Gaeco não vai investigar Stupp

Em resposta à imprensa, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas informou que não irá investigar o prefeito Gustavo Stupp (PDT). O promotor de Justiça de Mogi Mirim, Rogério Filócomo Júnior, revelou recentemente que solicitou apoio para apurar “suposta organização criminosa” envolvendo o chefe do Executivo, secretários municipais e particulares.

O auxílio seria na investigação de crimes cometidos contra a Administração Pública, uma vez que as ferramentas da Promotoria mogimiriana já teriam se esgotado, segundo Filócomo. Através do Gaeco seria possível aprofundar a apuração dos fatos por meio de interceptação telefônica, por exemplo. O Ministério Público local enviou ao grupo de Campinas três ofícios distintos em outubro do ano passado, que não foram respondidos.

Em nota, porém, o Gaeco afirmou que o prefeito “é detentor de foro por prerrogativa de função”. Sendo assim, o grupo campineiro não teria competência para investigar Stupp. Essas investigações criminais devem ser conduzidas pelo Procurador-Geral de Justiça perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

Tratando como um “equívoco” o pedido de ajuda de Filócomo, o Gaeco ressaltou ainda que já encaminhou todo o material para o TJ-SP. “Respeito a decisão do Gaeco”, comentou o promotor de Justiça de Mogi Mirim para A COMARCA. “A investigação não vai parar”, destacou.

Grupo de atuação especial criado pela Procuradoria Geral de Justiça em 1995, o Gaeco cumpriu recentemente mandados de busca e apreensão na casa do prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira (PMDB), na sede da prefeitura e em empresas da cidade. Na casa de Nogueira, policiais militares apreenderam a quantia aproximada de 1,5 milhão em notas de reais, dólares, euros e pesos chilenos.

Gaeco de Campinas informou a imprensa que "não pode" investigar o prefeito de Mogi Mirim, Gustavo Stupp
OUTRO LADO
O prefeito Gustavo Stupp enviou ao MP um ofício se colocando a disposição para maiores esclarecimentos sobre o caso. Ninguém do Governo Municipal foi convocado para prestar informações à Promotoria, por enquanto.

O secretário municipal de Negócios Jurídicos, Fabiano Urbano, afirmou que Stupp solicitou ao promotor os documentos relativos a existência de uma organização criminosa atuando contra a Administração Municipal.
“Parece que se trata de duas investigações que foram arquivadas pelo Dr. Filócomo e o Conselho Superior do MP posteriormente homologou o arquivamento”, disse Urbano para A COMARCA. “Uma delas diz respeito ao patrimônio do prefeito e a outra sobre a aprovação de empreendimentos imobiliários”, explicou.

Por Flávio Magalhães
Atualizado em 09.11.2015 às 13h20

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