Médicos da Santa Casa podem entrar em greve

A Unidade de Atendimento Não Agendado (Uana) da Santa Casa de Misericórdia, que em Mogi Mirim é o único local que faz o papel de Pronto Atendimento público, pode fechar as portas. Tudo isso porque os médicos que trabalham na instituição não receberam da Prefeitura o salário referente aos meses de julho e agosto.

Como o município não possui Hospital Municipal e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste continua fechada, é a Santa Casa que realiza todo o atendimento público de Mogi Mirim, contando com mais de 20 especialidades. Como a Santa Casa é uma instituição privada e filantrópica, a Prefeitura compra os serviços da entidade através de convênios.

Atualmente, para que a Santa Casa realize o serviço público de Pronto Atendimento, a Administração Municipal paga R$ 780 mil mensais. É exatamente esse montante que não é pago pelo Governo de Gustavo Stupp (PDT) há dois meses, acumulando mais de R$ 1,5 milhão. Uma reunião extraordinária para debater o assunto foi convocada para a noite da última quinta-feira, 15.


“Nosso trabalho a gente tem feito. Até quando? Não sei”, desabafou o provedor da Santa Casa Josué Lolli. Os médicos plantonistas que estão sem receber seus salários já decretaram Estado de Greve e podem parar caso a Prefeitura continue negligenciando seus direitos. “Não é justo vir trabalhar e não ter previsão de quando vai receber”, pontou Lolli.

O prefeito Gustavo Stupp não compareceu à reunião, enviando em seu lugar a secretária municipal de Saúde Beatriz Gualda e o assessor de gabinete Antonio Camilotti Júnior. O presidente da Câmara Municipal, João Carteiro (SD), compareceu e intermediou uma reunião para a tarde de ontem, entre Prefeitura e Santa Casa, no Gabinete do prefeito.

A reunião foi fechada para a imprensa. Nela foi acordado que a Prefeitura poderia pagar R$ 300 mil e que a Câmara Municipal poderia devolver ao Governo Municipal até R$ 700 mil em verbas não utilizadas, desde que o montante seja integralmente utilizado para o pagamento da Santa Casa. Até segunda-feira, 19, a Prefeitura se comprometeu a apresentar uma proposta para o pagamento dos R$ 500 mil restantes dos salários atrasados.

O projeto de lei que prevê a devolução de R$ 700 mil da Câmara para a Prefeitura deve ser protocolado até segunda-feira, e votado até a segunda da semana que vem, dia 26.

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