Falta de calçada cria risco a pedestres na zona Leste

Todos os dias, seja a trabalho ou a passeio, os pedestres que precisam cruzar a ponte sobre a linha do trem, no final da Rua Ariovaldo Silveira Franco, colocam a vida em risco. Isso porque não há calçadas nas proximidades e a própria ponte apresenta um passeio muito estreito, que gera reclamação dos moradores.

“É arriscado”, resume Dênis da Silva Vicente, que mora no Jardim Linda Chaib e sempre passa pela ponte. “E quando chove, alaga a calçada”, completa Francieli Cristina dos Santos, se referindo ao estreito passeio construído na ponte, que não tem vazão para as águas pluviais.

Pedestres dividem espaço com carros no final da Avenida Ariovaldo Silveira Franco (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

A reportagem de A COMARCA acompanhou Dênis e Francieli passando pelo local com um carrinho de bebê. Na ponte, só é possível passar uma pessoa por vez e o carrinho de bebê quase não cabe no passeio.
Do outro lado, é inviável a travessia pelo pedestre. Um encanamento que atravessa a ponte ocupa a já quase inexistente calçada localizada ali. Como se não bastasse, depois da ponte não há qualquer área destinada ao trânsito de pedestres.

“As pessoas têm que dividir espaço com os veículos”, alerta Hélio Gomes. Morador da Estrada do Bairrinho, ele afirma que o problema existe há muitos anos, mas que nenhum governante resolveu até hoje. O trecho é um dos únicos acessos à zona Leste, recebendo grande tráfego de veículos.

Além do problema da segurança, o local sofre com o despejo irregular de lixo. “O pessoal joga até sofá”, relata o vendedor João Batista Guimarães, que trabalha próximo ao local vendendo garapa. “Tem lixeiro na rua, para que jogar lixo aqui?”, critica.

Acúmulo de lixo e entulho preocupa moradores da região (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Além de diversos sacos de lixo, o terreno baldio próximo a linha do trem acumula várias embalagens descartadas. A preocupação dos moradores é justamente com a proliferação do mosquito transmissor da Dengue, já que o Verão e as chuvas se aproximam.

Por Flávio Magalhães

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