Homem é preso por baixar vídeos pornôs infantis

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Estado de São, denominada “Anjos da Guarda”, prendeu 20 pessoas e cumpriu 20 mandados de busca e apreensão, na manhã da terça-feira, 13. A ação ocorreu em cerca de 15 municípios e visou o combate à pornografia infantil.

Em Mogi Mirim, Gilson Cardoso, 46 anos, foi detido em sua casa, na Rua Ettore Ceregatti, no Jardim Santa Elisa/ Aterrado. Na casa do suspeito, foram apreendidos diversos CDs e DVDs, computador, HD externo e câmera fotográfica.

A Polícia de São João da Boa Vista foi designada para cumprir o mandado de busca e apreensão em Mogi Mirim. Eles chegaram à casa do suspeito logo pela manhã e foram recebidos pelo mesmo, que franqueou a entrada.

Os policiais iniciaram os trabalhos verificando os acessos realizados por Gilson, sendo que o último teria sido no dia 9 de dezembro, pela manhã.

Utilizando um programa específico, os policiais conseguiram recuperar grande quantidade de material que o suspeito havia baixado da internet e apagado. Gilson, na Delegacia de Defesa da Mulher, informou que realmente fazia downloads deste tipo de material e que após assistir os vídeos, os deletava. Mas um dos programas utilizados por ele, automaticamente após baixar os vídeos, distribuía para outros usuários.

Gilson foi autuado em flagrante com base nos artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de que é crime manter ou distribuir material pornográfico envolvendo criança. A pena para este tipo de crime é de três a seis anos de detenção.

Entre os presos na operação, há um homem da cidade de Pedreira, que foi considerado o “campeão do mal”, segundo apurado durante os dois meses das investigações. Ele teria feito 308 mil downloads.

CONHECIDO
Após a prisão de Gilson, ventilou-se que ele seria pertencente a um grupo de escoteiros na cidade. Na verdade, ele é ligado a uma ONG, que por diversas vezes teria dado apoio aos escoteiros. Ele também é conhecido no meio católico, foi catequista e participa de grupos de orações.

Após ter sido autuado em flagrante, Gilson foi apresentado ao Juiz para a audiência de custódia, tendo sido determinado que o mesmo permanecesse preso. O advogado responsável pelo caso teria entrado com um pedido para ser concedida sua liberdade de Gilson, mas até o fechamento desta edição não se obteve a informação de que este pedido tivesse sido atendido, já que o mesmo teve que ser solicitado para o Juiz da cidade de Piracicaba, de onde partiu a operação.

Gilson Cardoso era conhecido entre escoteiros por ser membro de uma ONG que realizava atividades com esses grupos

‘Temos uma política rígida’, afirmam escoteiros


A informação de que Gilson Cardoso, preso pela polícia por armazenar conteúdo de pornografia infantil, era conhecido entre escoteiros da região teve ampla repercussão entre os membros do movimento.

O Grupo Escoteiro “Encanto das Matas” de Mogi Mirim emitiu nota oficial à imprensa negando relação com o acusado. “O indivíduo em questão não faz e nunca fez parte do movimento escoteiro em nossa cidade”, ressaltou a organização.

A divulgação da proximidade de Gilson com os grupos escoteiros da região gerou desconforto e preocupação em pais e responsáveis por crianças e jovens inseridos no movimento escoteiro de Mogi Mirim. Isso motivou o “Encanto das Matas” a prestar esclarecimentos.

“O fato em questão nada tem a ver com os adultos voluntários praticantes do movimento escoteiro de Mogi Mirim e reforçamos a todos, que temos uma política rígida contra esse crime, que buscamos todas as medidas cabíveis para evitar que pessoas desta estirpe façam parte do movimento escoteiro e que nosso trabalho está alicerçado na busca da proteção e preservação de nossas crianças e jovens”, concluiu a nota.

Conforme apurado pela reportagem de A COMARCA, Gilson Cardoso não era escoteiro. Ele integrava uma Organização Não Governamental (ONG) que trabalha com crianças e jovens. Essa ONG, esporadicamente, desenvolvia ações em parceria com determinados grupos de escoteiros. Daí a proximidade do acusado com o movimento.

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