Vereadores devem investigar custos do tratamento de esgoto de Mogi

A Câmara Municipal deve instaurar uma comissão para investigar os custos do tratamento de esgoto em Mogi Mirim, de responsabilidade da concessionária Sesamm. A investigação foi motivada por uma reportagem de capa publicada por A COMARCA na edição do último sábado, 07.

A vereadora Maria Helena Scudeler de Barros (PSDB) propôs que o Legislativo convoque o diretor-presidente da Sesamm, Carlos Ferreira, para dar explicações. “A matéria é importantíssima”, justificou. “Me apavora o que vai acontecer com nossa tarifa e com a futura concessão do Saae”, afirmou.

Luiz Guarnieri (PT) opinou no mesmo sentido. “Acredito que podemos criar uma comissão para acompanhar esses custos [do tratamento de esgoto]”, afirmou. “A preocupação é de que o Saae vá para o mesmo caminho”, alertou o petista.

Já Osvaldo Quaglio (PSDB) ressaltou que a questão é séria e que a cidade pode sofrer com mais despejo de esgoto futuramente. “As fotos são deprimentes para quem vem de fora. É de doer”, disse, em relação aos registros de esgoto a céu aberto publicados por A COMARCA.

Vereadora Maria Helena quer ouvir explicações do presidente da Sesamm (Arquivo/A COMARCA)

A reportagem publicada por A COMARCA chamou atenção para as falhas gritantes no planejamento do sistema de esgoto. Um exemplo é o ribeirão Santo Antonio que ficou sem um emissário, fazendo com que o esgoto corra pelo leito canalizado. Despejado de zonas residenciais e loteamentos situados ao longo de suas margens, os dejetos causam mau cheiro na região central.

Isso sem falar na falar de emissário do rio Mogi Mirim, que terá como missão coletar os esgotos no extremo da Zona Leste, região do Parque Laranjeiras e outros bairros vizinhos, que é despejado in natura do rio. Além disso, muitos dejetos da região do Mirante também são jogados diretamente no rio.

O tratamento de esgotos de Mogi Mirim custa caro para a população, cerca de R$ 12 milhões ano. Ou seja, até agora os custos foram de R$ 36 milhões, fora as obras que ficaram a cargo do Saae. E por causa de sua implantação e destes custos, na gestão Carlos Nelson Bueno a tarifa de água foi aumentada.

Por Flávio Magalhães

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