Mogi barra torcedores e aciona a polícia

A diretoria do Mogi Mirim Esporte Clube barrou na manhã da última terça-feira, 10, um grupo de aproximadamente 10 torcedores que pretendiam dialogar com o presidente do time, Luiz Henrique de Oliveira. Mesmo não havendo tumulto, o MMEC acionou a Polícia Militar, que enviou três viaturas para o estádio “Vail Chaves”.

Os torcedores barrados fazem parte do movimento voluntário S.O.S. Mogi Mirim e pretendiam aproveitar a apresentação do técnico Marcelo Veiga à imprensa para conseguirem uma reunião com o mandatário do Sapão da Mogiana. A tentativa foi em vão, pois assim que todos os veículos de comunicação chegaram ao local, os portões foram fechados.

Os protestos do grupo logo chamaram a atenção dos repórteres. Por uma pequena abertura no portão, os torcedores desabafaram com a reportagem de A COMARCA e com os demais órgãos de imprensa, mostrando total descontentamento e indignação com a gestão de Luiz Henrique de Oliveira. Aos jornalistas, entregaram cópias do documento que pretendiam deixar em mãos com o presidente do clube.

Tal documento, assinado por Henrique Stort, Rogério Manera, José Carlos Fernandes, Cristina Mansur, Cristiano Rocha, dentre outros, acusa o mandatário do Mogi Mirim de assumir uma postura “autocrática e de total desprezo com a opinião da cidade”. Questiona ainda quais seriam as motivações de Oliveira em abandonar seus “afazeres que seriam de empresário em Guarulhos” para administrar o Mogi Mirim, sem remuneração.


A resposta foi dada pelo presidente do clube à imprensa. “É a mesma motivação que eles [S.O.S. Mogi Mirim] têm de encher o saco e fazer bagunça na porta do clube”, disparou, acusando esses torcedores que foram barrados de não participarem nem ajudarem o Mogi Mirim. “São as mesmas pessoas de sempre”, frisou.

“A primeira e única coisa que eu preciso [do grupo S.O.S. Mogi] é que eles paguem a mensalidade de R$ 40, só isso. Quando eles se tornarem sócios do clube, eu converso com eles”, afirmou Oliveira. Sobre o movimento criado por alguns desses torcedores no Facebook, pedindo sua renúncia, o presidente garantiu que respeita a opinião deles. “É uma oposição sadia”, avaliou.

Oliveira ainda contrapôs a atitude do S.O.S Mogi Mirim a um outro grupo de torcedores, segundo ele, denominado Amigos do Mogi Mirim. Esse último, de acordo com o próprio presidente, tem auxiliado o clube em suas necessidades do dia-a-dia. Além disso, a pedido dos Amigos do Mogi, o mandatário reconsiderou o prazo para o recadastro de sócios, agora estendido até dia 31 deste mês.

Enquanto isso, o S.O.S Mogi Mirim continua exigindo o que foi prometido pelo próprio Luiz Henrique de Oliveira, durante uma assembleia geral em novembro: uma reunião para “abrir a caixa preta” do Sapão. “Presidente, o clube não te pertence, saia da defensiva, pratique a sua pregação e receba imediatamente os representantes dos associados”, encerrou, em letras maiúsculas, o grupo de torcedores no documento que sequer chegou ao seu destino.

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