Havan começa a funcionar neste sábado

A unidade de Mogi Mirim da Havan abre as portas aos consumidores a partir das 10h do próximo sábado, 23. Com a presença confirmada de Luciano Hang, a megaloja recebe nos próximos dias os últimos ajustes para a inauguração, incluindo a chegada da célebre réplica da Estátua da Liberdade.

A inauguração é a 2ª da rede em 2019 e a 122ª loja da Havan. A unidade localizada na Avenida Pedro Botesi, em frente ao hipermercado GoodBom, tem 7,5 mil metros quadrados construídos, e receberá investimentos de mais de R$ 25 milhões, além de gerar 150 empregos diretos no município.

Fachada estilizada da Casa Branca e outros diferenciais de marketing da rede varejista também estarão presentes na loja da Havan de Mogi Mirim, que passará a oferecer um mix com mais de 100 mil itens nacionais e importados em diversos setores, como: cama/mesa/banho, eletro, eletrônicos, bazar, presentes, moda (feminina, masculina, infantil, fitness e praia), decoração e outros.

A nova loja funcionará de segunda a sábado, domingos e feriados das 9h às 22h. Para a inauguração, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) está solicitando junto a Renovias, que administra a SP-340, maior atenção no esquema de organização, para que não haja transtornos no trânsito, já que a expectativa é de um grande público compareça ao local.

A Havan finalizou 2018 com 120 lojas que juntas somaram um faturamento superior a R$ 7 bilhões. Este valor representa um crescimento de 40% nas vendas do grupo. Para atingir a meta de faturamento de R$ 10 bilhões em 2019 estão sendo feitos investimentos na ordem de R$ 500 milhões em inovação, ampliações, tecnologia e automação do Centro de Distribuição da rede, que fica em Barra Velha (SC).

Unidade da Havan recebe últimos cuidados antes da inauguração


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Prefeitura propõe assumir Santa Casa por R$ 700 mil ao mês

Flávio Magalhães

A Prefeitura oficializou uma proposta para assumir a gestão dos serviços públicos de saúde da Santa Casa de Misericórdia. Numa espécie de “arrendamento” ou “intervenção branca”, a Administração Municipal repassaria ao hospital R$ 700 mil pelo uso do prédio e dos equipamentos na prestação do atendimento hospitalar. O acordo foi proposto em reunião na última quarta-feira, 13, entre representantes das duas partes e promotores do Ministério Público (MP).

Dos R$ 700 mil que a Prefeitura propõe repassar mensalmente, R$ 507.425,55 seria descontado para honrar um empréstimo concedido pela Caixa Econômica Federal à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia ainda em 2017. Já os outros R$ R$ 192.574,45 seriam utilizados exclusivamente para pagamento de salários atrasados, dívidas trabalhistas da entidade e outros passivos. Caso o hospital aceite, a Administração Municipal assume os serviços utilizando a atual estrutura existente, incluindo insumos, bens móveis e imóveis, que serão inventariados e informados ao MP.

Nesse caso, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) frisou que a gestão do atendimento público seria exclusivamente da Prefeitura, afastando qualquer possibilidade de cogestão. “A entidade teve uma gestão irresponsável e as consequências estão sendo vistas agora”, frisou. “Não devemos nada à Santa Casa, é a Santa Casa que nos deve”, completou. Para gerir o hospital, a Administração Municipal faria uso do Consórcio Intermunicipal de Saúde “8 de Abril”, a exemplo do que já ocorre na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na zona Leste.

A direção da Santa Casa deve responder se aceita ou não a proposta no dia 27 de março, pois o assunto será colocado em discussão numa assembleia. Caso o acordo seja recusado, a Prefeitura deve analisar outras soluções, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde não deve mais pagar pelos convênios que estão em vigor, devido a denúncia apresentada de que o hospital movimentou R$ 13 milhões de recursos públicos em uma conta particular, como manobra para não ter o dinheiro sequestrado pela Justiça para pagamento de dívidas. Somados, os contratos com a Santa Casa totalizam até R$ 2,2 milhões ao mês.

GREVE
Com o consentimento do Ministério Público, a Prefeitura aceitou repassar os valores deste mês para a Santa Casa, pois havia risco iminente de paralisação do corpo clínico do hospital. Parte dos médicos que trabalham na Santa Casa, inclusive, procuraram o prefeito Carlos Nelson para expor a situação e foram informados que, com a aceitação da proposta por parte da Irmandade, a prioridade será o pagamento dos valores em atraso a eles.

No entanto, a Administração Municipal ressaltou que não possui repasses em atrasos com a Santa Casa. “Não tem lógica os médicos estarem há três meses sem receber se a Prefeitura está em dia com os repasses”, frisou o chefe de Gabinete, Guto Urbini.

RESPOSTA
Ainda na noite de quinta-feira, 14, o provedor Milton Bonatti divulgou nota em que critica a divulgação da proposta feita pela Prefeitura para assumir os serviços públicos prestados na Santa Casa de Misericórdia. Bonatti atacou publicação feita pelo Jornal Oficial de Mogi Mirim, publicado na manhã de quinta-feira pelo Governo Municipal em edição extraordinária.

“A proposta tenta convencer o desinformado a acreditar que a Administração Municipal é a ‘tábua de salvação’ da saúde municipal, quando, na verdade, não passa de um teatro descabido e inapropriado para o momento, já que a crise da Santa Casa é originária, também, pela falta de compromisso do poder público com a rica história de mais de 152 anos desta entidade”, disparou o provedor.

Bonatti elencou alguns fatores que considerou “falta de compromisso” do atual Governo Municipal para com a entidade, como a redução de 20% de todos os contratos da Prefeitura em 2017, que também atingiu a Santa Casa, e o fechamento da Unidade de Atendimento Não Agendado (Uana), para posterior inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na zona Leste da cidade. “Não é o interesse desta instituição, mas não é pertinente se calar diante de tantas arbitrariedades e cinismo”, ressaltou o provedor.

“Dia 27 de março a Santa Casa apresentará sua decisão à proposta apresentada pela Prefeitura; mas deixa muito claro que, se fosse tão simples como transparece pelo Jornal Oficial da Prefeitura, não haveria crise na saúde”, reforçou Milton Bonatti. “Novamente, o povo mogimiriano não deve cair nas armadilhas de retórica política. Ele, o povo, deve tomar a decisão suprema de ordenar ao detentor provisório do Poder Executivo municipal que assuma com suas responsabilidades sociais”, encerrou.


Para gerir o hospital, a Administração Municipal faria uso do Consórcio Intermunicipal de Saúde


Carlos Nelson vai tentar reeleição em 2020

Flávio Magalhães

Pela primeira vez, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) declarou publicamente que é candidato à reeleição em 2020. A confirmação se deu na última quinta-feira, 14, em discurso firme diante do secretariado municipal e da imprensa local. “Eu sou candidato a reeleição e o secretário que não concordar ou tiver dúvida pode pedir para sair”, disparou o chefe do Executivo.

O primeiro escalão da Prefeitura e a imprensa estavam reunidos ao lado da cratera que se abriu depois da chuva da madrugada de quarta-feira, 13, na rodovia Nagib Chaib, a ligação interna entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu. De lá, Carlos Nelson fez a declaração sobre sua candidatura à reeleição e determinou a resolução de algumas questões internas da Prefeitura.

“Eu serei candidato porque a cidade precisa”, disse Carlos Nelson. “Mogi Mirim está amortecida, parece que foi anestesiada e não voltou da anestesia”, completou. “E eu não aceito ficar acuado, daqui para frente será outra conversa”, ressaltou. O prefeito também disparou contra políticos da oposição. “Tem vereador leviano que não tem a mínima noção, abre a boca para falar bobagem”.

Carlos Nelson também destacou a série de problemas de ordem jurídica que tem enfrentado na Prefeitura, mas sem citar nomes. “Estou dormindo à base de medicamentos”, revelou. Ali mesmo, questionou secretários municipais sobre questões da cidade, como a inauguração da Havan. O prefeito quis ser informado se a nova unidade de Mogi Mirim já conta com as licenças necessárias para funcionamento.

Prefeito Carlos Nelson diz que cidade está ‘anestesiada’


Magazine Luíza é alvo da “gangue da marcha à ré”

A loja Magazine Luiza, localizada à rua Conde de Parnaíba, região central de Mogi Mirim, foi alvo da quadrilha conhecida como “gangue da marcha à ré”, na madrugada desta quinta-feira, 14. Porém, nada foi levado do local.

A ação criminosa praticada por suspeitos que utilizaram um veículo Fiat Fiorino, com placas de Mogi Mirim, o qual não consta queixa de furto ou roubo, aconteceu por volta da 1h05 da madrugada.

Os guardas municipais Eduardo e Carlos informaram que estavam em patrulhamento pela área central, quando depararam com a porta do estabelecimento arrombada. Ação esta que foi possível utilizando o veículo. Este mesmo tipo de crime ocorreu no início do ano contra uma relojoaria, localizada na Rua Padre Roque.

Com apoio de outras viaturas, os GCMs realizaram buscas no estabelecimento para constatar se os criminosos ainda estavam no interior do estabelecimento, mas, ninguém foi encontrado.

Populares informaram que dois homens que ocupavam uma moto de porte grande, estavam nas proximidades no momento da ação. O responsável pelo estabelecimento foi acionado, ficando constatado, a princípio, que nada havia sido furtado.

A Polícia Cientifica também foi acionada para a realização de exames periciais.



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‘Os fins não justificam os meios em termos de dinheiro público’, diz promotor sobre Santa Casa

Flávio Magalhães

Na visão do promotor de Justiça Rogério Filócomo Júnior, no episódio envolvendo Prefeitura e Santa Casa, há indícios de improbidade administrativa por parte da direção do hospital e de omissão por parte do Poder Executivo de Mogi Mirim. Um inquérito civil aberto na semana passada, conforme A COMARCA noticiou, apura a denúncia de irregularidades na movimentação de verbas públicas.

Embora o provedor da Santa Casa, Milton Bonatti, tenha divulgado nota alegando que tais movimentações foram para permitir que o hospital continuasse funcionando, o promotor de Justiça não afasta a possibilidade de improbidade administrativa. “Os fins não justificam os meios em termos de dinheiro público”, ressaltou Filócomo. “A finalidade precisa ser legítima e o meio deve ser lícito”, completou.

Após a abertura do inquérito, Filócomo já conversou informalmente com ambas as partes e agora aguarda a manifestação oficial de Prefeitura e Santa Casa para dar prosseguimento nas investigações. O representante do Ministério Público já recomendou o afastamento da diretoria do hospital, que sinalizou que não deve seguir tal recomendação. A tendência agora é que a Promotoria entre na Justiça pedindo uma intervenção judicial, na qual o juiz nomearia um novo administrador para os serviços públicos hospitalares.

Por outro lado, Filócomo também chama a atenção para uma possível omissão da Prefeitura, lembrando todo o histórico de mau relacionamento entre a Irmandade da Santa Casa e o Poder Executivo de Mogi Mirim, que envolve processos na Justiça e até uma intervenção municipal em 2012, no último ano do segundo mandato do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB). “Com esse histórico, a Prefeitura deveria redobrar os cuidados no repasse de verbas”, afirmou o promotor.

“Como a Prefeitura não identificou essas movimentações para contas de terceiros durante nove meses? E como a Santa Casa desvia a finalidade dessas verbas públicas sem mais nem menos?”, questionou Filócomo. “Essa relação de interdependência entre Santa Casa e Prefeitura tem que acabar”, avaliou o promotor, apontando que a Secretaria de Saúde não pode depender exclusivamente da Santa Casa e que o hospital, por sua vez, não deve depender da verba SUS.

PREFEITURA
Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, 7, a secretária de Saúde Rosa Iamarino afirmou que tomou conhecimento das movimentações realizadas pela Santa Casa através de uma denúncia anônima, em dezembro. Desde então, diversas reuniões foram realizadas com a direção do hospital no sentido de se regularizar a situação, porém não houve avanços.

Já a secretária de Negócios Jurídicos Adriana Tavares de Oliveira Penha afirmou que é obrigação do Município estar preparado para assumir os serviços hoje prestados pela Santa Casa, caso seja necessário. “Estamos dispostos a seguir todas as recomendações do Ministério Público”, enfatizou.

Adriana também criticou o atual atraso no pagamento dos médicos que atendem no hospital. “Se a Prefeitura deposita em dia, não tem motivo dos honorários médicos atrasarem”, frisou. Atualmente, a Prefeitura repasse cerca de R$ 2,2 milhões ao mês para a Santa Casa, através de três convênios que abrangem serviços como plantões médicos, hemodiálise, dentre outros.

Filócomo também chama a atenção para uma possível omissão da Prefeitura

Sem alvará, Santa Casa sofre risco de interdição

Flávio Magalhães

Em mais um capítulo da crise entre Prefeitura e Santa Casa, informações reveladas nessa semana pela Administração Municipal apontam que o hospital não possui alvará de funcionamento nem laudo do Corpo de Bombeiros. Diante de tal situação, a Santa Casa está sob risco de interdição pela Central de Fiscalização da Prefeitura, que vem exigindo a regularização.

Essas informações constam no processo que a Prefeitura ingressou contra a Santa Casa na Justiça, na última quarta-feira, 6, exigindo a prestação de contas dos recursos públicos e o depósito em juízo dos valores referentes aos convênios firmados entre as partes. A documentação, assinada pela secretária de Negócios Jurídicos Adriana Tavares de Oliveira Penha, aponta também outras irregularidades do hospital.

Dentre elas, há três processos administrativos abertos após vistorias da Vigilância Sanitária, além de autuação por falta de insumos. “Vistorias periódicas apontam indícios de descumprimento das cláusulas contratuais”, frisou a secretária de Negócios Jurídicos do município. Além disso, a Santa Casa continua sem a Certidão Negativa de Débitos, uma exigência da Lei de Licitações para a renovação de convênios.

Diante desses fatos trazidos pela Prefeitura, o promotor de Justiça Rogério Filócomo Júnior admitiu em entrevista à imprensa que vai estudar a possibilidade de um pedido de interdição do hospital, pela falta de alvará de funcionamento e de laudo do Corpo de Bombeiros, além dos processos administrativos da Vigilância Sanitária. Outra alternativa analisada pelo representante do Ministério Público é um pedido de intervenção judicial.

PROCESSO
Sobre o pedido formulado pela Prefeitura para depósito em juízo do repasse de verbas públicas, o Ministério Público emitiu parecer favorável. “Não se pode perder de vista que toda transferência de recursos públicos, independentemente de sua finalidade, está subordinada aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme dispõe o art. 37 da Constituição Federal”, apontou Filócomo.

O promotor também negou o pedido da Santa Casa para decretação de sigilo do processo. “Publicidade é regra”, ressaltou Filócomo. O processo tramita na 1ª Vara da Comarca de Mogi Mirim, aguardando decisão do juiz Emerson Gomes de Queiroz Coutinho.


Rapaz leva tiro acidental na perna ao armar emboscada para padrasto

Os guardas civis municipais Saraiva e Procópio detiveram Pablo Sergio Monteiro, 21, no início da manhã de segunda-feira, 4, sob a acuação dele ter armado uma emboscada para seu padrasto, Roberto Carlos da Silva, 49, na tentativa de matá-lo. O plano não deu certo porque a arma que Pablo carregava disparou, atingindo sua própria panturrilha.

A emboscada foi revelada por Pablo aos GCMs, depois que foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A guarnição foi chamada para atender uma ocorrência a respeito de um rapaz que deu entrada com ferimento causado por disparo de arma de fogo.

Na UPA, Pablo contou que no dia anterior havia se desentendido com seu padrasto e resolveu armar uma emboscada para matá-lo. O rapaz relatou que sabia o trajeto usado por Roberto todos os dias para ir ao trabalho. Assim, logo pela manhã, seu alvo trafegava pela Rodovia Elzio Mariotoni – Estrada Velha de Itapira. Segundo os relatos do próprio autor, ele se posicionou de forma estratégica e quando avistou seu padrasto, sacou um revólver 38 e atirou em direção da vítima, porém não conseguiu acertá-lo, pois o padrasto, ao perceber a ação, conseguiu correr e entrar em um pomar.

Pablo ainda contou que após a ação frustrada foi até sua casa, guardar sua moto, e voltou pelo meio do mato, na tentativa de achar seu alvo e disparar contra ele. Porém, no trajeto, o revólver que estava em sua cintura disparou e acabou o ferindo.

O tiro atingiu a panturrilha direita de Pablo. Ele foi obrigado a pedir socorro para seu irmão, que o levou até a UPA. A vítima, após a ação, foi encontrada em sua casa pelos guardas e relatou que havia sofrido um atentado e estava temeroso.
Pablo, após receber cuidados médicos e receber alta, foi levado ao plantão policial, onde foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio.


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