PSDB indica pré-candidatura de Carlos Nelson

Agora é oficial. O PSDB de Mogi Mirim aprovou por aclamação a pré-candidatura de Carlos Nelson Bueno a prefeito para as eleições de outubro. A reunião definitiva ocorreu na noite de quinta-feira, 23, no escritório político do deputado estadual Barros Munhoz em Mogi Mirim.

“Fui pego um pouco de surpresa”, admitiu Carlos Nelson, em conversa com a reportagem de A COMARCA na tarde de ontem, 24. A semana foi, de fato, movimentada para o ex-prefeito, que viu na segunda-feira, 20, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) manter sua condenação no caso da compra de móveis escolares sem licitação.

Carlos Nelson, porém, garantiu que isso não deve atrapalhar as articulações políticas dos tucanos nem sua pré-candidatura em si. Tanto que logo após conversar com A COMARCA, o ex-prefeito recebeu membros do PR, incluindo o pré-candidato Elias Ajub, para uma conversa. Nos dias anteriores, fez o mesmo ritual com Lúcia Tenório, do SD.

Por enquanto, os partidos mais próximos a Carlos Nelson e que podem fechar aliança com o PSDB são PSD, SD e PPS. Enquanto isso, PTB e PR ensaiam uma aproximação, mas sem nada definido.

Carlos Nelson: pré-candidatura, enfim, confirmada pelo PSDB

CONDENAÇÃO
O TJ manteve a condenação de Carlos Nelson Bueno e de outros sete réus pela compra de móveis escolares sem licitação, em 2006. Em julgamento na 4ª Câmara de Direito Público, no Palácio da Justiça, foi mantida a sentença de primeira instância da juíza Roseli José Fernandes Coutinho por crime de improbidade administrativa.

No entanto, como a Justiça não identificou crimes de enriquecimento ilícito ou dano ao erário público, Carlos Nelson e a ex-vice-prefeita Flávia Rossi (PSDB) dificilmente podem se enquadrar na lei da Ficha Limpa.

Esse processo envolve ainda a ex-diretora municipal de Saúde Célia Dorázio, os funcionários públicos Antonio Puggina e Marta Leal e a empresa Ideal Rupolo Móveis, de Décio Rupolo e Leonardo Giunilato Rupolo. A Justiça declarou nulo o contrato entre empresa e Administração Municipal, condenando os réus a pagamento de multa civil de quase R$ 180 mil e suspensão dos direitos políticos por cinco anos.

A ação foi motivada pela compra de móveis escolares, sem prévia concorrência pública, da empresa Ideal Rupolo. A ordem de compra partiu do então Departamento de Educação, com apenas a cotação da referida empresa e com uma observação para a realização de um processo de inexigibilidade de licitação.

A tese de que esse procedimento não exigia licitação, dada a exclusividade dos produtos da Ideal Rupolo, não convenceu a juíza de primeira instância. Para a Justiça, a existência de inúmeros outros produtos de móveis escolares com produtos similares e que poderiam atender aos requisitos da Prefeitura. “O desenho industrial diferenciado não justifica a inexigibilidade de licitação”, sentenciou a magistrada na época.

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