Greve dos Correios em Mogi Mirim atinge 25% dos funcionários

Desde a última quarta-feira, 16, aproximadamente de 25% dos funcionários dos Correios de Mogi Mirim aderiram a paralisação para reivindicar aumento salarial e melhorias de trabalho.

As entregas de carta simples estão suspensas e os Sedex 10 e 12 também – entregas que chegam até às 10h e 12h do dia seguinte após serem postadas nos Correios. Estão garantidas, mesmo com certo atraso, as correspondências registradas. Os documentos de veículos também poderão sofrer atrasos devido a emissão no Detran e greve dos Correios.

De acordo com a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a paralisação será mantida por tempo indeterminado. Servidores dos Correios na região de Campinas iniciam greve por salários. Entre as principais reivindicações da categoria, estão reposição da inflação mais reajuste de 10%, contratação de mais funcionários e manutenção do convênio médico.

Os trabalhadores que optaram pela greve votaram contra a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela prevê R$ 200 de aumento linear para todos os trabalhadores, em forma de gratificação, a ser paga da seguinte maneira: R$ 150 a partir de agosto de 2015 e mais R$ 50 a partir de janeiro de 2016, com incorporação de 25% dos R$ 200 em agosto de 2016; reajuste de 9,56% nos benefícios vale cesta, vale-alimentação/refeição, auxílio para dependentes especiais e auxílio creche/babá a partir de agosto de 2015; incorporação de R$ 150 da Gratificação de Incentivo à Produtividade, que segundo os Correios já está sendo paga desde o ano passado, sendo R$ 100 em janeiro de 2016 e R$ 50 em maio de 2016 e a manutenção do plano de saúde.

Entregas de cartas simples estão suspensas em Mogi Mirim e outros serviços devem atrasar (Foto: Arquivo/A COMARCA)


CORREIOS
Em nota, os Correios informaram que nos locais onde a paralisação foi aprovada a empresa aplicará medidas do plano de continuidade para garantir as entregas. Segundo a empresa, do total de 36 sindicatos, 16 aprovaram a proposta do TST: Acre, Pernambuco, Roraima, Goiás, Alagoas, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Maria (RS), Uberaba (MG), Juiz de Fora (MG), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP). Sergipe rejeitou a proposta, mas não deflagrou paralisação.

Sobre a reposição da inflação e aumento salarial, os Correios afirmam que a proposta apresentada pelo TST previa um reajuste equivalente a cerca de 20% e que os carteiros recebem inúmeros benefícios.

Em relação à contratação de mais funcionários, a empresa explica que desde 2011 os Correios promoveram aumento em mais de 13 mil vagas e, atualmente, trabalham na realização de um novo concurso público. Segundo os Correios, a manutenção do convênio médico da forma que está hoje foi garantida na proposta apresentada pelo TST.

Por Marcelo Gotti

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