Em meio a crise, Assistência Social recebe prêmio

Ainda na ressaca da maior crise da história das entidades assistenciais de Mogi Mirim, a secretária municipal de Assistência Social, Beatriz Gualda, recebeu um prêmio em reconhecimento ao trabalho promovido pelo setor no município. A cidade ficou dentre as 50 melhores do Brasil.

“Sem as entidades, ela [Beatriz Gualda] jamais receberia esse prêmio”, disparou a coordenadora da Alma Mater, Valdívia Albejante. Entre as instituições assistenciais do município, é unânime o sentimento de que a secretária municipal deve ser demitida pelo prefeito Gustavo Stupp (PDT).

Um episódio recente que causou revolta, principalmente dentro da Alma Mater, foi quando Beatriz mostrou desprezo em relação à entidade e disse que, se a casa abrigo fechasse as portas, a Prefeitura já teria uma equipe pronta para assumir os serviços.

No comando da Assistência Social, Beatriz Gualda é questionada por entidades assistenciais e vereadores

O caso chegou à Câmara Municipal. O vereador Luiz Guarnieri protocolou um requerimento exigindo a exoneração de Beatriz Gualda e da secretária de Finanças, Elisanita de Moraes, pelo atraso de três meses no repasse das verbas à entidades, o que deixou as instituições a beira da falência.

“Precisamos de uma secretária que coloque as entidades em primeiro lugar”, defendeu o vereador Jorge Setoguchi (PSD). “Ela está no local errado, não é adequada para trabalhar na Assistência Social”, afirmou Luzia Cristina (PSB), que criticou a postura de Beatriz. “Mostra que ela não está preparada para o cargo, não podemos compactuar com esse comportamento”, ressaltou.

“Não porque [a indicação de secretário municipais] é prerrogativa do prefeito que precisamos engolir isso”, disparou Dayane Amaro (PSDB). “É um anseio popular que chegou à Câmara”, completou a tucana. “Olha o estado a que chegou as entidades assistenciais”, lembrou Robertinho Tavares (SD).

Vereadores aliados do prefeito saíram em defesa de Beatriz. “Nós não temos essa autonomia [para pedir a exoneração]”, disse Ney de Martim (PROS). “Não é porque ela disse algumas coisas que ofenderam alguém que vamos pedir a cabeça dela”, argumentou Laércio Pires (PPS). “Sou contra perseguição a funcionários”, concluiu.

Questionado sobre o assunto, o Stupp subiu o tom. “Que venham aqui, ganhem a eleição e botem o secretário que quiser”, respondeu. “Espera aí, o prefeito sou eu! A Câmara tem que respeitar as minhas decisões, pois eu respeito as decisões dos vereadores”, completou, sinalizando que não vai atender ao clamor público pela demissão de Beatriz Gualda.

Por Flávio Magalhães

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