EDITORIAL: Egos inflados

Está cada vez mais insuportável acompanhar as sessões legislativas da Câmara Municipal. Agora, com a proximidade do período eleitoral, os discursos demagogos e as brigas de ego tornam-se o centro do debate político. Se o nível já era péssimo antes, só piorou ao longo do tempo. Isso talvez seja o motivo de poucos, além da imprensa e dos próprios assessores parlamentares, comparecerem todas as segundas no prédio da Rua Dr. José Alves.

A produção legislativa está abaixo da mediocridade. Há semanas A COMARCA não consegue noticiar aprovações ou ao menos sugestões de projetos de lei que possam melhorar diretamente a vida do cidadão. A essa altura, o leitor pode questionar o que os edis fazem semanalmente durante as sessões de Câmara, uma vez que não estão votando ou debatendo questões pertinentes a Mogi Mirim. A resposta é simples: o tempo é gasto em troca de farpas.

Laércio Pires (PPS) é o rei das indiretas. Não passa uma sessão sem disparar críticas veladas a Cinoê Duzo (PSD) e Robertinho Tavares (PEN). Na última segunda-feira, 04, sobrou até para Marquinhos da Farmácia (SD). Os atacados, por sua vez, não raro utilizam a tribuna para revidar. E daí está formado o circo.
Ney de Martim (PROS) também aproveita o tempo disponível na Câmara para atingir seus desafetos, sempre com discursos ácidos, mas raramente certeiros. Mais recentemente, voltou sua metralhadora giratória para Maria Helena Scudeler (PSB) num discurso sem pé nem cabeça, mas seus alvos preferidos são o secretário de Agricultura Valdir Biazotto e o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores.

Essa atual situação é motivo mais do que suficiente para o eleitor promover uma verdadeira renovação nas urnas em outubro. Urge a necessidade de se trocar ao menos dois terços dos vereadores para a próxima legislatura, visto que dá para contar nos dedos aqueles que possuem o mínimo de condições para exercer a vereança.

As eleições de 2012, quando Mogi Mirim decidiu renovar metade de sua Câmara Municipal, já foram um alerta de que as coisas não estavam indo bem e que a qualidade do Poder Legislativo estava deixando a desejar. O senso de cidadania deve ser maior para o pleito que se aproxima, pois o mogimiriano deve perceber que quando seus representantes preferem medir egos ao invés de contribuir positivamente para o progresso da cidade, o município inteiro e sua população estão fadados permanecer em um poço sem fundo.



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