Pedidos de impugnação não preocupam Carlos Nelson

Candidato a prefeito pelo PSDB, Carlos Nelson Bueno acertou em cheio ao dizer, no ato de lançamento de sua candidatura, no começo de agosto, que sofreria “uns dois ou três pedidos de impugnação”. Eles vieram, do advogado José Aparecido Cunha Barbosa, da coligação “Tudo por Mogi Mirim”, do rival Ricardo Brandão (PMDB) e da coligação "Seu voto, sua voz para melhorar Mogi Mirim", do adversário Ernani Gragnanello (PT).

O principal argumento é o da rejeição das contas municipais de 2007, o terceiro ano do primeiro mandato do ex-prefeito. Barbosa foi além e citou também a rejeição das contas de 2012 e a condenação por improbidade administrativa do ex-prefeito tucano.

Justamente por esperar esses pedidos de impugnação, as defesas de Carlos Nelson estão praticamente prontas, a cargo de um escritório de advocacia de São Paulo. Isso explica a tranquilidade do ex-prefeito ao tocar no assunto. Para A COMARCA, o tucano justificou seus atos enquanto prefeito, que levaram a rejeição das contas de 2007 pelo TCE e pela Câmara Municipal.


O principal fato que determinou a rejeição daquelas contas foi o não pagamento de precatórios. O PMDB alega que Carlos Nelson não pagou “porque não quis”, agindo com “omissão dolosa e insanável”, violando a Lei de Improbidade e a Lei de Responsabilidade Fiscal, implicando numa inelegibilidade até 2018.

Carlos Nelson rebate, dizendo que o município não saiu prejudicado pelo não pagamento dos precatórios da Fepasa e relembra os fatos. Em 2007, o então presidente Lula editou uma Medida Provisória (MP) para devolver aos municípios todas as áreas que pertenciam ao sistema ferroviário. Mogi não tinha área, pois havia desapropriado todas. Tinha dívida da desapropriação. Foi justamente essa dívida que Carlos Nelson tentou anular junto ao governo federal, aproveitando a MP de Lula.

O ex-prefeito diz que obteve sucesso, por isso não pagou uma dívida que considerara indevida. “Não deixei de pagar por capricho ou para prejudicar algum prefeito que viesse depois”, argumenta. Por isso o tucano acredita que os pedidos de impugnação não devem prosperar. “Sob o ponto de vista político, é a arma que meus adversários têm”, finalizou.

Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top