Enfermeiras criticam corte de gastos da Prefeitura

Um grupo de enfermeiras municipais marcou presença na Câmara, durante sessão da última segunda-feira, 05, e entregou ao presidente da Casa, vereador João Carteiro (SD), uma carta elencando as consequências do corte das funções gratificadas (FGs), especificamente no setor de Saúde, imposto pelo prefeito Gustavo Stupp (PDT).

De acordo com as servidoras, estão suspensas desde 01 de setembro – quando entrou em vigor o decreto de contenção de despesas de Stupp – as atribuições gerenciais nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Elas alegam “falta de amparo jurídico” para prosseguir com as funções de gerências nos postos de saúde.

As funcionárias esclareceram que a maioria das enfermeiras municipais exercia duas funções distintas: a de prestadoras de assistência de enfermagem nos cuidados individual e coletivo – função pela qual são concursadas – e a de gestão das UBSs e de serviços de saúde – função pela qual foram nomeadas –, sendo essa última a que está suspensa.

 As enfermeiras alertaram que essa interrupção pode causar um efeito negativo no atendimento à população e que isso está ocorrendo porque acataram na íntegra a portaria do prefeito Stupp que exonera todas as FGs do Funcionalismo Municipal. “Não resta alternativa, senão a suspensão”, ressaltaram em carta.

CONFUSÃO
A carta das enfermeiras foi lida por João Carteiro porque foi ele, na condição de presidente da Câmara Municipal, que participou de uma reunião com a classe de trabalhadoras na quinta-feira da semana passada, dia em que entrou em vigor a contenção de despesas. Sobre esse episódio, Carteiro relatou uma situação constrangedora.

Segundo o presidente da Câmara, a reunião foi interrompida por uma funcionária, a mando de Beatriz Gualda – secretário municipal de Saúde –, ordenando que todas voltassem ao trabalho sob pena de desconto das horas trabalhadas. Gualda teria dito que chamaria a polícia caso a reunião não acabasse.

Carteiro se indignou com a situação. “Tem que falar para ela [Gualda] que polícia se chama para bandido e não para trabalhador”, disparou. “[Beatriz Gualda] não tem um pingo de educação, ela jamais pode acabar com uma reunião assim”, continuou, inconformado. “Quem é ela para dar ordem em mim?”, questionou.



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