Obras do Zerão serão investigadas pelo MP

O Ministério Público (MP) vai investigar possíveis irregularidades nas obras de desassoreamento do lago do Complexo Esportivo “José Geraldo Franco Ortiz”, o Zerão. A denúncia chegou ao conhecimento da Promotoria através de denúncia dos vereadores Luiz Guarnieri, Luzia Cristina, Maria Helena Scudeler de Barros e Cinoê Duzo, que protocolaram uma representação contra o prefeito Gustavo Stupp (PDT)

De acordo com a denúncia, partes do córrego que alimenta o lago continua assoreado e o serviço de paisagismo no entorno do local não foi realizado. Além disso, segundo os vereadores, a grade de contenção que foi implantada na travessia para o córrego foi feita de forma inadequada, acarretando o rompimento da estrutura de concreto existente no local.


“Foi pago 100% do custo da obra e até o momento quase nada se vê do que está contratado”, afirma a denúncia. Foi R$ 1,5 milhão pago para a empresa contratada. Ainda de acordo com a bancada do PSB na Câmara, há relatos de que as máquinas ficaram muito tempo paradas, sem que nenhum funcionário estivesse trabalhando no local. O promotor Rogério José Filócomo Júnior esteve no Zerão na última quarta-feira, 24, e considerou que o complexo esportivo está em “estado de abandono”.

O secretário de Obras, Wilson Rogério da Silva, se manifestou sobre o caso. Afirmou que o total de sedimentos localizados dentro das duas lagoas do Zerão era cerca de 5 vezes maior do que se pensava, cerca de 88 mil metros cúbicos, quantidade suficiente para preencher 18 piscinas olímpicas. A partir disso, a Prefeitura procurou fazer um ajuste dentro do projeto, dentro daquilo que a Legislação permite, ou seja, um aditivo de até 25% do valor contratado (que foi definido em 23,82% posteriormente.

“E após quase todo trabalho realizado, as fortes chuvas do final de 2015 e início de 2016 arrastaram aos lagos uma grande e expressiva quantidade de resíduos que já havia sido retirado pela empresa contratada”, explicou o secretário. “Atendendo nossa solicitação, a empresa voltou a retirar esse material sem qualquer custo”, completou.

O período de chuvas, de acordo com Wilson Rogério, contribuiu ainda para o retardamento dos serviços, obrigando uma prorrogação no prazo inicial de entrega das obras em mais 60 dias. “É necessário esclarecer que devido à necessidade da observância de medidas de controle e fiscalização do governo paulista, o pagamento restante referente ao aditivo, toda a documentação referente à realização da obra, aguarda parecer definitivo do organismo que financiou sua execução (Secretaria Estadual da Justiça e Defesa da Cidadania), o que nos obriga a emitir uma certidão de recebimento provisório dos serviços, prolongando a permanência dos equipamentos no local”, finalizou.

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