Mogi pode ter primeira prefeita de sua história

As eleições de 2016 podem ser históricas. Pela primeira vez, Mogi Mirim pode eleger uma mulher para o cargo máximo do Executivo municipal. Por enquanto, o cenário eleitoral conta com três pré-candidatas: Maria Helena Scudeler de Barros (PSB), Daniela Dalben (PTB) e Lúcia Tenório (SD). A reportagem de A COMARCA conversou com as três ao longo da semana.

Daniela Dalben, Maria Helena Scudeler e Lúcia Tenório são pré-candidatas ao Executivo

“A mulher tem que vir para somar”, diz a fisioterapeuta Daniela Dalben. “Nós mulheres já traçamos um plano para a área social e preciso dos homens para as outras áreas”, acredita. Dessa forma, a pré-candidata ao governo de Mogi Mirim aposta numa plataforma generalista. “A mulher já tem uma visão mais geral, é até cientificamente comprovado”, argumenta.

Com a experiência de já ter composto as bancadas da Câmara Municipal, Daniela diz que sua plataforma de governo será a preservação da vida. “A vida vem sendo desrespeitada pelos entes políticos. Precisamos de qualidade de vida!”, acredita. “Sempre foi minha bandeira. Agora quero ser uma nova opção ao eleitor”, destaca.

Também da área da Saúde, a ginecologista Lúcia Tenório acredita que pode usar sua experiência de vida em prol da cidade. “Ouço diariamente os anseios da população nos atendimentos que faço tanto na clínica quanto na rede pública de saúde”, conta. “Já sou uma mulher madura, sinto que posso usar todo esse aprendizado para retribuir toda a minha gratidão”, afirma.

Vice-prefeita em São João da Mata entre 2005 e 2008, Lúcia acredita que a mulher, de forma geral, ainda enfrenta preconceito no meio político. “Por isso conto com essas guerreiras mogimirianas para que possamos a cada dia reverter essa situação. Não de forma rude, mas sim com amor e sensibilidade”, ressalta.

Experiente na Câmara Municipal, inclusive tendo presidido a Casa de Leis entre 2001 e 2002, a vereadora Maria Helena Scudeler de Barros discorda dessa visão. “O eleitorado mogimiriano é simpático à mulher, somos bem representadas e não temos nos posicionado discretamente”, afirmou, em referência as colegas Luzia Cristina (PSB) e Dayane Amaro (PSDB).

A vereadora acredita que o momento político é favorável ao sexo feminino, com Marina Silva (Rede) liderando as intenções de voto para suceder Dilma Rousseff (PT) na presidência da República e com a ministra Carmen Lúcia prestes a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). “Mulheres têm mais sensibilidade, situações difíceis me incomodam, me emocionam, não escondo isso”, afirma.

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