Investigação sobre ‘mensalinho’ está parada

O inquérito civil que investiga um suposto esquema de “mensalinho” na Câmara Municipal de Mogi Mirim está paralisado. Isso porque o próprio autor da denúncia, Oberdan Quaglio, presidente municipal do PT, apresentou um pedido de reconsideração ao Conselho Superior do Ministério Público.

Com isso, os documentos referentes ao inquérito serão despachados para Campinas, onde devem ficar de quatro a cinco meses sob análise do Conselho. A insatisfação de Oberdan foi quanto ao fato do promotor Rogério Filócomo Júnior ter indeferido parcialmente a representação do petista, investigando apenas a acusação de “mensalinho” e não a indicação de comissionados supostamente feita pelo vereador Ney de Martim (PROS) ao prefeito Gustavo Stupp (PDT).

Agora, o pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal dos vereadores, que estava praticamente concluído por Filócomo para ser encaminhado à Justiça, vão ter de esperar o julgamento do Conselho Superior sobre a questão.

Investigação feita pelo promotor Rogério Filócomo deve aguardar decisão do Conselho Superior do MP
De acordo com os documentos encaminhados à Promotoria, os vereadores Daniel Santos (PV), Cinoê Duzo (PSD), Marquinhos da Farmácia (PDT), João Carteiro (PMDB), Osvaldo Quaglio (PSDB), Luzia Cristina (PSB), Jorge Setoguchi (PSD), Luiz Guarnieri (PT), Maria Helena Scudeler de Barros (PSDB) e Dayane Amaro Costa (PSDB) abriram mão formamente de seus respectivos sigilos bancário e fiscal.

O inquérito civil instaurado recentemente pelo Ministério Público para investigar o caso, partiu de uma representação que acusa o vereador Ney Marcúrio (ex-PT) de ter admitido a existência de “mensalinho” entre ao menos quatro vereadores.

Os valores pagos seriam de R$ 5 mil. A revelação teria sido feita durante reunião de coordenação política do PT. A ata que contém as denúncias do vereador data de 20 de março de 2013 e foi assinada por Ney, por seu então colega de partido Luiz Guarnieri e por dirigentes e militantes petistas. A representação do PT foi protocolada na Promotoria em dezembro passado.

Ney reagiu duramente ao fato, afirmando que moverá uma ação de calúnia e difamação contra Ernani Gragnanello, dirigente do PT. “Jamais comentei isso, jamais presenciei nenhum ato ilícito de nenhum vereador”, garantiu. Ney afirmou ainda que assinou a ata da reunião sem ler o seu conteúdo. “Por mera confiança em Ernani”, alegou.

Em documento enviado ao MP, o vereador Luis Guarnieri, então companheiro de legenda de Ney, confirmou que ouviu do ex-petista a existência de “mensalinho” na Câmara, mas sem citar nomes. A vereadora Luzia também informou que ouviu nos corredores do Legislativo a suposta existência desse esquema.

Da Redação

Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top