar realidade.

Em 1953, os filhos assumiram o comando da empresa e a transformaram em Gigo & Cia. Um ano depois, adquiriram o empório de Orestes Bordon e a Cooperativa Agrícola em Nova Odessa, que deu lugar ao primeiro supermercado de Sumaré. Em 1956, a Gigo & Cia comprou também o Armazém dos Raposeiros, localizado em frente à estação de Sumaré.

Seis anos mais tarde, o grupo presenteou a população sumareense com o primeiro supermercado moderno da região. Após um ano, Campinas e Paulínia também receberam filiais com instalações modernas e prédio próprio. Em 1987, a empresa passou por uma reestruturação e, então, foi inaugurado o GoodBom Supermercados, uma loja moderna e pioneira na automatização de código de barras.

Com o sucesso de sua primeira loja, no ano seguinte, mais um supermercado foi inaugurado. Ao tornar-se referência na região, acompanhando a constante evolução do segmento, no ano de 2000 expandiu a qualidade da rede para Hortolândia. Hoje, a rede possui lojas cinco lojas em Sumaré, uma em Hortolândia, uma em Monte Mor e uma em Indaiatuba.

Obras estão 50% prontas (foto: Prefeitura de Mogi Mirim)

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Asfaltar o Laranjeiras é prioridade, diz prefeito

Flávio Magalhães

O prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) declarou recentemente à imprensa que a prioridade de seu governo será asfaltar o Parque das Laranjeiras, bairro da zona Leste de Mogi Mirim que convive em sua maioria sem pavimentação há mais de três décadas.

Para isso, o chefe do Executivo conta com verbas dos governos estadual e federal de até R$ 21 milhões, que devem ser liberadas através de empréstimos pela Caixa Econômica Federal. Carlos Nelson, inclusive, deve se reunir com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, na quarta-feira, 13, para tratar do aporte financeiro.

De acordo com o projeto elaborado pela Secretaria de Obras, Habitação Popular e Mobilidade Reduzida estão previstas a execução de pavimentação asfáltica com guias e sarjetas, calçadas com acessibilidade, drenagem, rede de abastecimento de água, coletor de esgoto e sinalização viária em quase 20 ruas que, somadas, possuem pouco mais de cinco quilômetros de extensão em uma área de aproximadamente 55 mil m².

A expectativa é que os serviços sejam iniciados durante o segundo semestre a partir da rua Helena Veloso Durães – antiga rua 16 – até a rua Francisco Ferretti – antiga rua 30. “As obras de infraestrutura no Parque das Laranjeiras têm por objetivo a regularização urbanística e fundiária do bairro, que há 40 anos sofre com as consequências de um loteamento irregular de solo”, descreveu a secretária de Obras, Renata Furigo.

A direção da Pasta já encaminhou para a CEF a documentação constando o projeto estrutural com imagens fotográficas das vias, localização dos quarteirões e a área de abrangência total do bairro, dentre outros comprovantes necessários. “É uma ação transparente, pois é nosso objetivo reportar à população o passo a passo para que os munícipes se mantenham informados e acompanhem todo o trabalho”, declarou Renata.

Ela também destacou a preocupação do prefeito Carlos Nelson Bueno com essas obras, já que se trata de prioridade do governo municipal. “Estamos correndo contra o tempo, para atendermos todas as exigências do Ministério. Não podemos perder essa oportunidade, pois não há necessidade maior na cidade, do ponto de vista de urbanização”, concluiu.


Mais de mil pessoas prestigiam encontro de carros antigos

O 3º Encontro de Carros Antigos ‘Só Clássicos’, promovido pela Autopeças Lauto no último sábado, 2, foi um sucesso de público. Segundo os organizadores, mais de 1 mil pessoas passaram pelas dependências da empresa, no bairro Saúde, para prestigiar a exposição de carros e aproveitar as atrações. Como a entrada era a doação de um quilo de alimento não perecível, o bom público no evento resultou na arrecadação de quase meia tonelada de produtos que serão revertidos para entidades assistenciais do município.

O público que prestigiou o encontro pode conferir de perto a principal atração do evento, que é a exposição de 150 carros, motos e lambretas antigas. Os expositores foram premiados em três categorias. O prêmio de carro mais antigo foi para um Ford Elffi, de 1936; o mais bonito foi o Chevrolet Corvette; e mais potente premiado foi um Chevrolet Camaro, com 250 cavalos.

Além dos carros, o evento contou com a presença de três bandas; Jockers, General Lee e El Zinabre, que fizeram a galera curtir grandes clássicos do rock. Os visitantes também puderam se deliciar com a praça de alimentação, dotada de lanches do Landau, Chopp do Dunda, churrasquinho do Projeto Maguila, bebidas com o Educandário, sanduíche de pernil e cachorro quente da Cláudia, pastel da tia Lena, churros do Chaves e doces da Mônica.

Parte das barracas de alimentos está associada à alguma instituição de caridade. Assim, uma porcentagem do lucro obtido no evento será repassada para uma ONG ou entidade assistencial de Mogi Mirim. A criançada também pode fazer a festa. Para os baixinhos, a organização disponibilizou gratuitamente cama elástica, piscina de bolinhas, pipoca e algodão doce. Os minicarros da equipe Little Beetle também chamaram a atenção das crianças.

O encontro apresentou outras atrações, como o corte de barba e cabelo do público masculino por meio da Bruscos Barber Shop, e a presença inédita dos patrocinadores do encontro, como a Nakata, que fez sorteio de brindes, a Toyota Nippokar, responsável por levar a banda Jockers, a Schadek, que montou um stand e ofereceu brindes, a ZF, que divulgou suas novidades, e a Orbi Química, que levou brindes e produtos para limpeza e manutenção do carro, assim como a Sabó, Metal Leve, M.T.E e UrbaBrosol.


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