Obras na SP-147 causam revolta em agricultores

O avanço das obras de duplicação da rodovia SP-147, que liga Mogi Mirim a Engenheiro Coelho, chegou a um dilema. A Intervias, concessionária que administra a estrada, proibiu que as máquinas agrícolas cruzem a pista, para que seja viabilizada a duplicação da rodovia. No entanto, os produtores rurais que se utilizavam desse dispositivo estão revoltados com a situação.

Tanto, que um grupo de aproximadamente 50 agricultores organizou um protesto na segunda-feira, 05, cobrando uma solução. A revolta foi maior porque exatamente nesse dia foi entregue mais um trecho da obra, o que acabou resultando na proibição do cruzamento da pista para o bairro de Pederneiras. A Polícia Militar Rodoviária foi acionada para garantir que ninguém atravessaria a pista.


O problema se arrasta desde o ano passado, com o avanço das obras. Antes da duplicação, o cruzamento de maquinário pesado ocorria normalmente na pista, o que não é mais tolerado pela Intervias, que se apoia no Código Nacional de Trânsito. Como alternativa, a concessionária projetou dois dispositivos de retorno, que não agradaram aos produtores rurais.

Em reunião com o deputado Barros Munhoz (PSDB), intermediada pela vereadora Maria Helena Scudeler de Barros (PSB), os agricultores solicitaram mais alternativas de retorno. No entanto, o Poder Público municipal não realizou audiências para que o projeto das obras fosse alterado e contemplasse a demanda dos produtores rurais.

Maria Helena coloca a culpa na Administração Municipal, por não ter se atentado ao problema logo na discussão do projeto. Agora, uma solução será buscada junto a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), com a intermediação de Barros Munhoz.

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