Conta de água vai subir 13,31%

A conta de água dos mogimirianos vai ficar mais cara. Uma reunião do Conselho de Regulação e Controle Social definiu que o reajuste da tarifa de água e esgotos será de R$ 13,31%. Isso significa que a faixa de consumo mínimo custará R$ 30,52 para residências e 80,20 para comércios.

O reajuste vale para as contas de julho, com vencimento em agosto. O índice foi proposto pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ), para quem o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) delegou os estudos técnicos sobre o tema.

O que mais pesou para o cálculo do reajuste foram dois pontos. O primeiro é o gasto com a concessionária Serviço de Saneamento Mogi Mirim (Sesamm), responsável pela coleta e tratamento de parte do esgoto da cidade. Por força de contrato, o Saae repassa atualmente R$ 1,1 milhão por mês à empresa.



O segundo ponto é a inadimplência do Poder Público. A Prefeitura não paga regularmente a própria conta de água e esgotos. Quando a Administração Municipal deixa de honrar seus compromissos, o Saae leva um calote de aproximadamente R$ 300 mil no mês. Ao todo, são R$ 11 milhões de dívida desde 2009.

“A inadimplência municipal é relativamente baixa, mas o número cresce quando o Poder Público não paga a conta”, explicou o diretor administrativo e financeiro da Ares-PCJ, Carlos Roberto de Oliveira. A inadimplência da população geral, segundo os dados apresentados, representa somente de 1% a 2% da inadimplência total do Saae.

Para tentar reequilibrar as finanças da autarquia, a Ares-PCJ incluiu na tarifa do consumidor comum 3,97% do calote dado pela Prefeitura. Além disso, devido a atual situação financeira, o Saae perdeu completamente sua capacidade de investimento. “Se fosse planejar investimento, a tarifa iria para as alturas”, alertou Oliveira.

O último reajuste da tarifa de água e esgoto ocorreu em 18 de junho de 2015, quando o aumento foi de 17,67%. Na ocasião, a crise elétrica com a consequente alta do custo da energia foi a principal vilã.

PREJUÍZO
O Saae está dando prejuízo. No exercício de 2015, a autarquia encerrou o ano com um rombo superior a R$ 1,1 milhão. Já nos quatro primeiros meses de 2016, o saldo negativo já soma quase R$ 500 mil. “A luz vermelha está acessa”, resumiu o diretor administrativo e financeiro da Ares-PCJ.


Faixas de consumo com o reajuste de 13,31%


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