Dra. Lúcia desmente boato e continua candidata

A Dra. Lúcia Tenório (SD) desmentiu os boatos e informações desencontradas espalhados ontem por Mogi Mirim e garantiu à reportagem de A COMARCA que continua candidata a vice-prefeita na chapa de Carlos Nelson Bueno (PSDB).

“Estou tranquila, segura a com muita vontade de trabalhar quatro anos como vice-prefeita e secretária de Saúde para fazer um ótimo serviço à população”, ressaltou em conversa na tarde de ontem, 23.

O esclarescimento se fez necessário devido a um acontecimento ocorrido nos bastidores do debate promovido por A COMARCA na Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm), na última quarta-feira, 21.

Na ocasião, um advogado identificado como Cristiano Vilela abordou, segundo testemunhas, de forma truculenta a candidata a vice-prefeita comunicando a expulsão dela do SD, por determinação da cúpula estadual. Lúcia se recusou a assinar qualquer notificação sem a presença de seu próprio advogado.

Para o advogado da coligação “Mogi Mirim crescendo de novo”, Carlos Roberto Marrichi Júnior, Lúcia Tenório não pode ser expulsa do partido nos moldes como a questão está sendo tratada. “Não houve respeito ao devido processo legal”, explicou, destacando que não foram seguidos os trâmites do próprio estatuto do SD.

Marrichi Júnior lembrou que a candidatura de Dra. Lúcia foi deferida pela Justiça Eleitoral e que não houve pedido de impugnação. O advogado explicou ainda que há outra irregularidade: o SD estadual já deu a condenação de Lúcia Tenório – no caso, a expulsão – sem o devido julgamento. “É inaceitável”, reiterou.

Para o candidato Carlos Nelson Bueno, o episódio revela duas verdades. “Primeiro: eleitoralmente estamos bem a frente de nosso adversário principal e essa atitude desesperada revela isso”, destacou. “Segundo: isso mostra definitivamente aos mogimirianos que ainda têm dúvidas quem se opõe ao atual governo e quem recebe apoio eleitoral do senhor Gustavo Stupp”, completou.


FAVORECIMENTO
Em nota oficial assinada pelo Solidariedade (SD) de Mogi Mirim, o partido acusa o grupo ligado ao prefeito Gustavo Stupp (PDT) de tentar forçar uma aliança entre a Dra. Lúcia Tenório e o candidato Ricardo Brandão (PMDB).

O presidente do SD de Mogi Mirim, Leonardo Zaniboni, lembrou que a cúpula estadual do partido tentou por duas vezes dissolver a comissão do SD na Justiça, para que a legenda apoiasse Ricardo Brandão ao invés de Carlos Nelson Bueno.

A ligação com Stupp seria justamente o presidente estadual do SD, Davi Martins de Carvalho. No episódio da tentativa de expulsão da Dra. Lúcia, o advogado que representou a cúpula estadual do partido é o mesmo que defende Gustavo Stupp (escritório Vilela, Gomes & Miranda Advogados).

Davi já declarou à imprensa que o SD de Mogi Mirim tinha como obrigação se coligar com o PMDB de Ricardo Brandão, obedecendo uma aliança que existe em todo o estado de São Paulo. No entanto, de acordo com pesquisa feita pela sigla de Mogi Mirim, a tal aliança SD-PMDB não existe.

Para o candidato Carlos Nelson Bueno (PSDB), está clara a intervenção de Stupp no caso. “Como um prefeito sem nenhum prestígio na cidade consegue interferir na cúpula de um partido em São Paulo? Seguramente não foram argumentos ideológicos, resta saber que tipos de benefícios essa cúpula partidária recebeu”, disse para A COMARCA.


“A verdade é que essa intromissão através do prefeito Stupp só revela o desespero do grupo que sustenta o prefeito e seu sucessor preferido, que o apoiou abertamente em sua eleição”, declarou Carlos Nelson.


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