Obras no Laranjeiras desmancham na chuva

A forte chuva da última terça-feira, 08, destruiu parte das obras de infraestrutura realizadas pela Prefeitura no Parque das Laranjeiras. Parte das guias construídas foi levada pela força das águas, assim como grande quantidade de brita.

A reportagem de A COMARCA esteve no bairro da zona Leste na manhã de quarta-feira, 09, e constatou os estragos. “Quando chove, entra barro em casa”, reclamou João Mariano da Silva, morador da Rua Três, uma das vias que teve as guias destruídas.

Enquanto A COMARCA estava no bairro, cinco caminhões de brita da Construtora Simoso despejaram o material em uma das entradas do bairro, para repor as pedras levadas pela chuva.
A camada de brita começou a ser distribuída em algumas ruas do bairro no começo de agosto. O material serve como base para o asfalto. Segundo cronograma da própria Prefeitura, essas obras já deveriam estar concluídas. Agora, precisam ser refeitas.

O grande volume de água levou as guias recentemente construídas no bairro (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

As obras no Parque das Laranjeiras foram iniciadas no ano passado e são realizadas, gradativamente, com recursos, mão de obra e maquinários do município, que ainda aguarda liberação pelo Ministério das Cidades de recurso no valor de R$ 3 milhões alcançado junto ao governo federal.
As ruas 15 a 20, e a rua 23, já receberam a implantação de galerias de águas pluviais, redes de esgoto, postos de vistoria e bocas de lobo, além da construção de guias e sarjetas.

ATRASO
A nova etapa dos serviços estruturais no Parque das Laranjeiras ficou parada por aproximadamente três semanas. O motivo, de acordo com a Prefeitura, foi o processo de licitação para aquisição das massas asfálticas e a manutenção de uma das máquinas utilizadas no bairro.

A paralisação das obras no Laranjeiras coincidiram com o início da revitalização da Rua XV de Novembro. Como as duas obras são bancadas pela Prefeitura, que não anda bem de saúde financeira, logo foi levantada a hipótese de que os trabalhadores que estava na zona Leste foram deslocados para realizar o serviço no Centro da cidade. O Governo Municipal, no entanto, negou essa possibilidade.

Por Flávio Magalhães

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