Nova integração é limitada para 4 linhas

Flávio Magalhães

A Prefeitura e a Viação Fênix, empresa que controla a Santa Cruz Transporte e detém a concessão do transporte público em Mogi Mirim, anunciaram que o novo sistema de integração valerá para apenas quatro linhas no município. No entanto, conforme o próprio prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) havia determinado, não houve nenhuma alteração nos itinerários atuais.

Desde terça-feira, 7, as linhas 8 (Planalto/Martim Francisco), 13 (Mato Dentro), 14 (Sol Nascente) e 17 (Pirapitingui) terão integração exclusivamente com a linha 10 (Santa Úrsula x Santa Cruz), que passa pela região da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na zona Leste. Segundo o secretário municipal de Trânsito, Transporte e Serviços, José Paulo da Silva, a questão da Saúde foi prioridade para os estudos da nova integração.

Segundo informou o secretário, todas as demais regiões da cidade já conseguem o deslocamento para a UPA pelo atual sistema de transporte público. E com a integração em vigor, os passageiros das linhas 8, 13, 14 e 17 (que vão até a região central, apenas) também terão a possibilidade de pagar apenas uma passagem para chegar à unidade de saúde da zona Leste, ao tomarem a segunda condução.

Como a linha 10 ganha mais importância para esses passageiros, pois permite o acesso à UPA, a Viação Fênix anunciou que vai aumentar o horário de circulação dessa linha, especificamente, para às 23h40, todos os dias da semana. Isso porque, até então, ela funcionava até às 19h de segunda a sexta, até às 13h aos sábados e não circulava no domingo. Será a única mudança, de fato, nos horários das linhas.

EQUÍVOCO
O secretário de Trânsito e Transportes, José Paulo da Silva, admitiu que a integração anterior, que registrou muitas reclamações dos passageiros, não saiu como a Prefeitura desejava. “Não era o que queríamos, nossa preocupação é melhorar o serviço para todos”, explicou.

Desde o último dia 20, a Fênix voltou a operar com os itinerários antigos, por ordem da Administração Municipal, após receber diversas reclamações sobre as mudanças das linhas, que foram completamente alteradas, desde o trajeto até a numeração.

Carlos Nelson ainda teceu críticas à concessionária do transporte público. “Houve aí uma ousadia da empresa que tomou uma atitude unilateral, não submeteu as mudanças previamente [à Prefeitura]”, justificou o chefe do Executivo. “Amadorismo e ousadia”, resumiu à imprensa na semana passada.


Mogi Mirim confirma 1ª morte por H1N1

Flávio Magalhães

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o resultado de dois exames referentes a óbitos por suspeita de gripe ocorridos entre os dias 9 e 13 de julho. Em um deles foi constatado que a morte foi causada pelo contágio com o vírus H1N1.

A vítima era uma mulher de 39 anos que residia no bairro Jardim Primavera II, na zona Norte da cidade. Ela não havia sido vacinada, segundo informações da Prefeitura. No outro caso, de uma idosa de 74 anos residente no Jardim Áurea, o resultado foi negativo para a gripe.

Além do óbito confirmado nesta semana, Mogi Mirim contabiliza outros quatro casos confirmados de contaminação pelo vírus da gripe, nas regiões Sul, Oeste e Norte, sendo o primeiro deles registrado em maio. Todos esses pacientes passam bem, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Na zona Sul os casos confirmados são de dois homens, um de 54 anos (residente no Parque Real) e outro de 70 anos (morador do Maria Beatriz), doente crônico da gripe. Em ambas as situações o vírus diagnosticado é o H3N2, responsável por um surto que infectou 47 mil pessoas nos Estados Unidos no final do ano passado, ocasionando várias mortes. Há, inclusive, óbitos no Estado de São Paulo causados por essa variação da doença.

Já uma mulher de 59 anos, do Jardim Aurora, região Norte da cidade, foi identificada com o vírus H1N1, responsável por surtos no Brasil na última década. A mulher chegou a tomar a vacina, mas os sintomas surgiram antes dos 30 dias necessários para que a imunização ocorresse e fizesse o efeito esperado.

A quarta ocorrência da doença em Mogi Mirim é de uma menina de apenas seis anos. O caso foi registrado na Vila Oceania, região da Santa Cruz e trata-se do vírus Influenza B. Apesar das particularidades genéticas, a gripe B costuma ter os mesmos efeitos da gripe A (H1N1 e H3N2), embora seja menos frequente no país.

Desde segunda-feira, 30, as Unidades Básicas de Saúde estão com a campanha de vacinação contra a gripe. No entanto, a Secretaria de Saúde alerta que em decorrência do número reduzido de doses que o município recebeu, o período de vacinação será menor. Nesta etapa, as doses serão destinadas apenas aos grupos prioritários e haverá a distribuição de senhas com o propósito de organizar o fluxo de vacinação.

Em Mogi Mirim, a Campanha Influenza iniciou em 23 de abril e foi até 1º de junho. No entanto, em decorrência da baixa cobertura, a aplicação de vacinas foi prorrogada até 22 de junho. Já nesta terceira etapa de vacinação, a Secretaria de Saúde conseguiu uma quantidade reduzida de doses para atender integrantes do público-alvo que ainda não foram imunizados. As datas das campanhas e a quantidade de doses recebidas são determinadas pelos governos federal e estadual. O combate ao vírus da gripe também é efetivado através da conscientização e atitudes preventivas adotadas pela população.


Prefeitura vai estender Zona Azul à rodoviária

Foi assinado no último dia 2 o contrato entre a Prefeitura e a empresa Central Park para a operação do estacionamento rotativo, a chamada Zona Azul. O novo sistema será implantado em até 60 dias na região central e também na rodoviária, que recebeu há cerca de duas semanas as novas instalações do Detran.

Estender o estacionamento rotativo para a rodoviária foi a solução encontrada pela Secretaria de Trânsito, Transporte e Serviços para solucionar a falta de vagas no local, que agora recebe um fluxo maior de pessoas devido aos serviços oferecidos pelo Detran. A medida visa coibir que carros ocupem vagas no local por muitas horas, favorecendo a rotatividade.

A partir da assinatura, a empresa está autorizada a iniciar os trabalhos de implantação do sistema rotativo. A tarifa de referência será de R$ 2,00 por hora de ocupação. Os motoristas poderão adquirir créditos por meio de pontos de comércio, funcionários da empresa que estarão nas ruas para monitorar e prestar esclarecimentos ou por aplicativo de telefonia celular, com pagamento em dinheiro ou cartão de crédito. Os parquímetros não serão utilizados.

A Central Park terá de realizar campanhas explicativas sobre o funcionamento do sistema e esclarecer dúvidas dos usuários durante 30 dias antes do início da implantação. A empresa venceu a licitação por oferecer um percentual de repasse ao município melhor dentre as cinco empresas que estavam habilitadas a participar da etapa de abertura dos envelopes contendo a proposta de preços das licitantes, que aconteceu no dia 6 de junho, na Secretaria de Suprimentos e Qualidade. Seu repasse seria de 46%. Quase 14% a mais que a ofertada pela É Só Parar, segunda colocada com um percentual de repasse de 31,98%.

No entanto, o processo sofreu atraso, porque a empresa É Só Parar – Tecnologia e Serviços Ltda interpôs recurso administrativo acerca da fase de classificação. Com o recurso, os procedimentos para início de instalação do novo sistema de estacionamento rotativo foram adiados, porque o prazo legal para que os licitantes apresentassem impugnação se estender até o dia 16 de julho.

Na semana retrasada, a Comissão Permanente de Julgamento e Licitação, indeferiu o recurso, mantendo a classificação divulgada anteriormente. E com base nessa decisão, o processo licitatório foi homologado e o objetivo do certamente (concessão do estacionamento rotativo) foi adjudicado em nome da Central Serviços Ltda.

De acordo com os critérios estabelecidos em edital, a Zona Azul funcionará de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h. O serviço abrangerá um total de 580 vagas de automóveis, com possibilidade de chegar a mil, distribuídas em 23 trechos de ruas da região central. Será permitido ao usuário a carência de 10 minutos para regularidade da ocupação, sendo restituído posteriormente ao sistema.

A Zona Azul está inoperante em Mogi Mirim desde março do ano passado, quando encerrou o contrato da administração municipal com a Transit Projetos e Serviços Ltda, responsável pela gestão do estacionamento rotativo.



Ação apreende mais de 100 kg de maconha

Uma operação realizada pelo Ministério Público de Itapira em conjunto com a Polícia Militar de Mogi Mirim na data de ontem, sexta-feira, 3, resultou na prisão de Sérgio Marangoni, 43 anos, e na apreensão de 217 tabletes de maconha, que totalizaram 101 quilos da droga.

Os policiais militares Tenente Fernanda, Hoffmann, Galvão, Siqueira, Borin, Montoni e Vitor, e os membros da ROCAM, Domingos, Acácio, Menezes e Bruno Santos, foram acionados pela promotoria pública de Itapira para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência na Rua Suruí, no bairro Mogi Mirim II, Zona Leste da cidade.

Ao chegarem ao local, pouco depois das 6h30, foi realizado o cerco policial para evitar fuga. Os PMs escalaram o telhado e, ao perceber o barulho, o suspeito que estava no interior da casa abriu uma porta do segundo andar, sendo abordado. A ele foi passada a informação sobre a existência do mandando de busca e, indagado sobre a existência de entorpecentes no local, relatou que a droga estaria em um quarto, no andar térreo.

Marangoni seguiu para o cômodo com os policiais, onde foram encontrados, dentro de uma bolsa e de um tambor, os tabletes de maconha que totalizaram os mais de 100 quilos. Além da droga, foi apreendido no local um caderno com anotações de contabilidade, duas balanças de precisão e material utilizado para embalagens.

Sérgio Marangoni foi encaminhado à Delegacia Central, onde o delegado João Luiz Rissato o autuou em flagrante e a droga foi apreendida.


Editoria:

Polícia Civil e Elektro fazem nova operação de combate ao furto de energia elétrica

A Polícia Civil e a Elektro realizaram novamente na quinta-feira, 26, uma operação de combate ao furto de energia elétrica. A ação se concentrou em Mogi Guaçu e em Mogi Mirim. Foram identificadas 18 irregularidades em 21 estabelecimentos comerciais e industriais fiscalizados. Nove inquéritos policiais foram abertos como resultado de sete flagrantes. Todos foram liberados mediante pagamento de fiança.

Além das inspeções em campo, as equipes trabalharam com o cruzamento de dados de consumo e inteligência analítica que permitiram identificar as fraudes. “A Elektro está prestando todo auxilio à Polícia Civil para a realização das operações”, afirmou Talles Silva, Gestor de Perdas da Elektro.

Considera-se furto de energia quando há uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da concessionária de energia. São os conhecidos “gatos”. Já a fraude ocorre quando o cliente rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo no medidor de energia com o objetivo de reduzi-lo. Ambos são crimes previstos no Código Penal. Também são cobrados os valores retroativos referentes ao período fraudado, acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável pode ter o seu fornecimento de energia suspenso.

Dados do primeiro trimestre de 2018 mostram o aumento no caso de furtos de energia nos dois municípios na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Elektro, em Mogi Mirim foi identificado aumento de 500% nos furtos (de 6 para 36), enquanto que em Mogi Guaçu, o salto foi de 90% (de 10 para 19).

No mês passado, a operação da Polícia Civil com a Elektro, identificou irregularidades em 18 dos 21 locais vistoriados. Ao todo, nas duas cidades, foram abertos 13 inquéritos policiais. Seis pessoas foram autuadas em flagrante pela prática de crime de furto de energia elétrica e colocadas em liberdade após o pagamento da fiança, cujos valores variaram de R$ 1 mil a R$ 20 mil, de acordo com a capacidade econômica de cada preso.

As perdas contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. O valor da energia furtada e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estabelecer o quanto a energia custa para cada área de concessão.

Além do impacto na conta de luz, os furtos e fraudes de energia pioram a qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível a interrupções no fornecimento de energia.

Para reduzir os riscos e o furto de energia, a Elektro mantem um programa constante de inspeções. A empresa tem canais de denúncia para casos de fraudes e furtos, por meio dos quais é possível passar as informações anonimamente, como o 0800 701 0102 ou pelo site.



SEGURANÇA
Quem faz ligações clandestinas ou, como são chamados popularmente, “gatos” corre o risco de sofrer acidentes graves, muitas vezes fatais, pois envolve a manipulação de circuitos energizados. Um técnico da Elektro recebe horas treinamentos específicos antes de atuar na rede elétrica.

Há também o risco de causar um curto-circuito que atinja a rede, podendo provocar o desligamento e a queima de equipamentos e eletrodomésticos da residência e da vizinhança.

A Elektro orienta que todos podem reduzir o valor da conta de luz mensal usando a energia elétrica de modo eficiente e evitando desperdícios, principalmente, na utilização de aparelhos, tais como chuveiros, ferros de passar roupas, condicionadores de ar, aquecedores e secadores, entre outros.

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Chuva ameniza pior estiagem dos últimos 55 anos

Flávio Magalhães

A chuva desta terça-feira, 31, foi uma trégua para Mogi Mirim. A cidade vem enfrentando a pior estiagem já registrada em sua história recente. Nos últimos 120 dias (não considerando a chuva de hoje) o índice pluviométrico não ultrapassou sequer os 25 mm, ou seja, a precipitação dos últimos quatro meses não chega a 25 litros por metro quadrado.

Nesse período de seca que abrange os meses de abril, maio, junho e julho choveu em apenas 14 oportunidades, sendo que em alguns dias a quantidade de chuva foi quase insignificante. E neste mês de julho choveu apenas nesta terça.

Desde 1964, ano em que o Horto Florestal começou a arquivar os índices pluviométricos, por iniciativa do então diretor Demétrio Vasco Toledo, jamais choveu tão pouco no primeiro semestre do ano. Os números são alarmantes. A média de chuva para o mês de junho é de 45 mm. Neste ano choveu ao longo do mês apenas 4,6 mm, isto é, praticamente dez vezes a menos.

Foram 389,4 mm registrados de janeiro a junho de 1969, o que já é pouco, aproximadamente metade da média histórica. Em 2018, porém, choveu apenas 355,1 mm, segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), cuja estação foi gravemente danificada no último dia 9, devido a um incêndio provocado por uma queimada.

A última chuva forte foi em 18 de maio, com 12,2 mm interrompendo uma estiagem que já vinha desde o final de março. A chuva desta terça, prevista pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) dá fim a uma série de aproximadamente 40 dias sem chuva, mas que pouco ameniza o quadro geral por enquanto.

QUEIMADAS
Com o tempo seco, tem sido frequente o registro de queimadas em Mogi Mirim. Informações da Secretaria Municipal de Segurança Pública dão conta que os bombeiros já contabilizam mais de 400 ocorrências com focos de incêndio apenas em 2018. Os principais causadores do fogo são bitucas de cigarro, fósforos jogados ainda acessos e fogo provocado de forma intencional para queimar o mato.

Estiagem de 2018 é a pior de que se tem notícia em Mogi Mirim



Ary Toledo fará apresentação única em Mogi Mirim

O humorista e músico Ary Toledo, 80 anos, traz o seu show para Mogi Mirim numa apresentação única, que ocorrerá no dia 10 de agosto, a partir das 21h, no Clube Recreativo, situado a Rua Dr. José Alves, 55, região central da cidade.

Considerado um dos maiores humoristas brasileiros de todos os tempos, conhecido por suas piadas politicamente incorretas e sátiras políticas, Ary Toledo está comemorando 53 anos de carreira. Antes da chegada da internet, já possuía um acervo de 30 mil anedotas, que contava em shows, discos, programas de TV e livros.

Os ingressos para o show em Mogi Mirim são vendidos diretamente no Clube Recreativo, mas também podem ser adquiridos pela internet, no site megabilheteria.com. A entrada inteira custa R$ 60, mas aquelas vendidas antecipadamente (até o dia 9) custam R$ 45. Professores, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia: R$ 30.

A COMARCA apoia o evento. Por isso, os leitores do jornal que recortarem o anúncio publicado na edição impressa e levarem ao ponto de venda também terão direito a pagar meia-entrada. Outras informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (19) 9 8199 3218.

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