Dra. Lúcia é a vice na chapa de Carlos Nelson

Fim da novela. A chapa de Carlos Nelson Bueno (PSDB) para prefeito terá a Dra. Lúcia Tenório (SD) como vice. A confirmação veio na noite de ontem, 05, após uma reunião entre os dois candidatos e os presidentes de PSDB, SD, PSD e PPS.

Essa composição só foi possível graças a uma liminar da Justiça Eleitoral que reconduziu o vereador Leonardo Zaniboni à presidência do SD, ratificando o que a Executiva da legenda decidiu em convenção realizada na última quarta-feira, 03. (Leia abaixo).

A sensação foi de alívio, como relatou Dra. Lúcia para a reportagem de A COMARCA. “Foi um teste de paciência, de amor, de espera”, definiu. Já Carlos Nelson, questionado se essa indefinição chegou a atrapalhar o planejamento da campanha, acredita isso tudo serviu para unir ainda mais o grupo. “Ajudou, na verdade”, resumiu.


A expectativa por poder anunciar o nome de Lúcia Tenório era tanta que o PSDB realizou sua convenção sem definir um vice. Na última terça-feira, 02, Carlos Nelson foi oficializado como candidato a prefeito para as eleições de outubro, mas seu vice ainda ficou indefinido. Afinal, o SD ainda realizaria sua convenção.

Mesmo assim, Lúcia Tenório e Leonardo Zaniboni – que naquele momento ainda era o presidente destituído do SD – compareceram à reunião do tucanato mogimiriano. O fato rendeu elogios do ex-prefeito e candidato. “A postura dele (Zaniboni) é de coragem e dignidade”, disse Carlos Nelson. “A gente espera que os escalões mais altos respeitem aquilo que consideramos um direito humano, que é o da opinião”, reforçou.

Com um impasse explícito em sua convenção – uma vez que tinha Dra. Lúcia de um lado e o empresário e ex-vereador Orivaldo Magalhães do outro, ambos pleiteando o mesmo cargo – Carlos Nelson previu ainda outros obstáculos para sua candidatura. “Devo sofrer uma ou duas impugnações [de candidatura]”, afirmou. “Previsíveis, serão rebatidas pelos advogados”, explicou logo em seguida.

O ex-prefeito se refere a dois pontos. Primeiro: a rejeição das contas municipais de 2007, por conta do não pagamento de precatórios. Segundo: a condenação em segunda instância pelo Tribunal de Justiça pela compra de móveis escolares sem licitação. “Esses pontos não me impediram de ser candidatos”, garantiu.

“Estou tranquilo e peço tranquilidade”, disse aos correligionários e candidatos a vereança. “Não seria candidato se sentisse alguma possibilidade de ter problemas no processo eleitoral”, frisou. Ainda assim, o tucano ressaltou a dificuldade que essa campanha impõe.

Carlos Nelson declarou não ter condições de competir com o “poderio econômico” de seus adversários e disse que, caso assuma a Prefeitura em janeiro de 2017, terá um difícil governo pela frente. “Não é fácil, mas tenho certeza que estou preparado para isso”, afirmou.

Devido a atual situação da Prefeitura, o candidato do PSDB acredita que precisará realizar um “governo de restrição” durante um ano e meio, para recuperar a cidade e reorganizar a Prefeitura. “A partir disso, partir para a conquista de diversos patamares em diversos setores”, disse o ex-prefeito, que governou Mogi Mirim entre 2005 e 2012.

“Peço a Deus energia e vitalidade, porque vale a pena uma vitória como essa para recolocar a cidade nos trilhos”, encerrou o candidato a prefeito.

DISPUTA
O vereador Leonardo Zaniboni conseguiu na última quarta-feira, 03, reverter na Justiça Eleitoral a sua destituição como presidente da comissão provisória do Solidariedade (SD) de Mogi Mirim. A partir daí convocou convenção entre os membros da Executiva do partido, realizada ainda na quarta, para oficializar qual candidatura a prefeito apoiaria para as eleições de outubro.

Com nove votos e uma abstenção, a Executiva do SD decidiu apoiar a candidatura de Carlos Nelson Bueno (PSDB), indicando a Dra. Lúcia Tenório como vice na coligação, em detrimento a candidatura de Ricardo Brandão (PMDB), que não recebeu nenhum voto de apoio. “Que fique a prova de que a Justiça, a ética e a Democracia vencem o poder econômico”, comemorou Zaniboni, ao final da votação.

Roberta de Mello Francatto, então presidente do SD que fora notificada na manhã daquela quarta-feira que não respondia mais pelo partido, não apareceu na convenção. A vice-presidente da legenda, Márcia Róttoli, também esteve ausente sem justificativa. Ambas estão no outro lado dessa disputa e preferiam fechar aliança com Ricardo Brandão.

Roberta e Márcia, aliás, desde os momentos anteriores a convenção presidida por Zaniboni, espalharam pelos canais de comunicação do partido que o SD de Mogi Mirim estava sob intervenção estadual, sob ordem do presidente David Martins de Carvalho. O objetivo era esvaziar a convenção realizada no final da tarde e obstruir o apoio a Carlos Nelson.

Procurado pela imprensa, Carvalho confirmou que realizaria a intervenção em Mogi Mirim, conforme prevê o estatuto do partido. Segundo informações extraoficiais apuradas por A COMARCA, a intenção do presidente estadual da legenda era realizar uma nova convenção na sexta-feira, 05, o que não ocorreu.

O pedido para cassar a liminar de Zaniboni, porém, foi negado pela Justiça Eleitoral de Mogi Mirim. A juíza Fabiana Garcia Garibaldi considerou que Carvalho não seguiu os procedimentos do próprio estatuto e, por isso, a intervenção seria ilegal e poderia mudar os rumos da eleição em outubro. “Não fui destituído porque estava conduzindo mal, eles [diretório estadual] simplesmente mudaram o rumo do partido”, disse Zaniboni à imprensa.

PPS
O PPS de Gerson Rossi definiu em convenção qual candidato deveria apoiar para as eleições de outubro. O partido, que entre seus filiados está claramente rachado entre Carlos Nelson Bueno e Ricardo Brandão (PMDB), registrou 39 votos a favor dos tucanos e 22 contra.

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