“Será o maior desafio da minha vida”, diz Carlos Nelson sobre terceiro mandato

Aos 53 anos de vida pública e 76 de idade, o prefeito eleito Carlos Nelson Bueno (PSDB) considera que terá a partir de 01 de janeiro de 2017 o maior desafio que já enfrentou em sua carreira política. O terceiro mandato à frente da Prefeitura de Mogi Mirim promete ser diferente em todos os aspectos.

Em 2005, quando ocupou a cadeira de chefe do Executivo mogimiriano pela primeira vez, o cenário era completamente diferente. Sucedendo Paulo Silva (PSB) após oito anos de governo socialista, Carlos Nelson assumiu Mogi Mirim após vencer as eleições com 60% dos votos válidos. Foram quase 14 mil votos de vantagem sobre a segunda colocada, Maria Helena Scudeler de Barros. Na reeleição, quatro anos mais tarde, um resultado ainda mais arrasador: 74% dos votos válidos, com quase 24 mil votos de vantagem para o então candidato Mauro Nunes.


A terceira vitória em Mogi Mirim, porém, não foi tão tranquila. Com menos de quatro mil votos de vantagem sobre Ricardo Brandão (PMDB), seu principal adversário, Carlos Nelson não alcançou nem 40% dos votos válidos, um fator que considera prejudicial à cidade, uma vez que dos 67 mil eleitores do município, aproximadamente 50 mil não o escolheram. “É dramático, pois esvazia o poder político do prefeito”, avaliou.

Além disso, Mogi Mirim chega ao final do mandato de Gustavo Stupp (PDT) mergulhada em uma crise política, administrativa e financeira. É uma série de dificuldades que o prefeito eleito acredita nunca ter enfrentado, nem quando governou a vizinha Mogi Guaçu por duas vezes, em plena Ditadura Militar.

Por todos esses motivos, Carlos Nelson vai se fazer valer mais do que nunca do capital político que possui. Nos primeiros dois anos de Administração, principalmente, fará valer a influência e credibilidade que adquiriu junto ao deputado Barros Munhoz (PSDB), ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao ministro Gilberto Kassab (PSD). As idas à Brasília, aliás, serão frequentes.

O futuro governo deverá ter um foco diferente dos anteriores. Isso porque Carlos Nelson acredita que todas as grandes obras de Mogi Mirim já foram realizadas, como a Faculdade de Tecnologia e a Estação de Tratamento de Esgoto (realizações essas de seu último governo, aliás). Portanto, o grande objetivo será melhorar os serviços públicos. “Quero melhorar muito a Saúde e a Educação da cidade”, garantiu.

Para essa missão, o prefeito eleito já escolheu quem serão as responsáveis. A vice-prefeita eleita Dra. Lúcia Tenório (SD) vai assumir a secretaria da Saúde, enquanto a ex-vice-prefeita Flávia Rossi (PSDB) foi convidada para comandar a Educação. Flávia trabalha com essa área no governo Paganini (PSDB), reeleito para mais quatro anos em Itapira, por isso ainda estuda o convite.

Quanto ao restante do secretariado, as decisões devem ser tomadas posteriormente. A transição deve ser posta em prática só a partir de novembro. Até lá, é muita conversa e muito descanso também, após uma campanha que Carlos Nelson classificou como “traumática”, por conta dos ataques que sofreu. “Não esperava que fosse tão agressiva”, desabafou.

Ao arregaçar as mangas, o prefeito eleito espera, por exemplo, colocar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste para funcionar ainda no ano que vem. Em seus planos também estão a implantação do Centro de Atendimento à Mulher, ampliação das vagas em creches e um reforço na parceria com as entidades sociais do município. Em resumo, seu plano de governo é fazer o melhor mandato de sua vida e de Mogi Mirim.

Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top