Temos que tirar a Prefeitura das páginas policiais, diz Paulo Silva

Nos bastidores da Política desde que deixou o Governo Municipal em dezembro de 2004, o ex-prefeito Paulo Silva (PSB) continua como um dos principais articuladores políticos de Mogi Mirim. Atualmente, trabalha para derrubar nas urnas o atual chefe do Executivo, Gustavo Stupp (PDT).

“Temos que tirar a Prefeitura das páginas policiais e trazer boas notícias”, diz em referência aos sucessivos casos de irregularidades e problemas na Justiça enfrentados pelo atual Governo. “Vamos para onze anos sem novas indústrias, se não fosse o [Datacenter do] Itaú seria zero!”, avalia.

Para o ex-prefeito, o modo de governar do atual é “maléfico” para o município. Por isso se faz necessária a movimentação para derrotar o grupo de Stupp nas eleições de 2016. “E não permitir que entre um governo que faça parecido”, completa. “O Stupp e o grupo dele só têm uma chance [de conseguir a reeleição], uma divisão muito grande da oposição”, acredita.

O ex-prefeito quer oposição unida (Foto: Divulgação)
Por isso, o partido de Paulo Silva trabalha em prol de uma aliança que possa envolver PSB, PSD, PSDB, PT, PSOL e os grupos políticos da ex-vereadora Leila Feracioli Iazzetta e do jornalista Mauro Adorno. “Nós [PSB] não vamos brigar nem por [indicação de candidato a] vice-prefeito”, garante.

As conversas estão avançando, mas a tendência na visão do ex-prefeito é que o PT e o PSOL não se juntem à aliança, que ficaria restrita a PSB, PSDB e PSD. Nesse cenário, Paulo Silva encara como natural a possibilidade dos tucanos lançarem candidatura a prefeito. “É a grande força política de oposição”, considera.

No entanto, o PSB aceita apoiar o PSDB apenas se o candidato tucano à Prefeitura for o vereador Osvaldo Quaglio ou a vereadora Maria Helena Scudeler. Caso Flávia Rossi ou até mesmo Carlos Nelson Bueno se candidatem pelo partido, os socialistas estão fora da aliança. “Não queremos nos envergonhar”, destaca Paulo Silva.

O ex-prefeito está firme em não cometer os mesmos erros do passado, como quando apoiou Orestes Quércia para derrotar Paulo Maluf nas eleições para o governo do estado. Ou quando o PSB, nas últimas eleições municipais, rachou e lançou candidatura própria, enquanto outra ala do partido apoiava Ernani Gragnanello (PT).

Considerando que Carlos Nelson e Flávia Rossi se mantenham fiéis a suas posições de não se candidatarem em Mogi Mirim, Paulo Silva cita alguns nomes que poderiam ser indicados a vice-prefeito na chapa de Maria Helena ou Quaglio. Na lista estão Cinoê Duzo (PSD), Luiz Guarnieri (PT), Leila Iazzetta, Luzia Cristina (PSB), Massao Hito (PSB), Mauro Nunes (PSB) e Jorge Setoguchi (PSD).

Nesse cenário, o ex-prefeito acredita que a oposição pode fazer até 18 mil votos e vencer as eleições. Além disso, o PSB vem forte para as eleições legislativas, já que está disposta a abrir mão da vice-prefeitura. “Vão sofrer muito nas urnas esses nove atuais vereadores que apoiam cegamente o prefeito”, prevê.

Ressaltando que o PSB cobrará do candidato a prefeito que assuma compromissos com Mogi Mirim, Paulo Silva acredita que já passou da hora do município retomar o crescimento industrial e investir em prioridades como a Saúde Pública e a regularização do Parque das Laranjeiras.

Por Flávio Magalhães

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