Professores aderem à paralisação em retaliação a atitude do Governo Estadual

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou no último dia 28 que não vai pagar o bônus anual por desempenho a professores e funcionários da rede estadual de ensino.

O governo quer reverter a bonificação em reajuste salarial de 2,5% para os 300 mil servidores da educação e 100 mil aposentados. É a primeira vez que a bonificação não será paga desde que foi criada, em 2008.

Em resposta, Apeoesp fez protesto com paralisação de 24 horas ontem, sexta-feira, 8, com assembleia geral na Praça Roosevelt, quando professores votam por greve geral por tempo indeterminado.

Em Mogi Mirim, as escolas estaduais “Monsenhor Nora” e “Rodrigues Alves” aderiram à paralisação. No “Monsenhor Nora” houve paralisação total com o cancelamento das aulas. No “Rodrigues Alves”, a paralisação foi parcial, por volta de 14 professores parados.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o valor do reajuste ainda não foi definido. Mas, aos sindicatos da categoria, foi apresentada a proposta de reajuste de 2,5% a ser pago em abril.

No ano passado, mesmo após a maior greve da história da categoria - com 90 dias de paralisação -, o governo do Estado não deu nenhum reajuste aos professores. No ano passado, 232 mil servidores da educação receberam um total de R$ 1 bilhão em bônus, a maior bonificação da história paga pelo governo. O montante foi pago em duas vezes.

O Plano Federal da Educação, aprovado em 2014, preconiza que o salário de um professor não deve ser inferior à média dos salários dos profissionais com nível superior.


Da Redação


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