Bombeiros resgatam gavião que teve asa cortada por linha de cerol

Um gavião-carcará foi salvo por uma equipe do Corpo de Bombeiros na última semana. A ave teve a asa cortada por uma linha de cerol e caiu em um terreno residencial. O policial militar Eliseu Bordignon foi quem encontrou o animal e acionou a equipe dos bombeiros.

“Aí fui no fundo do quintal e encontrei a linha de cerol com as penas do gavião”, relatou Bordignon para a reportagem de A COMARCA. Os Bombeiros levaram a ave ao Horto Florestal, onde passou por uma cirurgia no início da semana.

Responsável técnico pelo Horto, o veterinário Acácio dos Santos e sua equipe realizaram a cirurgia no gavião-carcará. “Foi um espetáculo”, resumiu. Foi implantada uma haste especial na medula do animal, que agora deve permanecer em internação.

Ave recebeu haste metálica e deve permanecer em observação por até 40 dias (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Acácio explicou que o gavião-carcará chegou ao Horto com uma ruptura total da asa, provocada pela linha de cerol. “Ele tem chances de voltar a voar, mas precisa ficar de 30 a 40 dias internado”, ressaltou o veterinário.

Em 60% dos casos, segundo Acácio, o trauma na asa é irreversível. O gavião-carcará salvo pelos Bombeiros e pelos veterinários do Horto permanece em um recinto com outras duas aves da mesma espécie, que também foram reabilitadas pelos veterinários.

CEROL
Desde 2002 está em vigor no município uma lei que proíbe o uso de cerol em pipas e papagaios. A multa é de R$ 50. No caso de empresas que produzam, comercializem, armazenem, transportem ou distribuam cerol, a multa é de R$ 900, dobrada em caso de reincidência. Na segunda reincidência, a empresa tem o alvará de funcionamento cassado.

Já em 2006, o Estado de São Paulo também sancionou legislação que proíbe uso da linha cortante. Quem não cumpre a determinação estadual pode pagar uma multa de aproximadamente R$ 70.

Por Flávio Magalhães

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