Com protesto da oposição, Luiz Henrique de Oliveira é reeleito presidente do Mogi

A novela “Queda de Braços” entre os atuais componentes da diretoria executiva do Mogi Mirim Esporte Clube exibiu mais um capítulo fatídico. No último sábado, 28, em eleição realizada nas dependências do clube, o dirigente do Mogi, Luiz Henrique de Oliveira, foi reeleito para presidir o Sapão da Mogiana entre janeiro de 2016 e dezembro de 2017.

Mas a legitimidade da eleição é questionada pelos membros de oposição a Luiz de Oliveira, principalmente pelo investidor Victor Simões, que ocupava o cargo de vice-presidente do Mogi Mirim na antiga diretoria executiva.

Luiz de Oliveira foi afastado da presidência do Sapo no último dia 12 de novembro, quando houve uma Assembleia Extraordinária e o Conselho Deliberativo do clube determinou o afastamento do atual presidente por condutas ditatoriais e uso indevido de recursos do clube em benefício próprio. A ata de afastamento de Luiz de Oliveira foi registrada em cartório no último dia 18 de novembro.

Na eleição que reelegeu Luiz de Oliveira como presidente do Mogi Mirim, a chapa de oposição de Victor Simões foi impugnada sob a alegação de não ter sido inscrita dentro do prazo legal. Desta forma, Luiz de Oliveira foi reeleito por aclamação, mas a decisão foi muito contestada pela chapa do investidor, que promete buscar a Justiça para anular a reeleição do presidente do Sapo.

Luiz Oliveira permanece no cargo (Arquivo/A COMARCA)
Outra situação questionada pela chapa de oposição foi o número de associados informado pelo atual presidente do Sapão da Mogiana. Segundo Luiz de Oliveira, aproximadamente 90 associados tinham o direito do voto, mas apenas 49 estiveram presentes. Mas a chapa de Victor Simões afirma que o clube tinha apenas 68 associados. Uma Van de Guarulhos trouxe vários associados para a eleição.

Com a reeleição de Luiz de Oliveira, a nova diretoria executiva do Mogi Mirim é formada ainda pelo ex-presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, que assume o cargo de presidente do Conselho Deliberativo. O cargo de vice-presidente do Mogi será ocupado por Vantuires Pinto de Oliveira, da cidade de Guarulhos.
Um dos questionamentos do grupo de Victor Simões é em relação aos novos associados que votaram em Luiz de Oliveira. Segundo a oposição, muitos deles não são da cidade e desconheciam até o clube.

Outro ponto questionado pela chapa de oposição é que, afastado, Luiz de Oliveira não poderia convocar eleições no clube. O edital foi publicado na imprensa no último dia 21 de novembro, mas com data do dia 3.
Mas o presidente reeleito se defende afirmando que seu afastamento determinado pelo Conselho Deliberativo não é válido, uma vez que a assembleia não foi realizada nas dependências do clube e assinada apenas por pessoas próximas ao presidente do conselho, Nélio Coelho.

A “Queda de Braço” entre os grupos de Luiz de Oliveira e Victor Simões deve ganhar novos capítulos durante a semana. O Sapão da Mogiana está prestes a participar do Campeonato Paulista da Série A-1 e nenhum reforço foi anunciado pela diretoria do clube. Na Série B do Brasileiro, o clube foi rebaixado com a pior campanha entre todos os times.

Por Marcelo Gotti

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