Gerson anuncia saída do Governo Stupp

O vice-prefeito, e agora ex-secretário de Saúde, Gerson Rossi Júnior (PPS) reuniu a imprensa na última segunda-feira, 21, para dizer que não faz mais parte do primeiro escalão do prefeito Gustavo Stupp (PDT). “A partir do momento em que deixo de ser secretário, deixo de ser governo”, resumiu aos jornalistas.

Sua saída, garantiu, não tem relação nenhuma com a onda de exonerações promovida pela Prefeitura para economizar gastos. Até porque, continua recebendo o salário de vice-prefeito. Agora, Gerson segue nas funções de coordenador do plano de contenção a Dengue, da Rede Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas e da captação de recursos para entidades assistenciais do município.

Gerson se diz fora (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
Embora eleito para fazer um governo “a quatro mãos” com Gustavo Stupp, como propagado nas campanhas eleitorais, Gerson agora admitiu que pensa diferente do chefe do Executivo. Esse, inclusive, é um dos motivos de sua demissão. “São algumas atitudes administrativas que não concordo e que também não posso contrapor”, justificou.

O vice-prefeito já tinha intenção de deixar a Secretaria de Saúde até o final do ano, mas adiantou sua decisão. Saiu exatamente no momento em que a Administração Municipal cortou todos os cargos comissionados do PPS, seu partido. A separação, ressaltou, não foi traumática. “Eu não sou de briga”, alega.

Além disso, Gerson quer independência. “É preciso começar a separar o político do administrativo”, ponderou. O vice-prefeito também é presidente de partido e as articulações políticas estão a todo vapor. Dobradinha com Stupp assegurada para 2016? Com certeza, não. As conversas com lideranças, como o ex-prefeito Carlos Nelson Bueno (sem partido), devem se intensificar.

A independência de Gerson pode ecoar até no Legislativo, onde o PPS tem Laércio Pires e Mané Palomino. “Eu adoto uma postura mais independente e os vereadores também podem adotar”, sugeriu. Mas tudo, inclusive a permanência ou não na base de apoio do Governo Stupp, será decidido nas futuras convenções do partido.

Reiterando que não houve briga com o prefeito, Gerson afasta o rótulo de “traidor” por estar pulando do barco do Governo. “Não quero ser taxado de oportunista, quero apenas conduzir as coisas com total independência”, reforçou. “Agora é o momento”.

BALANÇO
Comandando a Saúde por um ano e oito meses, Gerson Rossi Júnior diz que deixa o cargo com um sentimento de missão cumprida. Reduziu a dependência do município ao Consórcio Intermunicipal de Saúde e reestruturou os convênios com a Santa Casa, suas duas prioridades. “Tanto, que não se ouve mais reclamações”, disse. Nessa semana, o secretário de Governo Jonas Alves de Araújo Filho, o Joninhas, assumiu a pasta da Saúde.

Por Flávio Magalhães

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