Presidente do Mogi Mirim afirma ser vítima de conspiração

“Sofri um golpe branco”. Assim iniciou a coletiva de imprensa o atual presidente do Mogi Mirim, Luiz Henrique de Oliveira, nesta quinta-feira, 19, na sala de imprensa do clube.

O dirigente afirma ser vítima de uma conspiração interna no clube por não aceitar negociação de atletas que não trariam dinheiro e benefício algum ao Sapão da Mogiana.

“Eu estava trabalhando dia e noite para renovar o contrato com as joias da casa. Aqueles jogadores da base que estavam tendo destaque. Não deixei os atletas irem para um clube da Terceira Divisão de Portugal sem benefício algum ao clube”, aponta o presidente.

Presidente quebrou o silêncio (Marcelo Gotti/A COMARCA)
Com mandato até dia 31 de dezembro, Luiz Henrique de Oliveira afirma que um grupo de portugueses, intitulados como empresário e pseudos dirigentes, estavam aliciando atletas da base do Sapo para levar os atletas atuarem no Eléctrico de Portugal. “Eles queriam levar os atletas para Portugal sem um centavo para o Mogi Mirim. O passe dos garotos seria 50% do Eléctrico e 50% do Mogi. Que vantagem o clube levaria nisso?”, questiona Luiz de Oliveira.

A negativa nas negociações foi o estopim para um racha na diretoria executiva do Sapão da Mogiana. “Tinha aliciamento até dentro do ônibus do clube. Os garotos que foram jogar contra o Red Bull, em Jarinu, foram aliciados dentro do ônibus”, comenta o atual presidente do Mogi.

Os principais alvos dos “dirigentes portugueses” foram as revelação da equipe Sub-20 do clube: os atacantes Ruster, Keké e Jô. “O Brasil Colônia acabou séculos atrás. Não vou aceitar isso aqui no Mogi”, esbraveja Luiz de Oliveira se referindo não entregar os atletas gratuitamente ao time português.

Em relação a Assembleia Extraordinária do Conselho Deliberativo do clube que o afastou do cargo da presidência, Luiz de Oliveira comenta: “A assembleia não foi realizada no clube. Quem assinou a ata foram apenas quatro pessoas e próximas ao presidente do Conselho, Nélio Coelho. Sua esposa foi uma das pessoas que assinou. Até o papagaio assinou”, ironiza o dirigente do Sapo.

Desconte com o golpe velado sofrido no Mogi Mirim, Luiz Henrique de Oliveira garante que está à frente da presidência do clube e cortou relação profissional com seu assessor particular, Cristiano Rocha, e com o assessor de imprensa do clube, Geraldo Bertanha. “Os dois profissionais não prestam serviço para a minha presidência mais”, enfatiza.

Mesmo com o afastamento determinado em ata, Luiz de Oliveira afirma que deverá se reunir com Victor Simões, vice-presidente do Sapo, para esclarecer os fatos e determinar seu futuro no clube. “Depois de todos os episódios ocorridos, tentei entrar em contato com o Victor Simões. Liguei para ele e para o advogado dele, mas não atenderam”, comenta.

Mantendo sua rotina diária de trabalho à frente da presidência do Mogi Mirm, Luiz de Oliveira aponta que nenhum membro da diretoria executiva próxima ao vice-presidente Victor Simões esteve no clube para trabalhar. “Faz uma semana que ninguém aparece. Continua buscando recursos e atrás de contratação de atletas para a disputa do Paulistão”, enfatiza o presidente.

Determinando uma atitude sórdida do presidente do Conselho Deliberativo, Nélio Coelho, o presidente do Mogi, Luiz Henrique de Oliveira, diz que foi acusado de ações em o direito de defesa. “O Nélio chegou a três meses e pela janela. Não sabe nada de futebol. Eu tenho 19 anos de experiência e, em nenhum lugar, tenho meu nome manchado”, afirma o presidente.

Com a intuição de ter outros motivos não esclarecidos em relação ao seu afastamento da presidência, Luiz Henrique de Oliveira garante que só após a conversa com Victor Simões que definirá seu futuro no Mogi Mirim. “Preciso conversar com ele – Victor Simões – para definir meu futuro. Pode ter petróleo aqui no clube e eu não sei”, brinca. “As coisas precisam ser esclarecidas”, encerra o presidente com exercício até 31 de dezembro.

Por Marcelo Gotti

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