Vigilância Epidemiológica pede cuidado com caxumba

Um problema ocorrido recentemente no colégio Anglo, em Mogi Guaçu, chamou a atenção para mais uma patologia que costuma se disseminar durante a época mais fria do ano, a caxumba. Conforme informação prestada pela direção do colégio, um estudante do ensino médio, com sintomas da doença, frequentou as aulas. Tão logo teve confirmada a doença, a direção da escola entrou em contato com  o setor de Vigilância Epidemiológica da vizinha cidade, que recomendou uma vacinação em todos os estudantes.

Aqui em Mogi Mirim, escolas particulares, pela reportagem, afirmaram que não houve casos da doença. O Colégio Imaculada informou que uma professora, que também integra a rede municipal, teve a doença registrada. O COC informou que nenhuma anormalidade foi detectada, mas que a direção está atenta aos fatos. Também a direção do Colégio Objetivo informou que não havia motivos para maiores preocupação.

A enfermeira chefe da Vigilância Epidemiológica de Mogi Mirim, Daniele Tonietti Miguel confirmou que existem relatos oficiais de diversos casos espalhados pela cidade. Contudo, assegurou que não se trata ainda de um surto. Ela explicou que um surto se configura a partir do momento em que ocorrem diversos casos numa mesma região. Em escolas da rede municipal onde foi detectada a doença, foi organizada uma força tarefa para vacinar crianças que ainda não tinham tomado a segundo dose da vacina Tríplice, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. A vacina é aplicada a partir dos 12 meses.

Daniele deixou um apelo para que as mães examinem a caderneta de vacinação de seus filhos e , se for constatado que a segunda dose não foi aplicada, que levem a criança até a unidade de saúde mais próxima, munidas da carteirinha de vacinação. A doença também pode atingir adultos e a vacina também pode ser disponibilizada nas UBS. “Via de regra a doença atinge no público adulto pessoas na faixa etária de 20 a 35 anos”, ilustrou. A especialista informou ainda que o agente transmissor, o vírus  Paramyxovirus  pode ser transmitido pelas vias respiratórias através de gotículas de saliva ou perdigotos de pessoas infectadas.

SINTOMAS
A caxumba, também chamada de papeira ou parotidite, tem um período de incubação de duas ou três semanas. Seus primeiros sintomas são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar. Nos casos graves, a caxumba pode causar surdez, meningite e, raramente, levar à morte. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários (ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade. Por isso, é necessário redobrar a atenção nestes casos e ter acompanhamento médico.



Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top