Prefeito anuncia medidas “anticrise”

O prefeito Gustavo Stupp (PDT) decidiu dar o exemplo. Diante da crise financeira que o município enfrenta, o chefe do Executivo anunciou na manhã de ontem, 18, uma série de medidas “anticrise” para conter gastos públicos. A principal delas foi o corte de 36 funcionários comissionados. “Estamos cortando na própria carne”, resumiu.

Até então, segundo A COMARCA apurou, o Governo Stupp contava com 83 funcionários de confiança, de livre nomeação pelo chefe do Executivo. Esses cargos custavam mais de R$ 400 mil aos cofres públicos de Mogi Mirim, o que representava quase 5% da folha de pagamento, no limite estabelecido por legislação municipal.

Nem os secretários municipais escaparam. Alan Polido (Relações Institucionais), Rúbia Mara Rossi (Tecnologia da Informação), Léo Zaniboni (Captação e Controle), Gerson Rossi (Saúde) e Rosângela Schiavon (chefia de Gabinete) deixaram os cargos. Dirceu Paulino (Esporte), Luciano Mello (Segurança Pública) e Thiago Kleinfelder (Suprimentos) foram rebaixados de função, ganhando menos.

Com mudanças anunciadas, prefeito promete economizar R$ 400 mil por mês (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Dessa forma, os demais secretários passam a acumular funções. Francisco Scarabel Júnior responde por Administração, Relações Institucionais e chefia de Gabinete; Jonas Alves de Araújo assume com Governo e Saúde; Márcia Róttoli fica responsável por Educação, Esporte, Cultura e Turismo; Fabiano Urbano acumula Negócios Jurídicos e Suprimentos; Beatriz Gardinalli admite Planejamento e Segurança Pública; enquanto Beatriz Gualda fica com Assistência Social, Captação e Controle e Tecnologia da Informação.

A situação de Gerson, especificamente, depende de uma decisão do vice-prefeito. Por lei municipal, ele deve assumir alguma função na Prefeitura, caso contrário não recebe salário. O que se sabe é que todos os comissionados indicados por Gerson foram exonerados por Stupp. Na ponta do lápis, toda essa dança das cadeiras deve economizar R$ 164 mil por mês.

Além disso, todas as funções gratificadas (FGs) do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) foram suspensas. Já o salário de Stupp pode ser reduzido em 20%, mas isso depende da Câmara Municipal. Por isso, o Executivo deve recomendar essa medida à Casa de Leis. Com isso, o prefeito passaria a ganhar R$ 13 mil por mês.

A redução da jornada de trabalho para seis horas, conforme A COMARCA noticiou semana passada, será posta em prática. Quanto aos veículos oficiais, dos 56 utilizados pela Prefeitura, apenas 17 serão mantidos, incluindo as viaturas da Guarda Civil Municipal que, segundo a Administração Municipal, escaparam do corte.

E, de acordo com o Governo, a centralização de secretarias em um único prédio na Rua Paissandu (alugado por R$ 22,8 mil) deve render uma economia de 37%. Isso porque, a Administração Municipal alega que atualmente gasta R$ 35 mil com as repartições descentralizadas. No fim das contas, Stupp espera economizar pouco mais de R$ 400 mil por mês.

Por Flávio Magalhães

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