Mogi não tem gestão eficiente, aponta ranking

Mesmo sendo a cidade mais rica da região, Mogi Mirim tem sérios problemas de gestão. É o que aponta o Ranking de Eficiência de Municípios (REM-F), lançado pelo jornal Folha de S.Paulo, que coloca o município mogimiriano na 2366ª colocação, atrás de todas as cidades vizinhas.

Estiva Gerbi (412ª), Itapira (470ª), Espírito Santo do Pinhal (518ª), Holambra (561ª), Santo Antônio de Posse (891ª), Arthur Nogueira (1075ª), Conchal (1063ª), Mogi Guaçu (1554ª) e Engenheiro Coelho (2275ª) obtiveram resultados melhores que Mogi Mirim.

Entre os principais pontos avaliados pelo REM-F estão uma Saúde deficiente (Mogi Mirim teve nota 0,261, enquanto a média nacional está em 0,500) e uma máquina pública inchada, que aumentou em 51% em dez anos (são 3,2 servidores para cada 100 habitantes, índice maior que em Mogi Guaçu, por exemplo).


O levantamento do ranking revela que nos 5% menos eficientes, com índice de até 0,300, o funcionalismo cresceu 67% entre 2004 e 2014, em média. A população aumentou 12% no período.

Em crise, os municípios espelham também alguns dos principais desafios do país, como o crescimento do gasto público, a dependência de verbas federais, a perda da dinâmica da indústria e a ascensão do agronegócio.

Numa escala de 0 a 1, só 24% das cidades analisadas ultrapassaram 0,500 e, por isso, podem ser consideradas eficientes. É o caso de Estiva Gerbi, Itapira, Espírito Santo do Pinhal, Holambra, Santo Antônio de Posse, Arthur Nogueira e Conchal.

Mogi Mirim conquistou média 0,463, sendo que seu melhor desempenho foi em saneamento, com nota 0,940. Tal diferença pode ser explicada pelo sistema de coleta e tratamento de esgoto, implantado em 2008, no fim do mandato do ex-prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB).

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