Gaeco e Baep realizam operação em Mogi contra células do PCC

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, e o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) realizaram na manhã desta terça-feira, 28, operações coordenadas em diversas regiões do Estado de São Paulo, incluindo Mogi Mirim, visando à desarticulação de diferentes células da organização criminosa autodenominada Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nessas operações estão sendo cumpridos 68 mandados de busca e apreensão, 42 mandados de prisão temporária e oito mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Além de Mogi Mirim, as ordens judiciais estão sendo cumpridas nas cidades de Campinas, Indaiatuba, Rio Claro, Aguaí, Monte Mor, Hortolândia, Sumaré, Santa Bárbara D´Oeste, Piracicaba, Praia Grande, Cubatão, Itanhaém, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Bauru, Severínia, Riolândia, Ituverava e Sertãozinho.

Foto: Núcleo de Comunicação Social do MP/SP
As operações para cumprimento das ordens judiciais expedidas estão sendo executadas pela Polícia Militar e pelos Promotores de Justiça do Gaeco de maneira coordenada em todo o Estado de São Paulo objetivando, além dos resultados práticos relacionados a cada uma das investigações, uma maior desarticulação na estrutura da organização criminosa.

Participam das operações coordenadas 20 Promotores de Justiça do Gaeco e quase mil policiais militares de diversas regiões do Estado de São Paulo, da Rota, COE e Corregedoria da Polícia Militar.

As operações são resultado de investigações autônomas realizadas nos últimos meses pelos Núcleos do Gaeco de Campinas, Piracicaba, Santos e São José do Rio Preto, cada uma delas versando sobre a atuação de células regionais do PCC que operavam, dentre outros crimes, o tráfico de drogas em larga escala.

Através dos respectivos procedimentos investigatórios criminais, os Promotores de Justiça do Gaeco conseguiram reunir elementos sobre a estrutura e a sistemática de funcionamento de cada uma das células investigadas.

No curso da investigação realizada pelo Núcleo Campinas, dentre dezenas de membros do PCC investigados, foram identificados dois integrantes da organização criminosa que são responsáveis pelo gerenciamento de parte das questões financeiras do grupo no interior do estado de São Paulo e pela sintonia dos gravatas. Além disso, foi identificada uma rota interestadual que era utilizada para distribuição de drogas na região de Campinas a partir de Indaiatuba.

A partir das informações produzidas pelos diferentes Núcleos do Gaeco em cada uma das investigações, com o apoio da Inteligência da Polícia Militar e suporte operacional da Polícia Militar, da Polícia Militar Rodoviária e do Departamento de Operações de Fronteira, foram realizadas ações que resultaram na apreensão de mais de 2 toneladas de substâncias entorpecentes.

Ao final de cada trabalho investigativo, os Promotores de Justiça do Gaeco endereçaram aos Juízos competentes requerimentos de prisões temporárias e preventivas e de busca e apreensão.

Até o momento, as ações coordenadas resultaram em 61 prisões e na apreensão de cerca de 2,4 toneladas de drogas, armas, veículos e dinheiro, cujo valor ainda está  sendo contabilizado. Diversos flagrantes também foram lavrados.

Com informações do Núcleo de Comunicação Social do Ministério Público do Estado de São Paulo

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