Igreja do Carmo recupera danos causados há cinco anos

Quase cinco anos depois de sofrer sérios danos em sua estrutura centenária, o prédio da Igreja de Nossa Senhora do Carmo está recuperado, faltando aproximadamente um mês para que as obras de restauro sejam finalizadas, de acordo com estimativa de Marcos Tognon, o arquiteto responsável pelo andamento das reformas.

As rachaduras, que antes comprometiam a mais antiga construção de Mogi Mirim ainda de pé, já ficaram para trás. A estrutura da Igreja do Carmo foi recuperada, conforme constatou a reportagem de A COMARCA em visita ao local. Falta apenas o acabamento, com a aplicação da “massa fina”, como é popularmente chamada, e a colocação das janelas.

Os danos causados à Igreja de Nossa Senhora do Carmo tiveram origem na construção de dois edifícios vizinhos, o Residencial do Jardim, empreendimento feito pelo ex-jogador Rivaldo Ferreira, quando ainda presidia o Mogi Mirim Esporte Clube. Os transtornos foram tantos que o Educandário, que funcionava junto a igreja, nunca mais retornou ao local.

Um acordo foi feito entre igreja, a construtora Azevedo Marques e o jogador Rivaldo, definindo o pagamento de R$ 300 mil, em dez parcelas, para a Paróquia São José, que administra a Igreja do Carmo. Já a indenização ao Educandário foi acordada em R$ 500 mil, sendo R$ 300 mil da Prefeitura, R$ 100 mil da construtora e R$ 100 mil de Rivaldo.

A recuperação da Igreja de Nossa Senhora do Carmo ocorre em um ano histórico. Há exatamente um século atrás, Monsenhor Nora concluía a primeira grande reforma do templo católico. É por esse motivo que uma placa com a inscrição “1916” está fixada acima da porta principal do prédio. Na ocasião A COMARCA fez ampla cobertura das obras.


TORRE
No entanto, a obra que mais chamou a atenção do público foi justamente aquela que nem estava prevista. A recuperação da torre sineira da Igreja do Carmo se mostrou necessária após uma avaliação mais detalhada constatar a precariedade da construção da parte mais alta do templo católico. Uma nova etapa de restauro, independente da anterior, precisou ser iniciada.

A inspeção aérea realizada em fevereiro, com um drone, ajudou a avaliar a situação da igreja.
Orçamentos para a obra foram realizados, mas esbarravam sempre no preço dos andaimes. A altura da torre sineira elevou os valores para o uso desse tipo de equipamento. A solução foi encontrada nos “alpinistas do patrimônio”, um tipo de serviço inédito no Brasil em que os operários trabalhavam pendurados no prédio.

Para 2017, a intenção de Tognon é dar início ao restauro da fachada da Igreja do Carmo. Para isso, dependem de recursos, já que o dinheiro arrecadado ao longo do ano para a reforma na torre sineira foi completamente utilizado. A expectativa é de que o padre Nelson Demiciano, pároco de São José, anuncie no ano que vem como os fiéis poderão colaborar nessa nova etapa.

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