Duas escolas de Mogi serão afetadas por reorganização

Apenas duas escolas em Mogi Mirim serão afetadas pelo processo de reorganização escolar promovido pelo Governo do Estado de São Paulo. A partir do ano que vem, “Coronel Venâncio” e “Dr. Oscar Rodrigues Alves” passarão a atender apenas um ciclo educacional. Atualmente, ambas recebem alunos de dois ciclos, Ensino Fundamental 2 (do 6º ao 9º ano) e Ensino Médio (do 1º ao 3º).

Para 2016, o Governo do Estado optou por dividir esses ciclos entre as duas escolas. Assim, a “Rodrigues Alves” atenderá exclusivamente estudantes do Ensino Fundamental 2, enquanto a “Coronel Venâncio” receberá somente alunos do Ensino Médio. As outras sete unidades estaduais de ensino do município não sofrerão mudanças, de acordo com informações da Secretaria de Educação.

A alteração afeta ainda o Programa Vence, em que estudantes da rede pública cursavam o Ensino Médio na “Rodrigues Alves” e o Ensino Técnico na Etec “Pedro Ferreira Alves”. A partir de 2016, as cinco salas do Vence, incluindo a que será aberta no primeiro semestre do ano que vem, serão transferidas para a “Coronel Venâncio”. As aulas profissionalizantes continuarão na Etec.

Coronel Venâncio receberá apenas salas de Ensino Médio, incluindo as do Programa Vence (Arquivo/A COMARCA)

Na segunda-feira, 26, o secretário estadual da Educação, Herman Voorward, anunciou que 94 escolas serão fechadas no processo de reorganização. Essas unidades deverão virar escolas técnicas (Etecs), Faculdades de Tecnologia (Fatecs), centros de ensino de adultos ou escolas municipais. No entanto, nenhuma instituição da Diretoria Regional de Ensino de Mogi Mirim foi atingida por essa medida.

Ainda segundo a Secretaria da Educação, o plano tem como objetivo oferecer uma educação focada na faixa etária do aluno, respeitando a meta de cada ciclo: até 30 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental; até 35 alunos do 6º ao 9º ano do fundamental e até 40 alunos no ensino médio. O plano estabelece que a redistribuição dos alunos respeite o limite de 1,5 km.

Com isso mais de um milhão de alunos da rede estadual de São Paulo terão de mudar de escola a partir de 2016. O secretário Voorwald, afirmou ainda que “além de ter uma escola focada em sua faixa etária, sem mistura de alunos de seis anos com adolescentes de 17, o estudante ganhará com a maior fixação dos professores, já que os docentes terão mais alunos de determinado ciclo para atribuir aulas em uma só unidade”.

Por Flávio Magalhães

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