Novo loteamento causa polêmica no São Marcelo

A instalação de um novo empreendimento residencial de médio e alto padrão de aproximadamente 200 lotes vizinho ao bairro Chácaras São Marcelo, no extremo norte da cidade, vem causando polêmica. Um grupo de moradores do Sâo Marcelo contrários ao futuro loteamento estiveram presentes na última segunda-feira, 04, na Câmara Municipal.

Na ocasião, estava na pauta do Legislativo um projeto de lei que autoriza um acordo técnico entre o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) e a Empreendimentos Imobiliários São Marcelo, empresa responsável pelo novo loteamento. Tal acordo é referente ao sistema de coleta de esgoto.

Basicamente, a proposta é que, ao invés de instalar o sistema de esgotamento sanitánio apenas no novo loteamento, a empresa compre as tubulações também para as Chácaras São Marcelo, que atualmente descarta seus resíduos em fossas. Daí a instalação de tudo ficaria por conta do Saae. A votação do projeto, porém, foi adiada por 10 dias e deve voltar à pauta somente depois do recesso parlamentar, em agosto.

Falando em nome dos moradores das Chácaras São Marcelo, a advogada Solange Machado e Silva se posicionou fortemente contra o novo loteamento. O principal argumento é de que a instalação de mais 200 lotes sobrecarregaria o único acesso ao bairro, que também seria utilizado para chegar ao novo loteamento.

Simone também é contra o projeto de acordo técnico entre Saae e a empresa loteadora. “Não está correto e se for legalmente correto, com certeza não é moral”, disse. “Se for dessa forma, eu vou fazer de tudo para impedir esse loteamento”, afirmou se dirigindo ao vereador Leonardo Zaniboni (SD), sócio da Empreendimentos Imobiliários São Marcelo.

Em entrevista à imprensa, Zaniboni defendeu o projeto de cooperação técnica. “No momento em que o emissário estiver concluído, vai beneficiar toda a São Marcelo”, garantiu. O vereador disse que pretende conversar com Solange e com os moradores do bairro. “Com bom senso dá para se resolver”, avaliou. O novo loteamento ainda depende de aprovação do município.

(Foto: Rogério Manera)

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