‘Alpinistas’ trabalham no restauro de igreja

A torre sineira da Igreja do Carmo, na região central de Mogi Mirim, ganhou uma movimentação diferente nos últimos dias. Agora, operários trabalham pendurados de 20 a 30 metros de altura para efetuar o trabalho de restauração da parte mais alta do templo católico. São os “alpinistas do patrimônio”.

Equipe trabalha de forma pioneira no Brasil para efetuar os reparos na Igreja do Carmo (Flávio Magalhães/A COMARCA)

“Estamos começando uma nova fase do restauro, independente da outra”, explica o arquiteto Marcos Tognon, responsável pelo andamento das obras. A nova etapa não tem relação com a anterior, que está recuperando a estrutura abalada pela construção dos edifícios residenciais localizados ao lado da Igreja do Carmo.

Torre mede 30 metros (Flávio Magalhães/A COMARCA)
No entanto, o início dos trabalhos na torre sineira foi necessário, pois as condições do prédio já ofereciam risco. “Como a torre está muito precária, não tivemos escolha, tivemos que fazer”, conta o padre Nelson Demeciano. A inspeção aérea realizada em fevereiro, com um drone, ajudou a avaliar a situação da igreja.
Orçamentos para a obra foram realizados, mas esbarravam sempre no preço dos andaimes. A altura da torre elevou os valores para o uso desse tipo de equipamento. “O custo é muito alto para um trabalho como esse”, justifica Tognon. A solução foi encontrada pela empresa Santa Rita Tech, de Mogi Guaçu.

O acesso à altura com cordas é normalmente utilizado na limpeza e manutenção de prédios altos, como explicou o diretor técnico da Santa Rita, Marcelo Leme de Morais. “Oferece como vantagem uma maior mobilidade e praticidade”, destacou. Mas foi a primeira vez que a empresa uniu o trabalho nas alturas com o serviço de restauração.

“Isso é inédito no Brasil”, enalteceu Tognon. Essa técnica, porém, já é utilizada na Europa para trabalhos realizados, por exemplo, na Torre Eiffel, em Paris. Na igreja mogimiriana são quatro funcionários, incluindo um coordenador, que promovem o trabalho de restauro, que devem ser concluídos dentro de 90 dias.

O início das obras é bancado pela renda proveniente da Festa de São José. “A princípio estamos contando com doações espontâneas”, afirmou padre Nelson. Uma parte do investimento será da própria empresa Santa Rita. Para financiar o restante, a paróquia pretende iniciar uma campanha a partir de janeiro. As doações podem ser feitas diretamente na conta da igreja.


DOAÇÕES

A paróquia de São José está aceitando doações para financiar a obra de restauro da Igreja do Carmo. Os interessados devem procurar a secretaria da paróquia ou efetuar um depósito na conta da igreja:

Banco Santander
Agência 0047
Conta 13000708-4

Outra forma de contribuir é através do Brechó da Igreja do Carmo, aberto sempre às quintas-feiras, das 8h as 15h.

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