Descarte de entulhos é denunciado ao MP

Os entulhos recolhidos pelo mutirão de combate ao mosquito Aedes Aegypti, realizado pela Prefeitura de Mogi Mirim, é a mais nova preocupação do Conselho Municipal de Saúde (CMS). Isso porque todo o descarte ocorreu em área do antigo Departamento de Serviços Municipais (DSM), gerando o que o CMS classificou como “lixão a céu aberto”. O caso foi relatado ao Ministério Público (MP).

A denúncia partiu do conselheiro Edson Lázaro de Souza, que desde janeiro vem registrando o descarte de entulhos no local. A preocupação maior, segundo o CMS, é que a situação pode oferecer risco aos alunos da Etec “Pedro Ferreira Alves”, Fatec “Arthur de Azevedo”, Apae e Tiro de Guerra, aos moradores de bairros adjacentes e aos próprios animais do Bem Estar Animal (BEA), que ficam na mesma área do antigo DSM.

“Realizar um mutirão e somente mudar de local os entulhos retirados dos bairros, transformando o local em provável criadouro do mosquito Aedes Aegypti, torna irresponsáveis os administradores”, enfatizou o conselho em ofício destinado à Promotoria. A reportagem de A COMARCA esteve no local juntamente com o conselheiro Edson e as vereadoras Maria Helena Scudeler (PSB) e Luzia Cristina (PSB).


Os registros fotográficos realizados na ocasião comprovam não só que o amontoado de entulho propicia o acúmulo de água parada, mas também que há larvas de mosquito se proliferando no local. No entanto, nesse primeiro momento, não é possível garantir se as larvas são de fato do Aedes Aegypti.

OUTRO LADO
Em nota enviada à reportagem de A COMARCA, a Prefeitura confirmou que na área do antigo DSM é realizada a triagem de materiais recolhidos nas ruas que, posteriormente, são transportados para o aterro sanitário onde são descartados. “Portanto, há sim materiais que foram recolhidos no mutirão regional, que foi realizado no dia 31 de janeiro, em que aproximadamente 60 toneladas de resíduos foram retiradas das ruas de toda a cidade”, admite a Administração.

“No entanto, os objetos que apresentavam risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya foram transportados para o aterro logo após a triagem, já nos primeiros dias de fevereiro, restando apenas os objetos que não apresentam risco de acúmulo de água”, destaca a Prefeitura. Essa informação, contudo, não condiz com o que foi fotografado pela reportagem de A COMARCA, que encontrou pneus, latas e até eletroeletrônicos no meio do entulho.


Mesmo assim, a Secretaria de Saúde “não observou nenhum criadouro do mosquito Aedes Aegypti no local, que constantemente é monitorado e há a aplicação de larvicidas”. A Prefeitura informou ainda que a retirada do entulho é realizada aos poucos, de modo a não prejudicar o calendário de coleta de galhos e entulhos na cidade. “Cabe informar ainda que mais da metade dos entulhos recolhidos no mutirão regional já foram para o aterro e o que ainda resta, deve ser retirado em mais 15 dias”, completou o Governo Municipal.

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