Apresentado novo cartão convênio para servidores públicos municipais

Desde segunda-feira, 26, por intermediação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep), a Simcred Convênios vem percorrendo comércios mogimirianos para realizar o cadastramento para um novo cartão convênio, em substituição ao cartão Bancred.

O sistema de funcionamento será o mesmo ao que os servidores já estão acostumados, com abertura do prazo de compras no dia 11, com fechamento no dia 10 do mês subsequente. Os novos cartões estarão disponíveis para os funcionários públicos a partir de terça, 03. Os valores de utilização serão os mesmos, sendo que qualquer divergência deverá ser comunicada a secretaria do sindicato.

A ação do Sinsep foi motivada por reclamações não só do comércio, mas também de servidores públicos municipais que não conseguiram realizar suas compras com o cartão Bancred, devido à recusa dos lojistas. O sindicato anunciou que iria oferecer aos servidores a opção de trocar o cartão Bancred por outro, que preste os mesmos serviços.

A crise da Bancred começou em Campinas, quando a Sanasa (empresa municipal de abastecimento de água) rescindiu contrato com a empresa no dia 20 de setembro por atrasos nos repasses, organizando nova licitação às pressas. Pelas regras da concorrência pública, quem assumiria o serviço na Prefeitura seria a segunda colocada no pregão.

Nessa semana, Mogi Guaçu também anunciou a substituição do cartão Bancred. O novo cartão começou a ser distribuído na última quinta-feira, 29. A relação dos supermercados parceiros do cartão está disponível no RH da prefeitura guaçuana. O sindicato dos funcionários públicos da cidade vizinha (Sindiçu) também deve lançar um novo cartão convênio.

Novo cartão substitui o antigo Bancred, que passou a ser rejeitado pelo comércio (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)


RELEMBRE
Com a falência do Banco Rural, em 2013, a Bancred teve aproximadamente R$ 12,5 milhões bloqueados de sua conta corrente. A empresa alega que esse valor era proveniente dos depósitos feitos pelas prefeituras, sendo mais de R$ 8,5 milhões somente de Campinas. Os recursos permanecem bloqueados até hoje.

“A consequência deste bloqueio começou a gerar atrasos pontuais em alguns estabelecimentos, uma vez que a Mixcred passou a operar com capital próprio para manter a rede autorizada em funcionamento, apta a viabilizar a compra de produtos através do cartão Bancred Card”, justificou o advogado da empresa, Germano Regueira, para A COMARCA.

O advogado ainda cita o rompimento de contrato por parte da Sanasa como um agravante. “A partir deste fato, a Mixcred passou a ser alvo de campanhas difamatórias, boatos e de disputa de mercado gerada por grandes empresas que atuam no setor”, ataca.

Regueira ainda acusou a Prefeitura de Campinas e a própria Sanasa de liberarem créditos de aproximadamente R$ 14 milhões sem efetuar os devidos depósitos. “Em razão de tais atrasos, a Prefeitura Municipal de Campinas e a Sanasa devem, juntas, o valor líquido não repassado à Mixcred, de R$ 14.089.855,33, tendo ambas sido alvo de notificações judiciais”, diz o advogado.

Esse processo na Justiça acabou resultando em mais uma derrota para a Bancred, uma vez que o juiz Wagner Roby Gidaro negou na última terça-feira, 20, o pedido liminar da empresa. Dessa forma, o município de Campinas não será obrigado a pagar a companhia, ao menos pela decisão em primeira instância.

A Mixcred, administradora da bandeira Bancred Card, é uma empresa que atua desde 2008 no ramo cartões de benefício de refeição e alimentação, está inscrita no PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) do Governo Federal, e oferece seus serviços a órgãos de governos, associações e sindicatos.

Por Flávio Magalhães

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