Onda de assaltos na zona Rural motiva vereadores a pedirem ajuda do Estado

Uma onda de assaltos ocorridos na zona Rural de Mogi Mirim mobilizou as forças de segurança do município a buscarem uma solução e motivou a ida de alguns vereadores à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em busca de ajuda. Uma reunião ocorreu na última quinta-feira, 28, com o secretário-adjunto Mágino Alves Barbosa Filho.

Os vereadores Osvaldo Quaglio (PSDB), Maria Helena Scudeler (PSB), Cinoê Duzo (PSB), Luzia Cristina (PSB), Jorge Setoguchi (PSD), Mané Palomino (PPS) e Laércio Pires (PPS), juntamente com quatro sitiantes levaram as reivindicações a Barbosa Filho. O deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) também participou do encontro.

“Não são ações mirabolantes, mas possíveis. O secretário não prometeu nada, mas deu um norte em nossas ações”, avaliou Cinoê. Na prática, a primeira medida a entrar em vigor deve ser a fiscalização ostensiva por parte da Polícia Militar. O batalhão de Campinas deve ser comunicado sobre o assunto.


HORROR
Os sitiantes vítimas da ação dos criminosos relataram momentos de horror na mão da quadrilha. O caso de maior repercussão foi o da festa de aniversário de Letícia Layara Ferreira, quando mais de 50 pessoas foram feitas reféns. A abordagem foi rápida. “Não deu tempo nem de reagir”, conta Letícia.
“Colocaram o revólver na cabeça de uma criança”, contou Lázaro Pulcinelli, também morador da zona Rural, sobre esse caso. “Daí não tem o que fazer a não ser sentar e ficar rezando”, lamentou. “São momentos de terror que eles passaram”, concluiu.

Nessa ocasião, Letícia foi obrigada pelos criminosos a recolher todos os pertences das mulheres presentes na festa, como celulares e pulseiras, enquanto outro assaltante revistava os homens. As ameaças eram constantes. “Eles diziam que iam colocar fogo em nós”, lembrou.

A ação dos criminosos durou três horas, das dez da noite à uma da madrugada. Nesse tempo, a quadrilha fez churrasco e tomou cerveja. “Depois meu pai foi feito refém para que eles pudessem invadir o sítio vizinho”, contou João Emerson de Lima, namorado de Letícia. A ameaça é lembrada até hoje. Os assaltantes deram uma arma de fogo para a vítima e teriam dito: “Se a gente mandar atirar em alguém, você atira! Senão quem morre é você”.

Após esses acontecimentos, a reunião marcada para debater soluções para a insegurança da zona Rural contou com a presença de quase 100 sitiantes. Participaram também Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e o Conselho Municipal de Segurança (Conseg).

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