Saae desmente boatos sobre contaminação do Rio Guaçu

O abastecimento de água em Mogi Mirim não será interrompido, ao contrário do que diziam os boatos espalhados pelas redes sociais na última quinta-feira, 31. As informações desencontradas especulavam sobre os efeitos de um incidente ocorrido na terça-feira, 29, em Bom Repouso (MG) que teria lançado muitos sedimentos na nascente do Rio Mogi Guaçu.

Na manhã de ontem, 01, o próprio prefeito Gustavo Stupp (PDT), acompanhado do presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Wilson Rogério dos Silva, e da coordenadora da Defesa Civil da cidade, Elaine Cristina Navarro, convocou a imprensa local para uma entrevista coletiva realizada na Estação de Captação de Água, que funciona ao lado da represa da AES Tietê, na Cachoeira de Cima.

Elaine informou a Defesa Civil vinha monitorando o assunto. Wilson Rogério pormenorizou as providências que o SAAE tinha tomado preventivamente para o caso da água apresentar algum tipo de problema. “Adquirimos insumos em quantidade suficiente para reforçar o tratamento, caso isso seja necessário. Estocamos mais água nos reservatórios e colocamos em funcionamento excepcionalmente por 24 horas o bombeamento de água para estes mesmo reservatórios”, comentou.

“Além disso, provisionamos caminhões pipas para necessidades extremas como, por exemplo, atende escolas e hospitais. E orientamos escolas e outras repartições públicas para que economizassem água”, detalhou o presidente do Saae.


INCIDENTE
Uma forte tromba d’água atingiu o município de Bom Repouso (município mineiro a 130 quilômetros de Mogi Mirim, próxima a Borda da Mata) na tarde de terça-feira, 29, provocando enormes estragos por toda a cidade. Houve relatos de que pelo menos um metro e meio de lama e detritos de animais mortos escorreram para o leito do Mogi Guaçu.

Nas redes sociais, foram difundidas postagens advertindo a população de que uma grande quantidade “lama tóxica” havia atingido o rio, em caso semelhante ao ocorrido em Mariana (MG), envolvendo a mineradora Samarco. Stupp condenou a boataria. “As pessoas precisam ter mais responsabilidade com aquilo que tornam público”, disse.

De acordo com informações oficiais do município de Bom Repouso, houve estragos em imóveis e animais acabaram mortos no bairro rural dos Araújos, e até uma estrada foi interditada pelo acúmulo de lama. A maior parte, contudo, acabou ficando acumulada nas margens do córrego onde ocorreu o problema e apenas uma pequena parte desaguou no Rio Mogi Guaçu.

Desde quarta-feira, 30, técnicos do Saae, do Samae de Mogi Guaçu e da Cetesb estão acompanhando o avanço dessa lama rio abaixo. Para a reportagem de A COMARCA, a Prefeitura de Mogi Guaçu também ressaltou que não há riscos. O prefeito Walter Caveanha (PTB) obteve informação de que a lama não se trata de rejeito tóxico, e sim de material composto de barro e restos de madeira.

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