Mogi demite 30% dos metalúrgicos

De janeiro até agora, 994 trabalhadores da área metalúrgica perderam o emprego nas indústrias da cidade. O número representa cerca de 30% do setor. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Mogi Mirim.

(Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
No entanto, esse número é ainda maior. “Porque os trabalhadores com menos de um ano de serviço não passam pelo sindicato”, explica o presidente da entidade, Ozébio Donizete Réquia. Uma das mais afetadas pela crise foi a Tenneco Automotive (antiga Monroe), embora a situação agora já seja de maior estabilidade.

A empresa, assim como outras do município, começa a adotar a política de redução da jornada de trabalho e do salário dos trabalhadores. “E quase todas as indústrias da cidade deram férias coletivas”, afirma Réquia.

O presidente do sindicato destaca ainda que todos os acordos entre empregado e patrão deverão ser realizados sem prejuízos ao trabalhador, em um formato diferente pelo proposto recentemente pelo governo federal.

Além disso, Réquia não prevê um cenário animador para 2016. “As montadoras estão dando férias coletivas isso reflete em vários setores”, avaliou. “A gente ainda não está vendo  a luz no fim do túnel”, completou.

Por Flávio Magalhães

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