Reunião sobre dissídio acaba em bate-boca

Terminou em bate-boca a assembleia convocada na noite da última quarta-feira, 15, pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Mirim (Sinsep). Duas alas do funcionalismo divergiram sobre as providências a serem tomadas pela classe após a audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, na manhã do mesmo dia.

Em Campinas, compareceram quatro representantes do Sinsep, entre eles o presidente Antonio Maciel de Oliveira, o Toninho, e o advogado Valdir Paes, integrantes da comissão sindical, incluindo a advogada Joelma Franco da Cunha, e quatro membros da Prefeitura, sendo eles os secretários de Administração, Francisco Scarabel Júnior, de Finanças, Elisanita Aparecida de Moraes, de Governo, Antonio Camilotti Júnior e a procurada do município, advogada Tânia Mara Rossi.

O sindicato manteve a proposta de reajuste inicial, não abrindo mão do percentual de 10,48%. Por outro lado, a Administração Municipal manteve a oferta de 3,21%, baseando-se no argumento da crise financeira que assola os municípios brasileiros e alegando não ter condições de oferecer o que o Sinsep pede.


A desembargadora Gisela Rodrigues Magalhães de Araújo e Moraes interveio. A partir de balancetes apresentados pela secretária de Finanças, e com apoio de um técnico do TRT, formulou duas propostas. Reajuste de 7,29% em duas parcelas de 3,58% ou rejuste de 6,3% a partir de 01 de junho, com alteração da data de pagamento dos salários para o quinto dia últil do mês seguinte. Atualmente, os salários são pagos no fim do mês do vencimento.

Ainda assim, a Prefeitura se mostrou relutante, reinterando que passa por dificuldades orçamentárias. No entanto, se comprometeu a estudar o que foi proposto pela desembargadora e negociar com o sindicato até quarta-feira, 22. Toda essa situação foi explicada pelo advogado Valdir Paes aos servidores públicos presentes na assembleia realizada pelo Sinsep, horas depois.

Foi quando começaram os desentendimentos. Uma ala dos servidores, liderada por Joelma, queria debater e votar as propostas do TRT. Por outro lado, os funcionários alinhados a Toninho defenderam que isso deveria ocorrer apenas quando a Prefeitura apresentasse uma nova proposta.

“Não há nova proposta da Prefeitura, temos que aguardar até quarta”, reforçou o presidente do Sinsep. “O sindicato está querendo empurrar a greve na nossa goela abaixo”, protestou uma servidora. Com os ânimos exaltados, Toninho encerrou a assembleia 15 minutos após seu início, o que causou a explosão de Joelma e aliados. “Isso é uma covardia!”, gritou a advogada antes de se retirar.

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