Dividido, PPS começa a definir alianças

O PPS de Mogi Mirim deve começar a definir seu futuro político a partir da próxima semana. O momento pede um discurso conciliador, uma vez que o partido está dividido. Uma ala defende uma aliança com Carlos Nelson Bueno (PSDB), enquanto outra prefere coligação com Ricardo Brandão (PMDB).

Gerson Rossi, presidente da sigla
Curiosamente, essa diferença é explicitada na Câmara Municipal, com os dois parlamentares do PPS. Manoel Palomino, guarda civil municipal de carreira, não esconde a preferência por Brandão, que criou a GCM durante sua gestão, nos anos 1980. Por outro lado, Laércio Rocha Pires é só elogios para os oito anos de administração de CNB.

Presidente do PPS e atual vice-prefeito municipal, Gerson Rossi Júnior está ciente dessa divisão e, após conversar pessoalmente com os dois ex-prefeitos, pretende resolver isso com os militantes de seu partido. “Temos que olhar o que é melhor para o grupo, para a cidade e até para a nossos pré-candidatos a vereador”, pontuou para a reportagem de A COMARCA.

Gerson já convocou para a próxima terça-feira, 12, uma reunião interna da legenda para avançar nas alianças eleitorais. “Não sei se vai definir, não acredito que isso vá acontecer já”, avaliou. Mas a expectativa é de que as coisas já fiquem um pouco mais claras para os filiados do PPS.

Sobre sua participação no pleito de outubro, o vice-prefeito revelou que nada ainda está definido. Mas garantiu que há necessidade de uma desincompatibilização de sua atual função, pois já está afastado de seu cargo de origem da Prefeitura – procurador jurídico – desde 2013, deixando em aberto a possibilidade de concorrer para vereador ou vice-prefeito novamente. “Isso será definido na convenção”, garantiu.

A convenção partidária do PPS, por sinal, ainda não tem data para ocorrer e só deve ser marcada após a sigla se decidir entre Carlos Nelson e Ricardo Brandão.

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