‘Atraso’ de salários dos funcionários públicos preocupa presidente do Sinsep

Em carta aberta ao Funcionalismo, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Antônio Maciel de Oliveira, externou sua “grande preocupação” com o final do governo de Gustavo Stupp (PDT). “Sabemos que há pressão para que a Secretaria de Finanças mude a data do pagamento do Funcionalismo”, disse Toninho.

A mudança do pagamento para o quinto dia útil do mês subsequente faria com que a folha de pagamento de dezembro somente fosse paga no início do mês de janeiro. “Isso nos deixa inseguros, visto que há décadas que recebemos os nossos salários no último dia do mês trabalhado e assim programamos os nossos compromissos financeiros”, argumentou Maciel.


O presidente do Sinsep afirmou estar ciente da delicada situação financeira da Prefeitura e da crise na Santa Casa. “Embora sejamos solidários com a Santa Casa, que atende expressiva parcela da população, não podemos concordar que a regularização dos repasses financeiros a ela venha representar mais um sacrifício para os servidores municipais, os salários pagos em dia dos servidores públicos municipais não podem ser parâmetros e tão pouco objeto de discussão nesse caso em específico”, alertou Maciel.

O representante sindical lembrou que o compromisso assumido pela secretária de Finanças Elisanita Aparecida de Morais é com todo o Funcionalismo público. “São famílias que dependem desse procedimento. O que estamos vivenciando e sentindo nesse cenário é que nossos salários parecem moeda de troca e isso não vamos admitir. Os servidores municipais e seus familiares não podem ser penalizados e sofrer com os resultados dessa discussão que se arrasta entre Prefeitura e Santa Casa”, afirmou.

“Trabalhamos e, consideramos justo recebermos nosso contracheque em dia. Trata-se de uma troca legal existente nas relações de trabalho”, reiterou Maciel. O presidente do Sinsep cobrou “prioridade absoluta” aos pagamentos dos salários dos servidores municipais. “Não desejamos polemizar”, avisou;
“Desejamos que não se utilizem como manobra os servidores públicos e seus salários. Somos a favor do entendimento e do bom senso que deve nortear os administradores. Vamos continuar atentos aos desdobramentos”, prometeu Toninho Maciel.



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