Grupo quer suspender recadastramento de sócios no Mogi

O grupo S.O.S. Mogi Mirim Esporte Clube, formado por associados e demais pessoas interessadas no resgate da agremiação mogimiriana, apresentou uma representação na última quarta-feira, 14, para que a diretoria do Sapão da Mogiana suspenda o recadastramento de sócios iniciado no começo do mês.

Para o grupo, o processo de recadastro foi definido de forma arbitrária pelo presidente Luiz Henrique de Oliveira, “sob condições típicas de gestões autoritárias e que mal disfarça a intenção subliminar e isolar das decisões sociais os verdadeiros associados”.

O primeiro ponto de discordância é em relação ao valor das mensalidades. “Em que pese a reconhecida necessidade de se buscar receita para o clube, os valores foram estabelecidos sem discussão com o corpo social e sem a devida contextualização do momento vivido pelo clube”, frisa a representação.

O grupo lembrou que na assembleia geral do dia 24 de novembro, quando os associados compareceram em massa e houve princípio de confusão nas dependências do Mogi Mirim Esporte Clube, Oliveira apenas expôs o programa de recadastramento, sem abrir a assembleia para opiniões dos presentes sobre a participação financeira mensal ou as condições para o recadastramento dos associados.


As exigências para o recadastramento também são questionadas, bem como a determinação para que os associados paguem as mensalidades em atraso. Isso porque o próprio clube há muito tempo não fixa os valores dessas mensalidades, sendo impossível chegar a um valor devido. Situação semelhante a do recadastro, já que o Mogi Mirim não tem registro de seus associados anteriores.

“Os antigos associados, se mantidas as deliberações, seriam severamente punidos, chamadas a responder por dívida calculada com base no tempo de sua vinculação ao clube”, constata o grupo. “As exigências forjadas pela diretoria criam evidente favorecimento às pessoas recém ingressadas nas listas de presença das últimas reuniões, notadamente aquelas que sem vínculo com a cidade, que surgem somente para endossar decisões”, continua.

Diante do cenário, o S.O.S. Mogi Mirim solicita aos conselhos Fiscal e Deliberativo do clube a convocação de uma nova Assembleia Geral, “em que seja exposta a real situação administrativa, econômica e financeira do clube, com disponibilização de toda a documentação pertinente para exame dos associados assim como para a devida tomada de decisão a respeito do futuro da agremiação”.

“A participação efetiva dos associados na definição das diretrizes firmadas pela associação é direito previsto em lei e no Estatuto Social. Portanto, a transparência na condução dos negócios da agremiação bem como a prestação de contas dos gestores ao corpo social não constitui mera prerrogativa do cargo, mas obrigação”, lembra o grupo.

A representação foi entregue em mãos para um dos filhos do presidente Luiz Henrique de Oliveira. O documento definiu prazo para a resposta da diretoria do clube.

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