Em tempos de Zika, cresce número de lixões clandestinos por toda a cidade

Mesmo diante de todas as campanhas de esclarecimento realizadas para alertar as pessoas a respeito da necessidade de conter os focos de criadouros do Aedes Aegypt, muitas pessoas não pensam duas vezes em dar um empurrãozinho para que doenças como a Dengue, Chikungunya e o Zika Vírus se espalhem.

LEIA TAMBÉM: Mogi Mirim confirma 1º caso de Zika Vírus

Por toda a cidade tem aumentado o número de lixões clandestinos. O mais recente deles surgiu uma semana antes do carnaval nas proximidades do sítio Jacuba, na Estrada Velha de Itapira. Segundo o carpinteiro Roberto Carlos da Silva, 46, que mora nas imediações, o lixão começou a ganhar forma por causa de moradores de um condomínio nas proximidades e de uma chácara alugada para festas aos finais de semana. “Por comodidade ou por falta de uma opção melhor, estas pessoas depositam o lixo aí mesmo”, apontou. Ele conta que flagrou dias destes um caminhão baú jogando restos de carne. “Com certeza era de algum açougue”, supõe.


O agricultor João Silvério de Castro, 68, também morador nos arredores disse que tem medo de doenças. “Minha esposa fica preocupada, pois além do mau cheiro esta situação propicia a criação de mosquitos”, admitiu. Ele confirma que também presenciou pessoas que usam chácaras ali perto jogando lixo no local. Perguntado se a Prefeitura faz coleta regularmente no local, respondeu que “dificilmente isso ocorre”. No caso dele, disse que construiu um local apropriado para se desfazer o próprio lixo doméstico.

Em direção ao Aeroclube um outro lixo clandestino ganha musculatura. A dona de casa Izabel Antunes, que reside numa propriedade rural próxima à Estrada da Cachoeira relata que é  comum as pessoas virem de caminhão despejar lixo perto de sua casa. “Jogam de tudo, principalmente animais mortos”, reclama. O problema não se restringe a locais mais afastado. Um lixão formado nas margens da rodovia Élzio Mariotoni (Estrada Velha de Itapira) nas proximidades do bairro Laranjeiras não para de crescer.

Na Vila São José, bem pertinho do Centro de Especialidades Médicas vai se formando um outro lixão, situação que para o empresário Oswaldo Catrólio nem chega a ser novidade. “A prefeitura é muito devagar e o povo é pior ainda”, critica. O empresário assegura que um dos terrenos usados para o descarte do lixo é da Prefeitura. Ele conta que o mato alto impede que se veja com clareza o absurdo da situação.

“As pessoas não respeitam nem o córrego. Até entulho de construção civil tem sido despejado do lado da margem”, relatou. O empresário conta ainda que todo este descaso costuma trazer conseqüências indesejáveis. “Na minha casa todo mundo pegou Dengue”. Sem muito o que fazer, mandou instalar uma placa advertindo, inclusive com xingamentos, os mais abusados para  que não joguem lixo no local. Mas o resultado, segundo ele, foi de pouca valia. “Continuam jogando lixo todos os dias. Já estou desistindo”, finalizou.

Da Redação

Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top