Governo Stupp é réu em 20 processos, mas apenas dois foram julgados

O governo do prefeito Gustavo Stupp (PDT) responde ao menos a 20 processos na Justiça, entre ações cíveis, de improbidade administrativa, ações populares e até ações criminais. Desses casos, apenas dois foram julgados pelos magistrados de Mogi Mirim.

Stupp é "campeão" de processos (Arquivo/A COMARCA)
O chefe do Executivo é o campeão de processos. São oito em nome do prefeito municipal. Dois deles já foram julgados em primeira instância: um caso envolvendo a Endo Gastro e o outro, a contratação da ODS para serviços de consultoria na área da Saúde. Stupp foi condenado em ambos, tendo, inclusive, o mandato cassado pela Justiça local. Ainda cabem recursos.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde, do qual Stupp foi presidente e de onde surgiu uma ação civil pela contratação da Endo Gastro, rendeu outro processo ao prefeito. Isso porque o município de Mogi Mirim, através do consórcio, pagava os seus prestadores de serviço médico por meio de uma tabela própria de valores, sem licitação.

Nomes do primeiro escalão do governo também figuram entre os processados. O vice-prefeito Gerson Rossi Júnior (PPS) teve bens congelados por força de uma liminar concedida em duas ações a qual responde por improbidade administrativa. Gerson é acusado de contratar, no curto tempo em que exerceu a função de secretário de Governo, produtos alimentícios superfaturados. O ex-secretário de Suprimentos e Qualidade, Antonio Camilotti Júnior, também responde nesses dois processos.

A secretária de Finanças Elisanita Aparecida de Moraes deve explicações à Justiça por ter condenação em Holambra e mesmo assim ocupar cargo de confiança em Mogi. O secretário municipal Wilson Rogério da Silva foi denunciado pelo Ministério Público por abuso de autoridade, porte ilegal de arma de fogo e desvio de função.

Os ex-secretários Gabriel Mazon e Jorge Vinícius dos Santos respondem ações cíveis e criminais por corrupção e improbidade administrativa, pelo caso de propina denunciado em primeira mão por A COMARCA. Mazon, desde semana passada, acumula mais um processo. Dessa vez, pela compra irregular de kits escolares.

Jarbas Caroni, que esteve a frente da Secretaria de Políticas Sociais, Cidadania e Direitos da Mulher, também está envolvido na teia de processos. Acusou Stupp de compra de votos e é réu nesse processo junto ao prefeito. Além disso, foi acusado de crime de concussão (extorsão) por suas ex-funcionárias e denunciou uma delas, Gabriela Galhardoni, por falsificação de documento público.


DEVAGAR
Apesar de contar com quatro juízes, a comarca judiciária mogimiriana ainda não julgou a grande maioria dos processos contra a atual Administração Municipal. Mais que isso, foi preciso que o juiz Anderson Fabrício da Cruz, que sequer pertence ao judiciário local, fosse chamado para julgar um processo de cassação de Stupp. A sentença foi procedente à ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público há um ano e meio.

Por Flávio Magalhães

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