Prefeitura é refém da Santa Casa, diz Carlos Nelson

A crise no único hospital que mantém o Pronto Atendimento SUS em Mogi Mirim paralisou o Governo Municipal. A Prefeitura se viu obrigada a concentrar todos os seus esforços para evitar um colapso no sistema municipal de Saúde. “Estamos estudando e vamos fazer uma proposta”, garantiu o secretário de Saúde Elias Ajub, sobre os R$ 2,2 milhões devidos à Santa Casa deixados para trás pelo ex-prefeito Gustavo Stupp (PDT).

“Não podemos ser responsabilizados em 20 dias por uma crise que vem desde o ano passado”, frisou Ajub, que também defende uma auditoria na Santa Casa após as denúncias apresentadas em reunião do Conselho Municipal de Saúde. “A Prefeitura precisa de respostas”, acrescentou.

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O próprio prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) acredita que há algo de errado com a gestão do hospital. “A entidade que recebe o volume de dinheiro que a Santa Casa recebe tem a obrigação de ter uma reserva financeira. Qualquer boteco tem”, comparou o chefe do Executivo.

Aos jornalistas e aos vereadores, o prefeito declarou nessa semana que tem perdido o sono com a greve dos médicos. “E não estou aqui para hostilizar ninguém, mas fui hostilizado a todo momento. A Santa Casa é a única entidade da cidade que hostiliza gratuitamente”, desabafou Carlos Nelson. “Mas não é uma hostilidade contra o prefeito, é contra a população”, completou.

Prefeito Carlos Nelson Bueno

A situação é tão grave que o prefeito se considera “refém” da Santa Casa. “Estamos invertendo os processos, o prestador de serviços não pode ditar as regras”, lembrou. Mesmo assim, a Prefeitura tem reafirmado não ter um Plano B, pois pretende manter o Pronto Atendimento onde ele está hoje. “Eu acredito no espírito público da Irmandade da Santa Casa”, declarou o prefeito.

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