Sistema S pode sofrer corte do Governo Federal

Devido a grave crise financeira que assola o país, o Governo Federal sinalizou que também poderá realizar cortes em entidades do Sistema S. O corte deve variar de 20% a 30%.

O setor não aceita a redução nas contribuições e prepara ação contra a decisão no Ministério Público (MP). O Governo Federal aponta como parte do ajuste fiscal o motivo no corte.

A proposta, porém, teria sido rejeitada pelas confederações, incluindo a da Indústria e a da Agricultura e Pecuária. Presidentes de cerca de 20 federações se reuniram na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para traçar uma estratégia contra a medida provisória que reduzirá as contribuições ao sistema. O lobby conta com o apoio de prefeituras.

Sistema S é o nome dado ao conjunto de nove instituições de interesse de categorias profissionais estabelecidas pela Constituição. As receitas arrecadadas pelas contribuições ao sistema são repassadas a essas entidades, na maior parte privadas.

São exemplos Senai (indústria), Senar (rural) e Senac (comércio). Também são beneficiadas com a arrecadação instituições híbridas, como o Sebrae, a Agência Brasileira de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que têm gestão compartilhada entre governo e setor privado.


Segundo a CNI, o Senai realizou 3,64 milhões de matrículas em cursos de formação profissional em 2014, dos quais um milhão ministrados à distância. Já o Serviço Social da Indústria (Sesi) fez 2,2 milhões de matrículas em educação continuada, voltadas ao desenvolvimento das competências requeridas pelo setor industrial. Formaram-se 217 mil jovens e adultos.

Defensor de uma solução negociada com o governo e o Legislativo, o presidente do Sebrae, Luiz Barreto, disse que o órgão atende, anualmente, cerca de 8,1 milhões de microempreendedores individuais e micro e pequenos empresários. Segundo Barreto, 96% da receita do Sebrae provêm dos recursos do Sistema S.

O diretor das unidades do Senai de Mogi Guaçu e São João da Boa Vista, Adriano Cesar Cardoso, declara que as unidades correm risco de encerrar as atividades, mas que tudo depende das estratégias da Administração Central. “O corte vai prejudicar e, muito, a manutenção das unidades. Não posso afirmar com certeza se teremos encerramento das atividades nas unidades, mas os prejuízos serão grandes para a população”, comenta o diretor.

De imediato, devido a projeção do corte, já estão suspensas as matriculas para os cursos técnicos e superior para 2016 nas unidades de Mogi Guaçu e São João da Boa Vista. “Não estamos recebendo matriculas de cursos técnicos e superiores para 2016. Esta medida visa aguardar de como ficará a situação financeira das unidades”, enfatiza Adriano Cardoso.

Em comparação à 2013, se realmente existir o corte, o diretor afirma que as unidades irão trabalhar apenas com 30% do orçamento previsto. “Já existiu anteriormente um corte de 40%. Agora, com este corte de mais 30%, ficaremos bem prejudicados no orçamento”, encerra o diretor das unidades do Senai.

Por Marcelo Gotti

1 comentários:

  1. Esse dinheiro que são arrecadado so serve para enriqueser esses ladrões cada veis mais ,aqui no Sesc Bahia isso e visivel a anos ,muito dinheiro publico sendo gasto com obras de empresas privilegiadas pelas chefias obras com materiais superfaturado e de baixa qualidade ,no Sesc piata que fica em salvador ta lá para quem quiser ver a merda que foi feita ,tem uma quadra que se gastou milhões e hoje e dia ta toda destruida ,isso tem que acabar e esse vagabundos tem que ir para traz das grades.

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