Falecimento de mogimiriano em Jaguariúna pode ter tido como causa Gripe H1N1

Foi sepultado na tarde de segunda-feira no cemitério da Saudade o técnico agrícola Sílvio Aparecido de Oliveira, de 47 anos, cuja suspeita é de que tenha sido mais uma das vítimas da gripe H1N1 que circula pelo Estado de São Paulo. Segundo amigos próximos, ele  era radicado na cidade de Holambra há cerca de 20 anos, e havia sido internado em Jaguariúna no dia 20 de março apresentando sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Em contato com familiares, a reportagem de A COMARCA apurou que a suspeita levantada pela equipe médica que cuidou do caso de Silvio era de que poderia ser a H1N1 a causa da morte. A esposa Vera Oliveira, ainda muito abalada com o caso, disse que a informação sobre a causa real do falecimento do marido deveria ser solicitada no Hospital de Jaguariúna, onde faleceu.

O funeral atraiu muitos familiares e amigos e os comentários mais freqüentes eram de que ele tinha sido de fato sido vitimado pela H1N1. A urna funerária chegou a Mogi Mirim lacrada. Entre os amigos que participaram da despedida do rapaz havia muitos colegas que se formaram com ele no Colégio Agrícola de Espírito Santo do Pinhal. O Técnico em Edificações André Pissinatti era um deles. Contou que acompanhou o drama da família desde o início e que a notícia de seu falecimento causou grande consternação. “Era uma pessoa de bem com a vida, otimista, focado no trabalho e na família. Foi uma perda lamentável”. Pissinatti também ouviu a versão de que a causa da morte teria sido o H1N1. “É uma situação grave porque envolve a questão de saúde pública. As pessoas têm que ser informadas”, opinou.

No setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do município, não havia registro do caso. “Não há evidências do caso citado. Jaguariúna tem casos confirmados, inclusive óbito, de munícipes próprios”, mencionou a médica Dra. Anamaria Rímoli Gerente de Vigilância em Saúde.

Ela confirmou ainda que em Mogi Mirim existem casos confirmados da doença, com alguns pacientes em estado grave. “Temos casos graves internados e outros com evolução benigna, todos ainda em investigação, aguardando resultados confirmatórios”, mencionou. A especialista diz que todas as providências para que não haja a proliferação do vírus estão sendo tomadas, inclusive com o início da vacinação em 30 de Abril.

Estamos passando orientações para os serviços de saúde do Município para que os profissionais estejam atentos para os suspeitos. “Estamos disponibilizando a medicação específica para os casos onde há indicação de uso; estamos colhendo e enviando exames de pacientes graves, internados. Já iniciamos a organização da Campanha de vacinação que irá se iniciar em 30 de Abril”. Ainda de acordo com ela já está sendo deflagrada uma campanha de esclarecimento junto à população

Governo do Estado

Já a Secretaria de Estado da Saúde tem adotado um tom mais cauteloso ao abordar a questão. Segundo informação dada pela assessoria de comunicação, a gripe H1N1 “vem sendo tratada como sendo uma gripe comum, atribuindo tal definição à Organização Mundial da Saúde, a OMS. Segundo ainda consulta feita, causa mais preocupação a circulação de outra cepa do vírus, o H3N2.

Em nota oficial o órgão informa que o fornecimento do medicamento indicado para combater os sintomas (Tamiflu) está normalizado na direção de saúde de São da Boa Vista. Veja na íntegra a nota:

A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que conforme diretriz do Ministério da Saúde, somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave, independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no Brasil.
Neste ano, até 22 de março, foram notificados 324 casos e 42 óbitos por SRAG no Estado de São Paulo atribuíveis ao vírus Influenza. Desse total, 260 casos e 38 óbitos foram relacionados ao vírus A (H1N1). Em 2015, foram 342 casos de SRAG notificados em todo o Estado, sendo 190 relacionados ao tipo A (H3N2). Do total de 65 óbitos registrados em 2015, 28 tiveram também relação com o A (H3N2).
A pasta esclarece ainda que somente em 16 de março recebeu, do Ministério da Saúde, nova remessa de Oseltamivir nas dosagens 30 mg e 40 mg. No Departamento Regional de Saúde (DRS) de São João da Boa Vista o medicamento está disponível para retirada pelas prefeituras da região desde a semana passada.

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