Erradicação de 11 árvores está prevista para o final do mês

Ana Paula Meneghetti

Os serviços para a erradicação de 11 árvores, em duas praças da região central de Mogi Mirim, devem ser iniciados no final deste mês. A informação foi confirmada pela Prefeitura, em nota enviada à reportagem, na última semana. Serão erradicadas oito árvores na Praça São José e três na Praça Floriano Peixoto, o Jardim Velho. Na mesma área, será realizado o plantio de ipês-amarelos, como forma de compensação.

De acordo com a Administração Municipal, trabalhos efetuados pela Secretaria de Meio Ambiente constataram, por meio de laudos, o envelhecimento e a pouca resistência das árvores, o que demanda a importância da operação. O objetivo é preservar a segurança dos munícipes.

A secretaria já deu início à campanha de conscientização da população quanto à necessidade do serviço. Paralelamente, a pasta ainda atua no plano de organização do trânsito, junto à Secretaria de Mobilidade Urbana, a fim de delimitar horários e períodos em que ocorra o mínimo de transtorno nas vias no entorno da Praça São José.

(Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

CCI: 40 anos de trabalho e amor

Ana Paula Meneghetti

“Eu me via no prédio ainda quando era só mato. Foi a bênção de Deus”, revelou o fundador e presidente, por mais de 35 anos, do Centro de Convivência Infantil (CCI) de Mogi Mirim, Luiz Parra, ao lembrar do momento em que se deparou com o terreno, que hoje abriga a entidade filantrópica, durante uma de suas andanças de bicicleta pelo bairro.

Para muitos, poderia ser só mais um sonho ou um momento de ilusão, mas seu Parra, como é conhecido na cidade, tinha a intuição de que seu projeto de vida chegaria longe. E, de fato, chegou. Na última quinta-feira, 12, o CCI completou 40 anos de fundação. São quatro décadas que carregam muito trabalho de um grupo de amigos e, principalmente, amor ao próximo.

Hoje, aos 85 anos, Parra recorda como tudo começou. Com a ajuda da esposa, que também atua como merendeira no CCI, servia café com leite e pão com manteiga para as crianças, na própria casa, no Santa Luzia. A ação foi feita por mais de 20 anos até ele encontrar o sonhado terreno, o espaço ideal para concretizar sua missão.

A história poderia parar por aí simplesmente, se não fosse a providência Divina. Na época, o terreno foi cedido pela Prefeitura e os eucaliptos deram lugar aos tijolos e cimento, todos doados para construir o que está lá de pé. A partir disso, Parra teve ainda mais certeza do seu propósito aqui no plano terreno: ajudar as pessoas. “Eu nasci para fazer esse trabalho e me sinto muito feliz”, afirmou, em entrevista ao jornal A COMARCA, por telefone.

Logo no início, o CCI atendia cinco crianças. “Foi uma luta sem fim”, comentou. E a luta ainda continua. Atualmente, a entidade filantrópica mantém duas unidades, beneficiando 217 crianças, com faixa etária de 3 a 12 anos. Voltado à educação, o CCI oferece oficinas de musicalização, jiu-jítsu, teatro, ginástica, artesanato, leitura, hidroponia, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de apoiar as crianças com o dever de casa, no período do contraturno escolar. Ao todo, são 33 funcionários, trabalhando das 7h às 17h, para manter o funcionamento das atividades. Quanto ao ensino, a entidade adotou o método da Escola da Ponte, idealizado pelo educador português José Pacheco, no qual os próprios alunos definem quais são suas áreas de interesse e desenvolvem projetos, tanto em grupo quanto individuais.

(Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)


SUSTENTABILIDADE
O foco do CCI é a sustentabilidade. Para evitar o desperdício de alimentos, as crianças, a partir de 3 anos, aprendem o sistema self-service, que ensina os pequenos a comerem tudo o que colocam na bandeja. A criança pode repetir quantas vezes quiser, nas quatro refeições servidas (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar), porém sem deixar resto de comida no prato.

Desde 2016, o CCI também gera, por meio do sistema de placas fotovoltaicas, que transforma luz solar em energia elétrica, mais de 100% da energia que consome. Agora, a entidade estuda usar a energia excedente com o sistema de indução elétrica para substituir o gás de cozinha.

Outro aspecto sustentável é o reuso da água da chuva. Os reservatórios, com capacidade de 21 mil litros, fornecem água para vasos sanitários, serviços com a jardinagem, limpeza e também para a hidroponia, um sistema de cultivo em que as plantas se desenvolvem sem a utilização de solo, sendo alimentadas através de uma solução nutritiva.

A entidade ainda aboliu o uso de copos descartáveis, outra atitude que o meio ambiente agradece. Os copos plásticos foram substituídos por canecas de vidros, para os adultos, e garrafas semitérmicas, para os alunos. “O modelo possibilitou deixarmos de descartar na natureza cerca de 100 mil copos, gerando uma economia anual de R$ 7 mil”, informou a diretoria do CCI.

A regra é que nada vá para o lixo. Tampas plásticas, CDs, lacres de latas de bebidas, revertidos para a campanha de troca por cadeira de rodas, garrafas e potes pet são reutilizados para a confecção de brinquedos e instrumentos musicais, por exemplo. Potes de sorvete e garrafões de cinco litros de água também são reaproveitados na estufa da hidroponia.

PROJETOS E VOLUNTARIADO
Até o final de 2019, a direção planeja ativar o laboratório de informática, em parceria com a Escola Técnica Estadual (Etec) “Pedro Ferreira Alves”, que irá ceder os monitores para as aulas. Outro projeto é ampliar o número de salas para oferecer cursos profissionalizantes aos alunos do Centro de Convivência e da região. A ideia, prevista para 2022, está em negociação de parcerias.

Como toda entidade, o CCI sobrevive com a ajuda de voluntários. Além da venda de pizzas para aumentar o rendimento, há 20 anos, um grupo de amigos da Suíça, onde foi fundada uma Organização Não-Governamental (ONG), também destina uma receita, trimestralmente. Assim como seu Parra, são anjos travestidos de gente. Gente como a gente, mas que ama se doar. “É a minha casa, minha vida (o CCI). O maior presente que Deus me deu depois da minha família”, acrescentou o fundador. Não é à toa; já se pode dizer que o CCI é um pedacinho do céu aqui na Terra.

(Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
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Lyra promove 1º Festival da Primavera neste domigo

Ana Paula Meneghetti

Para comemorar a chegada da estação das flores, a Lyra Mojimiriana, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, promoverá o 1 º Festival da Primavera neste domingo, 22, no Teatro de Arena, localizado no Complexo Esportivo José Geraldo Franco Ortiz, o Lavapés. A programação é gratuita e inclui apresentações musicais, práticas de yoga, plantio de árvores, entre outras atividades, das 9h às 18h.

Segundo o maestro e coordenador geral da Lyra Mojimiriana, Carlos Lima, a ideia surgiu a partir de um pedido do próprio público, durante a 8ª edição do Festival de Inverno de Mogi Mirim (Festimm). Embora a Lyra já tenha uma plateia fixa, Lima acredita que o evento é mais uma oportunidade para atrair novos espectadores. “Será uma experiência”, destacou o maestro.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Lyra, Anabel Favilla, a ideia do festival é difundir a cultura de ocupação das áreas verdes do município, uma prática comum nas grandes cidades do Brasil e também no exterior. “A intenção é expandir o aproveitamento dos parques como qualidade de vida e saúde mental”, completou a coordenadora. Além de ser um evento cultural e de integração, é uma ação educativa, uma vez que sensibiliza sobre a preservação do meio ambiente.

Outro destaque é a diversidade de atrações, o que garantirá um público abrangente, desde crianças à terceira idade. Para o maestro, o Teatro de Arena é um local que acolhe todos os tipos de pessoas por ser mais acessível, diferente do teatro do Centro Cultural que, para muitos, pode ser visto como um espaço inibidor.

O evento terá infraestrutura completa, dispondo de sanitários e uma praça de alimentação com food trucks, além de brinquedos infláveis. Os serviços da praça terão início a partir das 10h. Haverá ainda esquema de segurança, serviços médicos e apoio do Trânsito nas vias próximas ao local. A Secretaria de Cultura ajudará com o fornecimento de materiais e cobertura do palco.

Para deixar o festival com o espírito do mês, a Lyra também planeja uma decoração com flores e ainda uma exposição interativa com 22 fotos, registradas pelo fotógrafo Nato Canto, das aulas de musicalização infantil do Projeto Ser, ministradas em conjunto com a Lyra. O projeto é um serviço educacional responsável por atender cerca de 500 alunos, do 1º ao 5ª ano de escolas municipais, que estudam em período integral.

MAIS FAVORÁVEL
Em uma breve avaliação, o maestro Carlos Lima reconheceu o esforço do secretário de Cultura e Turismo, Marcos Antonio Dias dos Santos, o Marquinhos, em reativar as atrações culturais na cidade, até mesmo com a retomada do Conselho de Cultura. “O cenário é mais favorável, hoje, do que há quatro anos”, afirmou, quando considerava a pasta meramente uma repartição burocrática. Mas, a expectativa é sempre melhorar. “Se o projeto for executado, vai ser uma boa conquista”, disse Lima, ao mencionar a reforma do antigo Centro de Saúde, ao lado do Centro Cultural Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva, como uma área de aproveitamento para eventos, por exemplo, o Festimm.

O maestro ainda sugeriu a construção de um teatro maior em Mogi Mirim, a fim de fomentar outros setores, e defendeu a reforma do teatro do Centro Cultural. “Não só a aparência, como a estrutura interna. As pessoas têm que ocupar aquilo lá. É do povo”, acrescentou.

PROGRAMAÇÃO
9h – Alongamento e Yoga com Carol Zoli da Ibeas Academia
10h – Coral Infantil – Coral Municipal – Fanfarra da 3ª idade
11h – Banda Casa das Artes de Itapira
12h – Camerata – Lyrinha e Banda Lyra
13h – Orquestra Sinfônica e Tutti
14h – Banda Sound Borne
15h – Banda Simphonia Paralela
16h – Encerramento com Banda Diva Drive
* Praça de alimentação (com food trucks e brinquedos infláveis) – das 10h às 18h

(Foto: Nato Canto)

Assembleia fora do Vail Chaves elege Bernardi presidente

Diego Ortiz

Realizadas na área externa aos portões do Estádio Vail Chaves, por impedimento de ocorrer no setor interno, duas assembleias gerais extraordinárias decidiram a destituição do presidente Luiz Oliveira e a eleição por aclamação de João Carlos Bernardi para a presidência do Mogi Mirim, de forma provisória até o final de 2019. As assembleias foram realizadas nas noites de segunda e terça-feira, contando, segundo as atas, com 33 participantes no primeiro dia e 30 no segundo. A eleição definiu João como presidente até dezembro de 2019, quando encerraria o mandato de Luiz. Em novembro, haverá novas eleições para o biênio de 2020/2021. 

A convocação foi feita por associados antigos via edital, publicado pelo grupo da chapa eleita, Amigos do Mogi – Reage Mogi, a única a concorrer. Diferente do que havia dito de que nada faria contra a assembleia por considerá-la um devaneio, Luiz viajou até Mogi para impedir a realização da reunião na área interna do Vail e esteve no estádio nos dois dias.

Ontem, o grupo protocolou as atas em cartório e há um prazo de até 15 dias para retorno. Após o esperado registro, outros passos são comunicar as entidades desportivas, notificar extrajudicialmente Luiz sobre a destituição e, então, buscar amigavelmente a entrega da presidência ao novo grupo, algo descartado por Oliveira, que não reconhece a validade dos atos por entender que os participantes não são associados. Caso não consigam a presidência de forma amigável, o grupo estuda tomar medidas coercitivas e judiciais para Bernardi assumir, de fato, o comando. A validade das assembleias pode ser discutida na Justiça.

As assembleias foram abertas por Bernardi. O advogado Alcides Pinto da Silva Júnior Alcides atuou como secretário. Na segunda-feira, foi definida a destituição de Luiz, por unanimidade. Como Luiz não se fez presente e nem enviou representante, Alcides, embora opositor, promoveu, para cumprir o protocolo, uma defesa do dirigente, com argumentos contra a destituição. Entre os argumentos esteve o de que Luiz sempre lutou pelo melhor do clube, mas foi infeliz com parcerias e prejudicado pelas condições do país. Alcides classificou Luiz como vítima do sistema e pediu nova oportunidade para o dirigente resgatar o clube que tanto ama, o que foi encarado com zombaria nos bastidores. Em seguida, Luiz foi destituído. Na terça-feira, a destituição foi confirmada por unanimidade e Bernardi eleito por aclamação. 

Em seu discurso, Bernardi frisou que sua gestão irá iniciar um levantamento da situação do clube, iniciar tratativas com a Federação Paulista de Futebol e CBF para retomada nas competições e, ao final do mandato, apresentar um diagnóstico e um planejamento para um maior período de tempo. Apoiador do grupo, o ex-presidente do Conselho Deliberativo do Mogi na Era Barros, Luiz Adorno, o Luizinho, lembrou que a idéia é recadastrar os antigos sócios e cadastrar novos e falou da necessidade de uma pequena colaboração mensal como mensalidade. Filhos de Wilson Barros, Danilo, Marcos, Leandra e Márcia estiveram presentes.

A chapa eleita tem João Bernardi como presidente, Celso Semeghini como vice, José Marcos Dellafina de Oliveira como presidente do Conselho Deliberativo, formado ainda por Fábio Augusto Adorno, Ernani Gragnanello, Henrique Stort e Luiz Guarnieri. Os membros do Conselho Fiscal são Aloizio Cortez, Nilson Albano Pulz, Pedro Paulo Brandão, com os suplentes Ivan Bonatti, Pauloroberto Silva e Rogério Manera.

A chapa eleita teve João Bernardi como presidente (Foto: Diego Ortiz/A COMARCA)

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Mirlene Picin é a maior medalhista brasileira da história em campeonatos sul-americanos

Diego Ortiz

A maior medalhista brasileira da história em competições sul-americanas de esportes olímpicos entre homens e mulheres é, agora, de Mogi Mirim. A esquiadora Mirlene Picin superou a marca de 30 medalhas da nadadora Piedade Coutinho e se tornou a maior vencedora, com 32 conquistas, de 2009 a 2019. Falecida em 1997, aos 77 anos, Piedade tinha 30 medalhas na natação em diferentes provas da modalidade.

A marca de Mirlene foi alcançada com três bronzes na segunda etapa do Campeonato Sul-Americano de Biathlon 2019, realizada de 28 a 30 de agosto, no centro de ski de Cerro Otto, em Bariloche, na Argentina. O biathlon é uma modalidade olímpica de inverno que une duas disciplinas: ski cross country e o tiro com rifle 22.

Anteriormente, a mogimiriana contabilizava 28 medalhas e com as últimas três, da Argentina, o número chegaria a 31, já superando Piedade. No entanto, a atleta havia deixado de contabilizar uma medalha de prata de 2010, no Chile, depois confirmada, tendo, então 29 antes do Sul-Americano de 2019, o que fez, agora, o número chegar a 32.

Piedade divide com Joanna Maranhão a marca do melhor resultado da história da natação feminina de piscina do Brasil em Olimpíadas. Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, na Alemanha, obteve a quinta posição, colocação de Joanna em Atenas, na Grécia, em 2004. Piedade também disputou as Olimpíadas de 1948 e 1952. Na terceira posição em conquistas de medalhas em competições sul-americanas de inverno está justamente Joana Maranhão, com 24.

PROVAS
No dia 28, Mirlene competiu no sprint de 7,5 quilômetros com duas paradas de tiro, uma deitada e outra em pé. No dia 29, a prova foi a perseguição, de 10 quilômetros com quatro paradas de tiro, duas deitadas e duas em pé. A prova é denominada perseguição em função da ordem de largada estar relacionada ao resultado do dia anterior, do sprint.
No dia 30, a prova foi a largada em massa, em que todos largam juntos, com 12,5 quilômetros, envolvendo quatro paradas de tiro, duas deitadas e duas em pé.
Com o resultado, Mirlene terminou o Sul-Americano na terceira colocação.

CHILE
Na primeira etapa, em Portillo, no Chile, também em agosto, Mirlene havia conquistado três pratas. As conquistas foram nas provas de Sprint de 3 quilômetros com duas paradas de tiro; pursuit de 5 quilômetros com quatro paradas de tiro e Mass Start de 5 quilômetros  com quatro paradas de tiro. Estas três medalhas, Mirlene não contabilizou para a contagem de medalhas sul-americanas de inverno, pois em função de questões climáticas, a competição foi reformulada. A primeira etapa acabou sendo um cross biathlon de verão, pois, de forma surpreendente, o local onde a prova ocorreria ficou sem a habitual neve. Desta forma, em vez de envolver o ski, as provas foram de corrida com tiro de rifle 22. 

Como na maioria dos anos, Mirlene foi a única civil do Sul-Americano, que teve todos os outros competidores militares. Mirlene é patrocinada pela Visafértil e AJP Motos Brasil, além de contar com apoio da Murilhas Comunicação, Hospital 22 de Outubro, Mediphacos, Explosão Nutrition e Ibeas Academia.

Mogimiriana faz história ao chegar a marca de 32 medalhas (Foto: Arquivo pessoal)


UPA opera no limite da capacidade, aponta relatório

Flávio Magalhães

Um relatório produzido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), consultado pela reportagem de A COMARCA, aponta que a Unidade de Pronta Atendimento (UPA) da zona Leste da cidade está operando no limite de sua capacidade, quase na sobrecarga médica.

O laudo do conselho foi produzido após uma visita surpresa na UPA, a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a unidade, presidida pelo vereador André Mazon (PTB). De acordo com a avaliação do conselho, a construção da UPA não considerou uma evolução no número de atendimentos. Além da quase sobrecarga, também foi apontado pelo Cremesp que o prédio necessita de melhorias físicas, já que apresenta algumas infiltrações.

A falta de um aparelho de Raio-X na UPA também foi apontada no relatório do Cremesp. Sobre essa questão, a Prefeitura informou que o equipamento se encontra em fase de substituição. “A troca tem como justificativa o tempo de uso e o alto custo de manutenção. Um processo licitatório para a compra de um novo aparelho foi finalizado na manhã desta sexta-feira, 6, com a escolha da empresa responsável por fornecer o produto. Sendo assim, os pacientes que necessitam do exame, mediante ordem médica, são encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia”, informou, em nota, a Secretaria de Saúde.

DIRETOR TÉCNICO
O médico Lélio Silva Junior foi anunciado nesta semana como diretor técnico da UPA. Formado em Medicina pelo Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, em 2009, acumula experiências em UTIs (Unidades de Terapias Intensivas) de hospitais das cidades de Araras, Leme e UPA dos municípios de Sertãozinho e Avaré, antes de chegar a Mogi Mirim, onde atua desde 2011 na rede pública de saúde.

Como diretor técnico, o profissional vai trabalhar junto aos aspectos éticos, legais e técnicos da UPA, e desempenhar suas funções baseado na medicina e atrelado às questões médicas, humanas e legais. Ele é quem coordenará e orientará o corpo clínico, auxiliando na execução das atividades de assistência médica. Na parte da edificação, ou seja, a área física da unidade, tem como atividade estar atento a todo os detalhes visando dinamizar o serviço e levar ao usuário um atendimento de qualidade.


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Manara conquista 2 ouros no Parapan e vaga em Tóquio

Diego Ortiz

Duas medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, chegando a quatro no total de sua carreira, e a vaga garantida nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020. Sobraram celebrações para o mesatenista mogimiriano Luiz Felipe Guarnieri Manara como resultado da competição promovida entre agosto e setembro, no Peru.

O mogimiriano conquistou um ouro na disputa individual na Classe SM8, o que lhe garantiu a vaga para Tóquio, e outro por equipe.

Em 2015, Manara já havia conquistado dois ouros nos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, totalizando, agora, quatro medalhas douradas na competição. Em termos técnicos, a disputa no Peru foi considerada mais difícil em relação a do Canadá. “Com certeza, foi mais complicada pelo fato de que deu uma rejuvenescida muito grande na categoria. Só por essa característica foi mais difícil, de ter adversários novos, que eu nunca tinha jogado antes”, observou.

Um desses adversários foi justamente o da final individual, em que superou Steven Roman, da Costa Rica, de 16 anos, o atleta mais novo da categoria, por 3 sets a 1, com parciais de 11/9, 9/11, 11/9 e 12/10. Com duelo equilibrado, Manara acredita que o fator experiência foi fundamental para assegurar a vitória no jogo que valia, além do ouro, uma vaga em Tóquio. “Todos os sets foram na diferença mínima, eu acho que foi muito a questão da maturidade, da concentração para fazer os pontos decisivos. Foi um jogo que ganhei muito na questão da concentração porque a todo momento, eu estava pressionado”, explicou.

Embora nunca o tivesse enfrentado, o mogimiriano já havia assistido alguns jogos do costa-riquenho no Mundial do ano passado. “Ele me surpreendeu um pouco porque estava num nível bem superior, coisa até normal, porque atletas mais novos tendem a evoluir mais rápido. Foi um muito difícil, tive um pouco de dificuldade com o estilo de jogo dele”, reconheceu.

Já na disputa por equipe, como já estava escalado, Manara acabou indo para um duelo das semifinais, com muitas dores, como resultado de uma lesão sofrida no jogo anterior. Com dificuldades, a partida caminhava para uma derrota do mogimiriano, que se superou. “Eu consegui virar o jogo. Cheguei meio a que chorar no meio do jogo, mas, algo dentro de mim, conseguiu me dar uma tranquilidade para eu achar o caminho”, contou o atleta, que, lesionado, não pôde disputar a final diante dos Estados Unidos, mas assistiu seus companheiros fazerem sua parte e garantirem o ouro da equipe.

Manara conta com os apoios da Marklub, Nissan Kento, Morecap e Bar do Tina.

Manara contempla o ouro conquistado no Parapan (Foto: Exemplus/CPB)

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