Prefeito manda Fênix suspender integração

Diante das reclamações de usuários do transporte coletivo de Mogi Mirim, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) determinou nesta quarta-feira, 18, que a empresa Fênix volte a operar com o mesmo itinerário que adotava antes do sistema de integração, iniciado na última quinta-feira, 12. Os horários, que já eram conhecidos pelos passageiros, voltarão a ser cumpridos. As mudanças já valem a partir de sexta-feira, 20.

Por meio de notificação feita pela Secretaria de Suprimentos e Qualidade, a empresa terá que voltar com os itinerários antigos e terá 20 dias para implantar um novo sistema de integração que se adeque à necessidade dos usuários, sem que eles sejam prejudicados em seus deslocamentos.

“É inaceitável que os usuários do transporte coletivo, que deveriam ser beneficiados com a integração, estejam descontentes com a mudança feita pela empresa. Exijo o retorno imediato dos horários e um estudo rápido da empresa, sob o acompanhamento da Secretaria de Transportes, para implantar o sistema de forma a beneficiar e não confundir a população”, afirmou o prefeito, em nota divulgada à imprensa.

Com isso, a expectativa é de que todos os contratempos causados pelo sistema sejam solucionados até sexta-feira e uma nova integração, sem alterar os trajetos já realizados pelos ônibus na cidade, seja estruturada.

Representantes da empresa assinaram a notificação na manhã desta quarta-feira, 18, e acataram a decisão do prefeito, sob pena de providências legais previstas no contrato de concessão em caso de descumprimento.



Integração começa a operar sob reclamações

O tão aguardado sistema de integração do transporte público de Mogi Mirim começou a operar na quinta-feira, 12. Mas, ao contrário de atender as necessidades do usuário, deixou muita gente insatisfeita com os novos horários e itinerários adotados pela Viação Fênix. Muitos reclamaram da longa espera no ponto. Outros disseram que tiveram que pagar por duas passagens, mesmo passando por duas catracas dentro de uma hora.

A integração, segundo a Fênix, permite que os passageiros peguem dois ônibus dentro do limite de uma hora (ou uma hora e meia no caso de algumas linhas mais distantes do Centro), pagando apenas uma tarifa. Essa integração pode ser feita em qualquer ponto, e não obrigatoriamente na Rua Coronel João Leite, reativado pela Prefeitura. Esse ponto servirá para concentrar algumas linhas, facilitando a logística de integração.

Quem precisou do transporte público nesses dois dias de integração – quinta e sexta-feira – teve muitos empecilhos. João da Silva Gomes não pensou duas vezes. “Está uma porcaria”, frisou. Morador na Vila Dias, ele precisou vir ao centro ontem. Disse que ficou mais uma hora no ponto esperando pelo ônibus no bairro onde mora. “Esperei tanto que resolvei vir a pé. Agora, vou voltar de ônibus. Vamos ver quanto tempo vou esperar”, disse, enquanto aguardava no ponto do Jardim Velho.

A mesma reclamação foi feita por Cristina Aparecida de Campos. Também moradora na Vila Dias, ela disse que ficou mais de duas horas no ponto até o ônibus que a levou para o centro passou. Além da longa espera, Cristina criticou a falta de um terminal rodoviária estruturado. “Aqui (Jardim Velho) tem muita gente que precisa de ônibus, senhoras de idade, e não tem sequer um banheiro”, apontou.

Outra moradora da Vila Dias, Maria do Carmo Costa chegou atrasada no serviço. Ela pegou o ônibus no bairro às 6h55 e chegou no Jardim Velho umas 7h05. Esperou até 7h30 para pegar outro ônibus que a levou para a Santa Cruz. “Entrei 8h no serviço. Cheguei atrasada. Antes tinha ônibus direto da Vila Dias para a Santa Cruz. Está muito bagunçado ainda”, comentou.

Com a integração, foram estabelecidos novos horários para os ônibus. Essa mudança não agradou a Raimunda Noli. Ela mora no distrito de Martim Francisco e trabalha num condomínio próximo à avenida 22 de Outubro. Antes do sistema, Raimunda pegava o ônibus por volta das 5h15 e chegava no centro pouco depois das 6h. Com o dia claro, ia para o trabalho caminhando.

Com a mudança, o ônibus agora passa antes das 5h. “Passou no ponto perto de casa às 4h50 com apenas três passageiros. Chegamos no Jardim Velho às 5h15. Ainda está escuro e eu tenho que ir caminhando sozinha, porque nessa hora, não tem ninguém pela rua. É muito inseguro”, reclamou.

No entanto, a maior indignação partiu de Julia Colucci, que reside no Jardim Planalto. Ela sempre pegou um ônibus que ligava o bairro onde mora diretamente ao Parque do Estado, onde trabalha. Com a integração, ela precisa pegar dois ônibus. Até aí nada demais, se não fosse o fato de que teve que pagar por duas passagens.

“Tive que descer no Jardim Velho para pegar outro para o Parque do Estado. Quando entrei nesse segundo ônibus, o motorista disse que não tinha integração. Fui obrigada a pagar outra passagem”, reclamou. O mesmo aconteceu na volta. Isso, na quinta-feira. Ontem, para não correr o risco de ter que pagar quatro vezes novamente, conseguiu duas caronas.

Na ida para o trabalho, uma carona a deixou na Rodoviária. Lá, pegou o transporte intermunicipal que liga Mogi Mirim a Mogi Guaçu. Desceu no meio do trajeto, próximo ao Parque do Estado. Na volta, ganhou outra carona até o centro. E do Jardim Velho, pegou o ônibus que a levou para casa. “É um absurdo ter integração numa cidade do tamanho de Mogi Mirim, que nem terminal de ônibus tem”, reclamou.

O gerente operacional do grupo Fênix, Sandro Rogério de Souza, explicou na semana passada, quando do anuncio do início da operação da integração, que nos primeiros dias será possível observar o funcionamento do sistema e fazer ajustes, se necessário. “Estaremos com nova grade horária, para evitar acúmulo de linhas e manter um intervalo regular entre os ônibus”, destacou.

Para que o usuário conheça a estrutura do novo sistema, a Fênix distribuiu um encarte com os novos horários e itinerário. São 14 linhas, sempre ligando o centro a um determinado bairro referência, nas quatro regiões da cidade. Para cada linha, são informados os horários de saída, tanto do centro, quanto do bairro referência, dos dias úteis e feriados e finais de semana, bem como o itinerário da ida e da volta.


Tarifa do transporte público passa a R$ 4,20

Com a integração em funcionamento, o Governo Municipal autorizou o reajuste da tarifa de ônibus, de R$ 3,50 para R$ 4,20. Decreto nesse sentido, de autoria do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB), foi publicado na edição de quarta-feira, 11, do Jornal Oficial do Município, no qual estabelece que o novo valor começa a ser aplicado a partir de segunda-feira, 16.

O decreto prevê ainda que os estudantes que fizerem a compra antecipada de passe especial nos postos de venda autorizados, pagarão a tarifa de R$ 2,10 (dois reais e dez centavos), correspondente a 50% da passagem integral. O valor foi confirmado há mais de um mês em audiência pública sobre o assunto, mas apenas autorizado pelo prefeito Carlos Nelson com a condição de que a integração estivesse em vigor.

Nessa mesma audiência, coube ao sócio-administrador da Viação Fênix, Victor Hugo Chedid, detalhar os cálculos que levarão a tarifa dos atuais R$ 3,50 para R$ 4,20. Lembrou dos investimentos feitos pela empresa com a aquisição de novos ônibus e que a última revisão no preço da passagem foi em 2015 e que cidades vizinhas já pagam valores iguais ou superiores a R$ 4,20.

Explicou que os maiores fatores que implicam no aumento e no reajuste tarifário são a queda no número de passageiros que utilizam transporte público, a manutenção da frota e da equipe, o aumento da quilometragem das linhas e a elevação de tributos. “E Mogi Mirim tem uma particularidade, tem uma das maiores gratuidades que já vi em cidades que operamos”, disse Chedid.

Hoje, em Mogi Mirim, podem andar gratuitamente de ônibus idosos acima dos 60 anos, pensionistas de qualquer idade, aposentados de qualquer idade, portadores de necessidades especiais e seus acompanhantes, além de estudantes que pagam apenas metade da tarifa. O resultado é uma tarifa 41% mais cara do que se não houvesse gratuidade.

O sócio-administrador da Fênix revelou ainda que em janeiro, quando foi pleiteado pela primeira vez o reajuste da tarifa, o valor pedido foi R$ 5,83. No entanto, a empresa tomou algumas medidas para reduzir a proposta. Uma delas foi a demissão de 43 cobradores e a reestruturação dos itinerários, que vai permitir à viação trabalhar com menos veículos (19 ao invés de 24) e menos quilometragem.

A queda do preço do óleo diesel também foi considerada e a empresa chegou ao valor de R$ 4,26. Em estudos paralelos, a Secretaria de Trânsito, Transportes e Serviços calculou os R$ 4,20.

‘Nosso trabalho não é limpar a cidade’

Flávio Magalhães

Questionada por vereadores nas últimas semanas, a secretária de Assistência Social Leila Feracioli Iazzetta convidou os representantes da Câmara Municipal de Mogi Mirim para uma reunião a fim de explicar a realidade das pessoas em situação de rua (PSR, na abreviação técnica). O encontro se deu no Centro de Referência em Assistência Social (Creas), pivô de uma polêmica que vem se arrastando por meses.

Isso porque o Creas, na esquina entre a Igreja de São Benedito e a Santa Casa de Misericórdia, passou a distribuir café da manhã e banho diariamente à população de rua. Consequentemente, essas pessoas começaram a se reunir na Praça Duque de Caxias e causar desconforto aos moradores do entorno, que chegaram a procurar A COMARCA para externar suas reclamações.

Diante da polêmica e das cobranças, o Creas reduziu o café da manhã e o banho para dois dias na semana: segunda e quinta-feira. Paralelamente, procurou outro imóvel na região central, mas sem sucesso. “E o Creas precisa ser no Centro da cidade, por característica de legislação”, explicou Leila. Uma solução, porém, foi encontrada a poucos metros dali.

A Secretaria de Assistência Social alugou a antiga sede da Guarda Mirim, na ladeira São Benedito, para voltar a oferecer café da manhã e banho aos moradores de rua diariamente. Com a diferença de que o novo imóvel terá espaço suficiente para abrigar do lado de dentro todos os que procuram atendimento pela manhã, o que não ocorre no Creas devido ao espaço limitado.

O Poder Público também se comprometeu a recuperar o imóvel alugado, que precisa de algumas melhorias. Nesse caso, a Assistência Social deverá unir o útil ao agradável. Oferecerá cursos de capacitação à população em situação de rua, que aplicará os conhecimentos na recuperação do prédio. A expectativa é que dentro de um mês os atendimentos sejam transferidos para lá. O Creas, por sua vez, continuará no mesmo lugar.

“O ‘problema’ não foi resolvido”, pontuou Leila. “Eles [PSR] escolhem o local onde vão ficar e não podemos obriga-los a sair. Podemos tentar convencê-los, mas não obriga-los, não temos autoridade jurídica para isso. Eles também possuem direitos de ir e vir”, comentou, sobre o incômodo causado no largo de São Benedito. “Nosso trabalho é técnico, não é de limpar a cidade”, completou.

A secretária de Assistência Social ressaltou que a Pasta não tomará medidas consideradas “higienistas”, como transferir a população de rua compulsoriamente para outras cidades. Atualmente, são registrados 69 moradores em situação de rua na cidade, além de outros 30, aproximadamente, que não aceitam qualquer tipo de contato com o Poder Público.

A essa centena de pessoas morando na rua, soma-se os trecheiros, segmento de PSR que vivem de cidade em cidade, passando de dois a três dias em cada uma e procurando os serviços públicos de acordo com suas necessidades. São, em média, 30 por mês em Mogi Mirim. Alguns meses são menos, outros meses são mais.

Daqueles que são reconhecidos pela Assistência Social, a maioria é da cidade. Desgarraram-se da família, invariavelmente, por problemas derivados do alcoolismo. “São pessoas doentes, alcoólatras, não são vagabundos”, frisa Leila. Além da dependência, há casos de autismo leve, esquizofrenia, transtornos de intelectualidade e consumo de drogas. Muitos foram diagnosticados com HIV, sífilis ou tuberculose.

“O ‘problema’ ainda não foi resolvido”, pontuou Leila


ACOLHIMENTO
Dentro do serviço de proteção social, há quatro modalidades de acolhimentos institucional. Mogi Mirim não possui nenhuma delas. As mais próximas de se tornarem realidade são o abrigo institucional e a casa de passagem. Embora tenham suas próprias características, ambas são servem como acolhida provisória aos moradores de rua.

A questão passa pelos recursos financeiros da Pasta de Assistência Social. “Este ano e o ano passado foi para pagar dívida”, lembrou Leila, que hoje destaca que não atrasa nenhum pagamento com entidades assistenciais da cidade, que prestam atendimentos aos idosos, acamados ou não, de maneira permanente, além de crianças em situação de vulnerabilidade social.

Também é levado em conta que cerca de 15% da população – o que corresponde a mais de 22 mil cidadãos – formam o público-alvo dos serviços oferecidos pela Assistência Social. Com esse contingente, a Secretaria canaliza seus recursos para famílias em situação de extrema pobreza abrangendo crianças, adolescentes, idosos e portadores de necessidades especiais.

Além dos órgãos assistenciais, a Pasta gerencia diretamente as unidades de Centro de Referência de Assistência Social (Cras) com unidades instaladas no Jardim Planalto e nas regiões Leste e Norte, bem como o Creas na região central, além do Centro de Integração Social (CIS), o Conselho Tutelar, a Vila Dignidade e o Pró Idoso.

Contestada, Prefeitura adia demolição do Centro de Saúde

Flávio Magalhães

A Prefeitura adiou a demolição do antigo Centro de Saúde, na Avenida Santo Antônio, antes prevista para o feriado de 9 de julho, segunda-feira. A informação foi dada pelo secretário de Governo Danilo Zinetti, que admitiu precipitação na divulgação da data em que o imóvel será derrubado. “Não queremos brigar com ninguém, vamos nos adequar às posições contrárias”, afirmou à imprensa.

No entanto, Zinetti reforçou a posição da Administração Municipal de derrubar o prédio. Explicou que a reforma era a primeira opção da Prefeitura, mas que essa ação dispenderia muitos recursos. “São quase mil metros de construção, seriam gastos R$ 2 milhões. Será que é vantagem?”, questionou, lembrando que a Prefeitura tem outras prioridades em investimentos, como na área da Saúde.

Além disso, o Governo precisa aguardar o parecer do Centro de Documentação Histórica (Cedoch), como determina a legislação vigente, já que o prédio está no chamado Centro Histórico de Mogi Mirim. Contudo, tal parecer é consultivo, não deliberativo, ou seja, não tem o poder de vetar uma decisão do Poder Executivo pela demolição.

A documentação necessária foi enviada ao Cedoch na terça, 3, já que a matrícula do imóvel ficou pronta na segunda-feira, 2. “Não vamos derrubar sem um parecer do Cedoch”, explicou Zinetti. “Mas estamos muito tranquilos, vamos aguardar e nos reunir novamente”, informou o secretário de Governo, muito embora já tenha descartado investir muitos recursos no local. “Seria um desperdício de dinheiro no momento”.

A vistoria no imóvel foi realizada no último dia 26, por técnicos da Prefeitura. O relatório, o qual A COMARCA obteve acesso, aponta que o prédio “apresenta todos os problemas decorrentes do tempo, agravado pela falta de uso e manutenção”. Destaca trincas, rachaduras e infiltrações no local, além do piso que cedeu em diversos pontos e do telhado comprometido.

Uma reforma, segundo o relatório, envolveria a troca de todo o piso interno e externo e compactação, reforço na estrutura do imóvel, tratamento de trincas e rachaduras, troca de todo o reboco interno e externo, troca de todos os caixilhos e portas, troca da estrutura danificada do telhado e cobertura, nova rede hidráulica e elétrica e pintura.

Sem manutenção, o terreno se tornou atrativo para o descarte de materiais, levando preocupação às autoridades sanitárias e epidemiológicas quanto a existência de possíveis criadouros do Aedes aegypti. Outro fator evidenciado pelo abandono – como a retirada dos portões – faz com que moradores em situação de rua pernoitem no local.

Essas ocorrências, aliás, fizeram com que as negociações fossem aceleradas pela Prefeitura junto ao Estado, a fim de passar a administrar o espaço público. O deputado Barros Munhoz (PSDB) intercedeu junto ao então governador Geraldo Alckmin (PSDB). O acordo prosperou e desde 8 de junho – data de assinatura da escritura de doação da área e do imóvel pelo prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) – o espaço é patrimônio do município.

A Prefeitura já revelou a intenção de criar uma área verde naquele local, permitindo viabilizar uma espécie de extensão natural do Centro Cultural “Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva”, localizado ao lado do terreno. Além da arborização, a infraestrutura a ser construída permitiria que diversas atividades culturais e recreativas também possam ser realizadas no local.

Condições precárias do prédio inviabilizam uma reforma no momento


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Festimm 7 vai até sábado com palco externo e food trucks

Neste ano, o Festival de Inverno de Mogi Mirim (Festimm), que começou na sexta-feira, 29, está diferente das edições anteriores e muitas das atrações serão totalmente gratuitas, com a finalidade de atrair um público maior ao evento.

Desta forma, muitas bandas tocarão no palco externo do Festimm, que estará localizado ao lado da entrada do Centro Cultural “Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva”, na área de estacionamento do local, ao lado do antigo Centro de Saúde. Haverá ainda várias opções de food trucks em uma completa Praça de Alimentação.

No dia 5, quinta-feira, após o show no teatro, às 21h30, Brandini Trio dá seu show repleto de Jazz e MPB. No dia 6, Monallizza faz um verdadeiro tributo à Tim Maia, um dos maiores ícones da música brasileira. Possui um repertório passando por todas as fases do Tim: desde os clássicos dançantes, românticas, funks, e muito mais.

E no dia 7, para fechar a programação do Festimm com chave de ouro, uma mistura de ritmos, vozes e instrumentos. Por aproximadamente 12 horas, diversas bandas, músicos, vozes irão se revezar para animar o pessoal. Carlos Lima Trio; Dailton Lopes, Luiz Lima e convidados; The Banda’s Band; Paulo Pimenta; Thiago Paccola; Banda Lyra e Orquestrinha Lyra são alguns que integram a programação do último dia de festa!

NO TEATRO
Hoje, terça-feira, os grupos da Lyra fazem um grande musical, envolvendo mais de 300 vozes e músicos, em uma homenagem a Milton Nascimento, chamada de “As várias pontas de uma estrela”.

“Films & Games in Concert” é a atração certa para aqueles que curtem games e filmes. Trata-se de um concerto-espetáculo, que será apresentado pela Orquestra Sinfônica de Americana na quarta-feira, às 20h. A regência é de Álvaro Peterlevitz. As trilhas serão tocadas junto com a exibição de vídeos com trechos dos filmes como "Star Wars", "Game of Thrones" e "Piratas do Caribe", além de trilhas de videogames, tais como "Battlefield", "Super Mario" e "Final Fantasy".

Na quinta-feira, às 20h, a Orquestra Oficina de Cordas, de Campinas, traz ao palco do Centro Cultural de Mogi Mirim as Quatro Estações de Antonio Vivaldi. Uma apresentação diferente do formato tradicional de concerto, com mudanças de iluminação e projeção de pinturas que ilustram e criam o clima das estações que serão interpretadas pelo violinista Guilherme Caleb. Após o show no teatro, às 21h30, Brandini Trio dá seu show repleto de Jazz e MPB.

Na sexta, 6, a Camerata de Cordas Lyra Mojimiriana presta homenagem a um dos grupos mais icônicos: o Queen. O espetáculo “Queen Sinfônico” traz grandes músicas da banda britânica, que tinha a voz de Freddie Mercury, em um espetáculo instrumental, com a participação do solista Guga Costa, que irá agradar os amantes do rock. É as 20h.

Na saída do teatro, a banda Monallizza já chama o público para um verdadeiro tributo à Tim Maia, um dos maiores ícones da música brasileira. O grupo possui um repertório extenso, passando por todas as fases do Tim: desde os clássicos dançantes, até os funks.

INGRESSOS
O público que prestigia o Festival de Inverno de Mogi Mirim (Festimm), neste ano terá maior comodidade na hora de adquirir os ingressos para as atrações no teatro do Centro Cultural: eles já estão sendo disponibilizados para compra pela internet. Os tickets custam R$ 20 (inteira), mas aqueles que comprarem antecipadamente irão pagar o valor de meia-entrada, ou seja, R$ 10.

Desta forma, quem quiser assistir as atrações pagas, poderão fazer a compra online pelo site www.festimm.com.br, de forma rápida e simples, sem a necessidade de sair de casa ou do trabalho. Ao entrar no site oficial do Festimm, basta escolher o espetáculo e clicar no botão “Comprar”. O usuário será direcionado ao site Eventbrite e deverá clicar no botão “Ingressos” e, na página que irá abrir, basta escolher a quantidade desejada e os lugares no teatro. Após isso, basta escolher a forma de pagamento: boleto bancário ou pelo cartão.

Um voucher será gerado com as informações da data escolhida, bem como o lugar no teatro e um QR Code, que é fundamental para a entrada no teatro. Esse documento deverá ser impresso e entregue na portaria, para que o código seja escaneado.

Mesmo com a novidade, os ingressos continuarão sendo comercializados na sede da Lyra Mojimiriana, localizada na Avenida Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, 51, ao lado do Teatro de Arena.

Banda Monallizza fará tributo a Tim Maia


Impasse atrasa integração de ônibus no Jardim Velho

Flávio Magalhães

A integração do transporte público, que permite aos passageiros pegar dois ônibus pagando apenas uma passagem, ainda não está funcionando devido a um impasse entre a Prefeitura e alguns moradores da região central, onde seriam construídos dois novos pontos de ônibus. A polêmica gerou um atraso na implantação do sistema.

“A integração já deveria estar funcionando”, admite o secretário municipal de Trânsito, Transporte e Serviços, José Paulo da Silva, que convocou a imprensa na última terça-feira, 26, para dar explicações sobre o assunto. “O sistema da Viação Fênix está pronto, falta apenas a construção dos pontos de parada de ônibus”, justificou.

O Jardim Velho foi escolhido como ponto de integração por ser o lugar que mais agrada aos passageiros e por estar próximo ao centro comercial e bancário da cidade. No entanto, com a integração, há a necessidade de se criar um espaço para a parada de até quatro ônibus ao mesmo tempo. Atualmente, a Praça Floriano Peixoto suporta apenas dois ônibus parados sem prejudicar o fluxo do trânsito.

A solução seria aumentar a calçada da Rua Dr. Acrísio da Gama e Silva, de modo a alinhá-la com a calçada do Jardim Velho, eliminando o atual estacionamento em diagonal que existe ali, no antigo ponto de táxi. Assim, outros dois ônibus poderiam parar nesse quarteirão para o embarque e desembarque de passageiros. É exatamente essa a obra contestada pelos moradores daquela região.

“A obra teria duração de 15 dias, no máximo, mas decidimos aguardar por causa desse impasse”, frisou José Paulo. A Prefeitura até já começou a estudar outras alternativas, como o Espaço Cidadão, mas essas soluções demandariam mais tempo. “E os passageiros não gostam do Espaço Cidadão, pois é mais longe do centro”, afirmou.

Desmembrar a integração para o Espaço Cidadão também esbarra na questão do tempo, já que o passageiro possui uma hora a partir do momento em que passa na catraca do primeiro ônibus para poder tomar o segundo sem pagar uma nova tarifa. Descer no Espaço Cidadão para pegar uma nova linha no Jardim Velho tomaria tempo do usuário do transporte público.

“Vamos parar e aguardar, a gente pede um pouco de paciência sobre esse impasse”, pediu o secretário municipal. O receio da Prefeitura é fazer a obra na Dr. Acrísio da Gama e Silva à revelia dos moradores e sofrer uma derrota na Justiça através de um pedido liminar, paralisando todo o sistema de integração.

José Paulo garantiu que a determinação do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) continua: não permitir o reajuste da tarifa de ônibus até que a integração do sistema esteja funcionando. Por outro lado, os passageiros que precisam de duas conduções para chegar ao destino, como no caso da UPA da zona Leste, são os mais prejudicados, pois continuam pagando duas passagens até a questão se resolver.



Furtos no Cemitério da Saudade viram rotina

Há pouco mais de um mês, a Guarda Civil Municipal deteve um casal, suspeito de ter furtado um vaso dourado e um suporte de vela de um jazigo do Cemitério da Saudade, na avenida Pedro Botesi. Juliana Pereira da Silva, 33, e Artur Preto Neto, 32, foram flagrados por um funcionário do cemitério furtando o vaso e fugiram a pé.

O funcionário seguiu a dupla e chamou a GCM. O casal foi abordado na avenida 22 de Outubro com uma mochila preta. Dentro dela, estava o vaso furtado e o suporte de vela. Os suspeitos registravam antecedentes por furto e tráfico de drogas. Foram autuados em flagrante na ocasião.

O caso em questão retrata uma realidade triste e muito comum no Cemitério da Saudade. Usuários do Facebook revelaram episódios semelhantes nesta semana. O tema ganhou repercussão depois que um internauta fez uma espécie de desabafo em seu perfil. Ele relatou que foi até o cemitério no domingo, 24, e quando chegou no túmulo do seu pai, não encontrou nem a lápide, e nem a foto.

“Em vida, meu pai sofreu tanto e quando falece, achamos que vai descansar em paz, e acontecem essas coisas desagradáveis. Ali não estão só os restos dele, ali está alguém que foi muito importante a todos da família, e é um direito nosso cuidar cada qual do seu túmulo, mas quando chegamos para visitar e nos deparamos com isso, é revoltante. Cadê as autoridades, pessoas responsáveis. Gostaria encarecidamente de uma explicação para isso. Acho uma verdadeira falta de respeito e um grande descaso”.

O relato fez outras pessoas se manifestarem, por também terem passado pela mesma situação. “Ninguém faz nada. Não é o primeiro, nem o último. Do meu vô roubaram a foto. O que eles fazem com a foto de alguém que nem conhecem, é um descaso, mas infelizmente, ninguém faz nada”, ressaltou outro internauta.  “Da família do meu marido não tem mais nenhuma foto porque roubaram, triste demais”, reforçou mais uma.

“O da minha sogra roubaram as fotos e os puxadores. Fui reclamar e o que disseram? Nada, além de uma caixa cheia de fotos e puxadores para que procurasse qual era a foto da minha sogra. Simples assim. Absurdo total", lamentou mais um. O problema foi denunciado por um usuário da rede social. Segundo ele, os ladrões fizeram um buraco no muro dos fundos do cemitério e, por ali, entram no local para levar as peças de bronze.

A Prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Segurança está ciente dos furtos que vem acontecendo no Cemitério e, para tentar conter essas ocorrências, pediu para a Guarda Civil Municipal reforçar o policiamento no local, inclusive, no período noturno. Por falta de efetivo disponível, a SMS não tem como destinar um agente exclusivo para essa finalidade.

Ao mesmo tempo, um estudo está sendo elaborado pela Secretaria de Planejamento para a adoção de medidas que possam dificultar a entrada de pessoas no cemitério fora do horário de abertura. 

Guarda Municipal conseguiu recuperar algumas peças furtadas


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